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Correio Braziliense

A elegância dos biombos

Versáteis, os biombos são elementos que decoram, dividem os ambientes, criam privacidade ou simplesmente deixam, naquele espaço, um mistério no ar


postado em 17/09/2017 08:00 / atualizado em 14/09/2017 15:37

Bonitos, versáteis e um pouco misteriosos: assim são os biombos. As peças, que já foram muito populares no passado, estão tornando ainda mais interessante a decoração de diferentes cômodos. Eles têm como principal função dividir espaços, proporcionando mais privacidade a um cantinho específico. Mas o papel deles não se limita a isso: é possível setorizar cômodos ou utilizá-los como pano de fundo para destacar móveis ou equilibrar a iluminação dos ambientes. 
 
O espaço desenvolvido pelo arquiteto Eduardo Sáinz trabalha com elementos das décadas de 1950 e 1960. Assim, a escolha do biombo de madeira, com aspecto retrô, dá a ideia de aconchego, graças ao material escolhido.(foto: Edgard Cesar/Divulgação)
O espaço desenvolvido pelo arquiteto Eduardo Sáinz trabalha com elementos das décadas de 1950 e 1960. Assim, a escolha do biombo de madeira, com aspecto retrô, dá a ideia de aconchego, graças ao material escolhido. (foto: Edgard Cesar/Divulgação)
 
Não existem regras. A função do biombo pode ser a que você quiser. Basta ter cuidado para posicioná-lo em um local que não atrapalhe a circulação e estar atento ao equilíbrio da composição na hora de escolher o modelo e a cor. 
 
Um biombo leve e cheio de estilo divide os ambientes do showroom da Natuzzi Italia. Criação dos arquitetos da Natuzzi Design Studio, o projeto acompanha as tendências mundiais e usa esse recurso de forma integrada. Em uma estrutura aramada, as cinco partes do biombo se complementam.(foto: Divulgação/Natuzzi Italia)
Um biombo leve e cheio de estilo divide os ambientes do showroom da Natuzzi Italia. Criação dos arquitetos da Natuzzi Design Studio, o projeto acompanha as tendências mundiais e usa esse recurso de forma integrada. Em uma estrutura aramada, as cinco partes do biombo se complementam. (foto: Divulgação/Natuzzi Italia)
 
Segundo a arquiteta Gislene Lopes, eles podem ser usados em qualquer ambiente, contanto que combinem, de forma harmoniosa, com o que é proposto no restante da casa. “Primeiramente, deve-se determinar se o biombo será um elemento de destaque. Se sim, ele deve ser posicionado em um local de grande visibilidade. Nesse caso, também pode ter detalhes ou cores que chamem a atenção. Caso não seja o destaque, é melhor que leve tons neutros e seja mais sóbrio, deixando a relevância em outros elementos da composição”, recomenda.
 
A arquiteta Gislene Lopes apostou em uma ambientação com cores neutras. O biombo de tom forte, ela explica, é um ponto de destaque que valoriza a decoração.
A arquiteta Gislene Lopes apostou em uma ambientação com cores neutras. O biombo de tom forte, ela explica, é um ponto de destaque que valoriza a decoração. "Seu posicionamento próximo à cortina de vidro foi pensado para equilibrar a entrada de luz natural e fazer um conjunto com a luminária de piso." (foto: Jomar Bragança/Divulgação)
 
Ele pode aparecer em desenhos modernos, rústicos ou vintages. Tudo depende do que se espera da composição. Além disso, a peça pode ser um ótimo recurso para residências alugadas, onde não existem muitas opções para mobiliários fixos — nesses casos, o biombo substitui uma obra de arte ou uma escultura por ter um toque diferencial de beleza. “Como podem ser reposicionados facilmente, são versáteis e bastante flexíveis”, acrescenta Gislene.
 
O ambiente da Simmetria Arquitetura, criado por Laura Oliveira, Sérgio Peris e Gustavo Assunção, preserva a ideia do apartamento antigo e retrô da capital. O piso remete ao taco natural, diz Laura, e o mobiliário dá a ideia de um espaço vintage.
O ambiente da Simmetria Arquitetura, criado por Laura Oliveira, Sérgio Peris e Gustavo Assunção, preserva a ideia do apartamento antigo e retrô da capital. O piso remete ao taco natural, diz Laura, e o mobiliário dá a ideia de um espaço vintage. "O biombo na porta social criou a ideia de hall", afirma. (foto: Joana França/Divulgação )
 
 
Para o arquiteto Eduardo Sáinz, a peça representa os anos 1950 e 1960 e agrega diferentes ambientes. “É algo bem simbólico, sem cômodo ou lugar específico. O estilo do biombo depende do espaço.” Eduardo recomenda que, em um ambiente industrial, por exemplo, a peça venha de forma metálica ou em papel chinês, para que não fique como um elemento isolado. Na hora da compra, o principal é checar a estrutura e ter muito cuidado ao manejá-lo. “É uma peça móvel e articulada. É preciso ter certeza de que a estrutura seja duradoura e ter cautela para preservar sua beleza e qualidade.”

Leve para casa

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)

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