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Correio Braziliense SAÚDE

Cuide-se e fuja dos fungos neste verão

O verão chega em poucos dias, com um alerta especial de prevenção da micose. Dedos dos pés, unhas e axilas estão entre as áreas mais afetadas


postado em 10/12/2017 08:00 / atualizado em 08/12/2017 14:14

Silenciosos e invisíveis, os fungos cercam a nossa rotina sem ninguém perceber que eles estão sempre por perto. Com esporos — células que permitem a sua reprodução —, vivem em lugares quentes, úmidos e sem ventilação, como calçados apertados, vestiários, saunas e até piscinas. Lá, encontram a situação ideal para crescer e são os grandes causadores da indesejável micose.

No verão, que começa oficialmente no dia 21, o problema cresce e é preciso ter cuidado. Apesar de qualquer região da pele ser exposta à infecção, as partes do corpo mais acometidas são as áreas entres os dedos dos pés — as famosas frieiras —, as áreas de dobras, como axilas e virilhas, o couro cabeludo e, também, as unhas.

Em 2014, o estudo Observatório Nacional de Onicomicose analisou informações sobre 7.852 pessoas atendidas por 65 médicos, em 40 clínicas de diversos estados. O levantamento mostrou que 28,3% dos pacientes tinham micose em unhas das mãos ou dos pés, enquanto 53% tinham histórico de doença por fungos.

O dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Luciano Morgado explica que, além de locais úmidos, os fungos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra ou por animais, como gatos e cachorros contaminados. A imunidade individual, adianta o médico, é importante. “Pessoas com baixa imunidade ou doenças que necessitem do uso de imunossupressores são mais susceptíveis a sofrer do problema.”

O tempo de tratamento varia de acordo com cada caso. Nas unhas, pode durar de três a seis meses, ou até um ano, em casos de unhas muito acometidas. No couro cabeludo, de seis a oito semanas. Já na pele, por volta de três a quatro semanas. “Na pele, quando não tratadas, as lesões podem aumentar, causando bastante coceira e desconforto. No couro cabeludo, podem levar à perda definitiva de pelos e cicatrizes em alguns casos”, esclarece Morgado.

Na região entre os dedos, a micose causa a formação de fissuras doloridas, possibilitando a penetração de bactérias e infecções bacterianas secundárias. Favorecem, assim, o surgimento de erisipela — inflamação da pele — na região da perna. No caso das unhas, segundo Morgado, elas podem ficar deformadas. “Isso também auxilia a penetração de bactérias na região, levando a inflamações na pele próxima à unha, a chamada paroníquia.”

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