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Correio Braziliense BICHOS

Vacinar os pets previne doenças que podem levar à morte

Se quer sossego, não se esqueça de vacinar o pet para evitar abalos na qualidade de vida dos animais


postado em 17/12/2017 07:00 / atualizado em 14/12/2017 16:42

(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

 
Quem tem a companhia dos bichos sabe que eles merecem toda demonstração de amor. Das brincadeiras aos passeios, tudo vale a pena. Mas só isso não basta. É necessário, também, manter os cuidados com a saúde e evitar que adoeçam. Tudo começa pela proteção segura das vacinas.

Manter a vacinação em dia é o meio mais eficiente de prevenir as doenças infecciosas. Ela dá a resposta que o organismo precisa contra agentes causadores de doenças que podem interferir na qualidade de vida dos bichos. Daí a importância desse procedimento como um ato de amor aos melhores amigos. 

Há fatores, no entanto, que diferenciam a vacinação de acordo com a condição do animal. Segundo a médica veterinária Priscila Brabec, da Comissão de Animais de Companhia (Comac) e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), a variação decorre da espécie, características, estilo de vida e potencial de riscos de exposição do animal a agentes infecciosos. 

“O médico veterinário deve ser sempre consultado no momento de elaborar o esquema de vacinação adequado”, orienta Priscila. Os veterinários seguem o protocolo inicial de vacinas contra doenças infecciosas recomendado pela World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), que prevê três etapas — vacinação inicial, segunda e terceira aplicações. 

No calendário de vacinação indicado para cães há previsão de datas para doses de prevenção da raiva e de uma série de doenças que podem levar os animais ao sofrimento e à morte, como cinomose, parvovirose e outras (Leia quadro).

Os cães adultos e idosos devem ser revacinados anualmente ou de acordo com a necessidade decorrente da exposição aos agentes. Já os gatos precisam ser protegidos com as vacinas tríplice — contra panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte —, quádrupla — contra as três anteriores mais a clamidiose —, e a quíntupla, que, além das quatro, inclui a leucemia viral. Além disso, devem tomar a antirrábica.

“A escolha de qual tabela utilizar dependerá do estilo de vida e da exposição aos agentes infecciosos a que o animal está submetido. O calendário vacinal de gatos também é indicado pelo WSAVA e as revacinações devem ser anuais”, esclarece Priscila. A imunidade materna, entre os gatos, dura em média até 10 ou 12 semanas de idade. “Mas a presença de anticorpos maternos pode se estender até 16 semanas de idade.”

Qualidade

Luiz Felipe Pereira da Cunha não abre mão das vacinas importadas: tudo para a segurança dos seus staffbulls, os nanny dogs(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Luiz Felipe Pereira da Cunha não abre mão das vacinas importadas: tudo para a segurança dos seus staffbulls, os nanny dogs (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O empresário Luiz Felipe Pereira da Cunha, 48 anos, cria 23 cães da raça staffbulls — o conhecido bull terrier. Dono do Canil Stafford do Lago, ele  teve o primeiro contato com a raça em 2010, e se apaixonou. “Eles são conhecidos no seu país de origem, a Inglaterra, por serem extremamente fortes, rústicos e, ao mesmo tempo, carinhosos. Além disso, têm um carinho tão grande por crianças que são chamados de nanny dog (cão babá, em tradução livre)”, conta.

Para cuidar da vacinação de tantos cães, Luiz Felipe recorre à médica veterinária de sua confiança pelo menos uma vez ao mês. “Sempre prezo pelas vacinas importadas, para garantir eficiência. Como já ouvi histórias de vacinas nacionais que fizeram perder ninhadas inteiras, prefiro só trabalhar com as importadas”, explica.

Uma das mais caras é a vacina contra a leishmaniose, também importada. Mas ele não abre mão. “Para quem tem criadouro de animais, como no meu caso, um canil, é muito importante que os donos se preocupem com vacinas e que elas sejam regulares. Isso é o mínimo a fazer.”

O odontólogo Romel Altoé Noronha, 36 anos, concorda com Luiz Felipe. “Vacinas de boa procedência são fundamentais para o bem-estar dos animais”, diz ele. Romel cria cães da raça akita. Entrou no negócio depois que ganhou a cadela Nala de um casal de amigos,  na cidade capixaba de Vila Velha, onde morava.

Quando se mudou para Brasília, Romel se instalou em uma chácara, no Paranoá, e construiu lá o Canil Inuwashi. “Amo a raça! São cães higiênicos, não latem tanto e são guardiões natos”, revela. Sua maior preocupação, para preservar a saúde dos animais, é manter em dia as vacinas, continuamente atualizadas por médicos veterinários de sua confiança, e os vermífugos.

Reações

Romel Altoe ganhou uma akita e se apaixonou pela raça: cuidado especial para manter a vacinação em dia (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Romel Altoe ganhou uma akita e se apaixonou pela raça: cuidado especial para manter a vacinação em dia (foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Como toda medicação, as vacinas podem provocar alterações no organismo. Mas não é possível antecipar se isso vai acontecer ou como cada animal responderá à aplicação. As reações podem ser locais ou sistêmicas, específicas ou não. 

As reações sistêmicas inespecíficas, por exemplo, são extremamente variáveis. Podem surgir na forma de anorexia, letargia, febre, dor e sonolência. Ou, ainda, na formação de erupções ou placas cutâneas Eventualmente, vômitos e diarreias podem  ocorrer algumas horas e persistir por 48h.

Por isso, diz Priscila, o médico veterinário é quem está apto a selecionar a vacina e protocolo mais adequados para cada paciente. “E, principalmente, a intervir quando necessário, no caso de ocorrência de reações adversas.” Para evitar reações e outras situações indesejadas, também é importante que os animais estejam saudáveis na hora de tomar a vacina.
 
 
 
 
 
 
 

Filhotes protegidos

Doenças infecciosas e leptospirose: 6 a 8 semanas de idade (3 a 4 doses).
Raiva: 12 semanas de idade (1 dose).
Bordetella bronchiseptica: 6 semanas de idade (2 doses).
Leishmaniose visceral canina: a partir de 16 semanas de idade (3 doses).
Giardíase: 8 semanas de idade (2 doses).

Gatos saudáveis

No primeiro ano de vida, além da antirrábica, eles devem tomar:
Vacina tríplice: contra panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte.
Quádrupla: além das três da tríplice, protege contra a clamidiose. 
Quíntupla: além das quatro anteriores, impede a leucemia viral.
contra panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte, e a antirrábica.

Calendário de vacinação 
Primeira dose: 6 a 8 semanas de idade.
Segunda dose: 2 a 4 semanas depois da primeira.
Terceira dose: 2 a 4 semanas após a segunda.
Antirrábica: 12 semanas de idade.
 

Livre das doenças

As vacinas protegem os cães contra:
Cinomose
Parvovirose
Coronavirose
Adenovirose
Parainfluenza
Hepatite infecciosa 
Leptospirose
Bordetella bronchiseptica (conhecida como gripe dos cães)
Leishmaniose visceral Raiva 
 
A World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) recomenda o seguinte calendário:
Vacinação inicial (1ª dose): ideal entre 6 e 8 semanas de idade.
Segunda dose: 2 a 4 semanas após a vacinação inicial.
Terceira dose: 2 a 4 semanas depois da segunda vacinação.

 
 
* Estagiário sob supervisão de Valéria de Velasco, especial para o Correio 

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