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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Carência de vitaminas pode ser suprida com suplementos na dose certa

Carência de vitaminas pode ser suprida com suplementos, mas é preciso cuidado e o aval de um especialista, pois cada corpo tem suas próprias necessidades. O excesso pode provocar danos


postado em 29/10/2017 08:00 / atualizado em 27/10/2017 12:56

A conscientização sobre a importância de se alimentar bem é crescente. Mas, com a correria da vida moderna e o aumento da oferta de produtos industrializados, até mesmo os mais atentos a esses cuidados têm dificuldade de consumir a quantidade necessária de vitaminas, presentes em frutas, legumes e verduras. Para suprir a carência, uma alternativa saudável é ter como aliados os suplementos vitamínicos e nutracêuticos. As fórmulas são diferenciadas para cada fase da vida.

Pela legislação brasileira, os suplementos devem conter de 25% a 100% das necessidades nutricionais da população, em geral. Segundo a nutricionista Fernanda Bassan, professora da Universidade Católica de Brasília, a especificação existe para garantir que a quantidade de nutrientes presentes na fórmula desses comprimidos não esteja em exceso e seja segura, já que qualquer pessoa pode adquiri-las.

Fórmulas vendidas no exterior, por exemplo, podem ter quantidades significativamente maiores de vitaminas e minerais, além de associações com outras substâncias. Assim, as chances de surgirem efeitos colaterais e de hipervitaminose (consumo excessivo de uma ou mais vitaminas) também crescem.

Em geral, os comprimidos não precisam de receita para serem adquiridos: caso não haja prescrição de um profissional, o recomendado é utilizar a quantidade indicada nos rótulos. Apesar disso, para pacientes com alguma doença ou deficiência nutricional diagnosticada, o mais adequado é que procurem a orientação de um especialista para a indicação de um suplemento de forma individualizada.

Esse foi o caso de Andrezza da Costa, 21 anos. A estudante perdeu peso e foi diagnosticada com uma forte anemia, há cinco anos. Desde então, foi orientada a tomar os suplementos. Ela sentiu um bem-estar quase de imediato. “Logo notei que minha palidez havia diminuído, assim como as olheiras. Para mim, os comprimidos foram muito eficazes. Quando deixo de tomar, fico doente com mais facilidade e me sinto um pouco enfraquecida”, afirma.

Para regular os horários, Andrezza coloca um despertador todos os dias pela manhã e toma a suplementação após o café. De acordo com o nutricionista Michel Garcia, do Hospital Brasília, esse é o correto a se fazer. “O ideal é consumir os comprimidos junto com uma refeição. Isso garante a melhor absorção das vitaminas e dos minerais”, explica. Um comprimido por dia é suficiente.

Alterações

Em doses excessivas, segundo os especialistas, as vitaminas são eliminadas pela urina. “Em casos assim, não há mal nenhum. Mas a suplementação excedente de vitamina C, por exemplo, pode levar a cálculo renal em pessoas que tenham tendência. A de vitamina B9 pode causar alterações neurológicas, e o excesso de cálcio pode provocar calcificação de vasos sanguíneos, entre tantas outras consequências”, alerta Fernanda.

A reposição de vitaminas é indicada para atletas e pacientes que passam por alguma dieta restritiva ou que se submeteram a procedimentos cirúrgicos, como a retirada de algum pedaço do intestino ou redução de estômago. O analista de TI Alexandre Campos, 39, começou a tomar os multivitamínicos há quatro anos, após uma cirurgia bariátrica. “Fiz uma dieta bem rígida antes da operação. Depois de todo o processo, perdi 60kg”, conta. “O nutricionista recomendou que eu fizesse a reposição de alguns nutrientes para evitar anemia e outros problemas relacionados à perda de peso.”

Apesar da suplementação, Alexandre não sente diferenças no corpo no dia a dia. “Estou acostumado. Acho que o benefício é mais para a saúde do lado de dentro.” Sem previsão para parar de tomar os comprimidos, ele faz acompanhamento com endocrinologistas, clínicos e nutricionistas, e se submete com frequência a uma série de exames, que mostram se está tudo certo com o organismo.

Estudos indicam que o uso de multivitamínicos na quantidade certa, por até 10 anos, não traz riscos à saúde. Mas muitos especialistas preferem investigar quais são as deficiências vitamínicas de seus pacientes e suplementar somente o necessário. “Pode ser mais eficaz, já que é uma reposição mais específica e direcionada. Em alguns casos, acho mais interessante suplementar apenas o necessário”, diz Michel Garcia.

O ideal, segundo os profissionais, é relacionar hábitos saudáveis com uma alimentação balanceada. E, quando necessário, consultar um especialista para pesquisar quais são as reais deficiências nutricionais.

Cada letra, uma função

Como o consumo de suplementos vitamínicos e nutracêuticos pode influir no organismo.

  • Vitamina A
Auxilia na prevenção da anemia e cegueira noturna, além de fortalecer os dentes e o sistema imunológico.

  • Vitamina C
Potente antioxidante. Melhora a circulação do fluxo de oxigênio. Ótima vitamina para cabelos e unhas.

  • Vitamina D
Regula a absorção intestinal de cálcio e fósforo e estimula a mineralização óssea. A deficiência dessa vitamina fragiliza os ossos.

  • Vitamina B9
Também conhecida como ácido fólico, participa na formação dos glóbulos vermelhos do sangue, no crescimento dos tecidos e na produção de energia.

  • Vitamina B12
Previne a anemia e beneficia as células do trato gastrointestinal, ajudando na digestão e absorção dos alimentos.

  • Cálcio
Importante para a saúde dos ossos e dos dentes e para o bom funcionamento dos músculos e dos nervos. Em caso de deficit, pode prejudicar o crescimento da criança.

  • Ferro
A carência do mineral pode alterar o crescimento e o desenvolvimento infantil, inclusive a capacidade de aprendizagem.

  • Zinco
Imprescindível para o sistema imunológico, saúde da pele, das unhas, do cabelo e para a cicatrização de feridas. Sua falta provoca atraso no crescimento e na maturação sexual.

  • Biotina (vitamina H ou B7)
Essencial para saúde da pele, do cabelo e das unhas, pois atua no metabolismo de carboidratos, proteínas (principalmente a queratina) e gorduras.

Fonte: Helaine de Lima, farmacêutica da Liteé Farma do Brasil
 

Sem ganho de peso

  • É comum as pessoas associarem, erroneamente, a ingestão de nutracêuticos a alterações no peso. Especialistas garantem: trata-se de um mito.
  • Os suplementos vitamínicos reúnem nutrientes e vitaminas sem valor energético e, por isso, não contribuem para o aumento de peso.

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