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Correio Braziliense ENCONTRO COM O CHEF

Descubra a diferente e deliciosa gastronomia de Dublin

Um breve passeio gastronômico pela capital da Irlanda, com impressões de quem passou pouco tempo pela cidade e ficou com gostinho de quero mais


postado em 21/05/2017 08:00 / atualizado em 29/05/2017 10:16

(foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
(foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
 

Viajar é sinônimo de experimentar. Conhecer novas culturas, novos povos e sabores. Na coluna desta semana, não haverá receita nem história de chef. Será um breve passeio por Dublin, a bela capital da Irlanda. Que fique claro: não se trata de um roteiro gastronômico, mas apenas as impressões de quem passou pouco tempo na cidade.

Uma das principais características de Dublin é a quantidade de pubs por metro quadrado. E, acreditem, antes mesmo do meio-dia, eles costumam estar bem cheios. Não à toa. Além dos pints com deliciosas cervejas e da animada música, eles costumam servir comidas saborosas e, a depender do local, a preços razoáveis. Mas sempre vale a pena lembrar que você está pagando em euro.

 

Grande variedade de cervejas nos pubs: para todos os gostos (foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
Grande variedade de cervejas nos pubs: para todos os gostos (foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
 

 

Além de um verdadeiro templo dos bares, a Temple Bar, uma rua repleta de pubs bastante disputada por turistas de todo o mundo, há pubs espalhados por toda a cidade, muitos deles com bastante história para contar. O que dizer de um que foi aberto em 1198? O The Brazen Head, pub mais antigo da Irlanda, não fica exatamente no burburinho turístico, mas sempre está lotado de forasteiros. Lá, provei o tradicional fish & chips — típico prato britânico formado por peixe empanado e batata frita — e uma deliciosa salada com queijo brie empanado, que se derretia a cada garfada.

 

 

 

 

 

Outra comida típica de boteco e bastante popular entre os irlandeses são as clássicas hot wings — asinhas de frango apimentadas —, que eles costumam devorar, tanto nos almoços rápidos em dias de trabalho, quanto para acompanhar as cervejas no happy hour. Como sou apaixonada por esse prato, tive que prová-lo. Comi em um restaurante/lanchonete que fica no Temple Bar, o Elephant & Castle. Fui na hora do almoço e o lugar, famoso pelos saborosos sanduíches, estava lotado. Um detalhe: ao servirem as asinhas, eles trazem um recipiente com água e limão para você limpar as mãos. Fica a dica para os restaurantes brasileiros.

 

Os dias frios de Dublin são um convite a uma sopa quentinha. Essa costuma ser a opção de entrada mais comum quando você pede aqueles menus que incluem ainda prato principal e sobremesa. Os sabores são variados e todas as que provei estavam deliciosas.

 

As sopas vêm acompanhadas de um pão com textura de bolo(foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
As sopas vêm acompanhadas de um pão com textura de bolo (foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)


Na noite em que cheguei a Dublin, ainda meio desorientada após quase 24 horas de voos, conexões e aeroportos, essa foi a minha primeira escolha. Jantei em um badalado pub, onde funciona também um restaurante e um albergue, o Oliver St. John Gogarty’s. O prédio antigo, todo em madeira, é um espetáculo à parte, assim como a animada música ao vivo.

Caldo de frutos do mar, da Baía de Dublin: entrada recorrente(foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
Caldo de frutos do mar, da Baía de Dublin: entrada recorrente (foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
Nesse dia, tomei o caldo de frutos do mar — o mexilhão da baía de Dublin é um dos orgulhos da casa — e um salmão acompanhado de batatas, legumes e cogumelos com molho à base de uísque, servido com um pão preto que mais parece um bolo. Comida saborosa e reconfortante. Aliás, usar uísque e Guinness, a cerveja patrimônio nacional da Irlanda, em molhos é comum nas receitas locais.

O famoso café da manhã irlandês, formado por salsicha, bacon, ovo, feijão adocicado, tomate e cogumelos eu só provei nos hotéis, o que nem sempre é uma boa referência, pois a cozinha costuma ser mais ao paladar internacional. Mas duas coisas me chamaram a atenção: a abundância de chá-preto, servido com leite, e de mel. No hotel em que me hospedei, todas as manhãs, uma fava inteira era colocada à mesa.

Independentemente de ter provados várias cervejas nos pubs por onde passou — são dezenas de opções, as mais variadas —, uma visita à Guinness Storehouse é obrigatória. O lugar funciona na própria fábrica da cervejaria e é uma viagem pela história da Irlanda. A entrada custa 20 euros, mas, ao final do tour, autoguiado, você tem uma aula-relâmpago de como tirar o chope perfeito, pode servir o seu próprio pint e sair com um certificado de mestre cervejeiro para tirar uma onda.

Um dos pratos mais típicos, o Irish Stew, espécie de ensopado feito com carne de carneiro ou cordeiro, batatas, alho, cenoura e aipo, eu não cheguei a provar. Mas vi em algumas mesas e pareceu apetitoso. Uma desculpa para voltar a esse país encantador.

 

Salmão com batata e cogumelo fresco: frutos do mar em alta(foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
Salmão com batata e cogumelo fresco: frutos do mar em alta (foto: Sibele Negromonte/CB/D.A Press)
 

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