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Correio Braziliense

Saiba como preparar a casa para receber um pet

Se pensa em adotar um pet, atenção aos cuidados. O ambiente precisa ser preparado para receber o novo morador com segurança


postado em 15/10/2017 08:00 / atualizado em 13/10/2017 18:48

Preparar o coração para receber um animal de estimação não é nada difícil. A fofura dos filhotes, as travessuras e o amor que eles oferecem fazem com que os amantes dos bichos queiram acolher todos os pets que encontram. A adoção, quando se oferece carinho, cuidado e um lar ao amigo de quatro patas, também exerce uma grande e positiva influência em quem se derrete com latidos e miados.

Ao receber um animal em casa, no entanto, não basta se preparar emocionalmente. É essencial adaptar o ambiente que vai abrigar o novo morador. Existem cuidados necessários para a segurança do pet e também para evitar estragos e prejuízos. O especialista em comportamento e bem-estar animal Renato Zanetti explica que essas providências devem ser tomadas antes da chegada do pet.

Entre as primeiras medidas, é importante, segundo Zanetti,  que o tutor providencie vasilhas de água e alimento individuais, uma caminha e a ração adequada para o animal que está recebendo. A coordenadora da linha veterinária da Pet Society, Carolina Cateneo, acrescenta que, no caso dos gatos, quando houver mais de um, é necessário que as caixas de areia também sejam individuais.

Em casas com mais de um gato ou  cachorro, é interessante que os potes de alimentação de um animal seja colocado distante da vasilha do outro, recomenda Carolina. Isso contribui para que os pets mantenham um bom relacionamento. Também é importante delimitar onde eles farão as suas necessidades.

“Se o animal chega na casa e ainda não tem um lugar definido, vai fazer em um local errado e isso vai causar desgaste. Antes que ele tenha a chance de fazer xixi pela casa é importante que o espaço com jornal ou tapete higiênico já esteja pronto”, explica Renato.

Ao sair de casa, os tutores devem observar se o animal poderá circular até o local onde costuma fazer suas necessidades e onde estão a água e a comida. Quando ele tem acesso livre por toda a casa, no início, dificilmente se adaptará a ficar preso quando estiver sozinho, esclarece Renato.

O ideal é que, no início, o pet fique em um espaço mais restrito, para os donos começarem o processo de educação. Ele vai experimentar e descobrir o que pode ou não fazer. E, à medida que for aprendendo, vai-se abrindo o acesso a outros cômodos da casa, como os quartos e a sala.
Maria Isabel reforçou as cercas: proteção para evitar a fuga de Nuno e Nina(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Maria Isabel reforçou as cercas: proteção para evitar a fuga de Nuno e Nina (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Rota de fuga

Os cuidados valem tanto para os filhotes quanto para os que são adotados já adultos. Segundo o especialista em comportamento animal Renato Buani, antes de levá-los para o novo lar, é preciso verificar a decoração da casa. “Guardar ou colocar objetos que o pet possa ingerir, por exemplo, parece besteira, mas é fundamental para evitar que logo cedo ele precise ser submetido a uma cirurgia, por exemplo.”

Renato aconselha, ainda, verificar se há parasitas no local, como pulgas e carrapatos, principalmente nas casas com quintal. Em seguida, checar as possibilidades de fuga, como saídas de garagem e buracos em cercas. “Tem muita gente que leva o animal para casa no impulso e acaba sofrendo com essas situações. Todo o terreno deve ser avaliado antes”, avisa.

Em casas, grades e portões ajudam a manter a segurança do animal. Nos apartamentos, o ideal é que janelas e varandas sejam teladas e tenham trincos seguros. Em alguns casos, até armários acabam precisando de travas de segurança. Renato Zanetti brinca que, ao deixar um animal sozinho em um ambiente, é preciso considerar de que forma “você deixaria uma criança de 4 anos sozinha”.

Ele acrescenta que os animais com acesso à rua devem usar sempre coleiras com identificação e contatos do dono. E chama ainda a atenção para itens como fios de telefone e de computador, pedrinhas de decoração em vasos de planta e até mesmo o adubo usado nos jardins da casa. “O cachorro e o gato vão explorar o ambiente. Ainda mais se forem filhotes, essas medidas auxiliam muito.”


Cercas e plantas

A coaching Maria Isabel do Couto, 51 anos, precisou adaptar a casa pela segunda vez para a chegada de dois novos filhotes. Quando adotou os mais velhos, os vira-latas Nuno e Nina, de 8 e 7 anos, ela também precisou mudar todo o ambiente.

Como são de médio porte, Nuno e Nina passam os dias no quintal e as noites no canil construído especialmente para eles. Mas, para que se acostumassem, as portas da casa tinham que ficar sempre fechadas. As grades entre o quintal e a rua e as casas dos vizinhos precisaram ser reforçadas.

Vira e mexe surgem buracos nas cercas, que sempre precisam de manutenção. Com a chegada dos filhotes Duque e Luna, a proteção foi reforçada com dois fios de arame. Maria Isabel e o marido pretendem fazer um novo canil para os menores.

Enquanto isso não acontece, prepararam caminhas e um cercado para eles na varanda da casa. “Mas agora todos estão dormindo ali, porque os mais velhos ficaram com ciúmes e acabaram se juntando aos pequenos”, conta Maria Isabel.

“É importante ficar sempre de olho”, revela. “A Luna já chegou a escapar para a casa do vizinho e, depois disso, começamos a rever todos os pontos e buracos da cerca. Também ficamos com atenção nas plantas que crescem por aqui, para evitar qualquer acidente.”

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