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Correio Braziliense MATÉRIA DE CAPA

Enxaqueca é incluída pela OMS no rol de doenças mais incapacitantes

Quando ela chega, o corpo todo muda, e nada mais faz sentido


postado em 15/01/2018 12:56

Basta um dia estressante e uma noite maldormida, e lá está ela. Sortudo é quem nunca passou pelo incômodo de uma dor de cabeça — são mais de 150 os tipos já identificados, de acordo com estudos da Sociedade Internacional de Cefaleia e da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Entre eles, um dos mais conhecidos é a enxaqueca, que vai além de um simples desconforto e interfere na qualidade de vida de quem precisa aprender a conviver com o problema.

A enxaqueca afeta cerca de 15% da população brasileira, algo em torno de 31 milhões de pessoas, a maioria na faixa dos 25 aos 45 anos. Após os 50, a taxa tende a diminuir, principalmente em mulheres. Quando se trata de crianças, ocorre em 3% a 10%, afetando igualmente ambos os sexos antes da puberdade. Após essa fase, o predomínio é no sexo feminino.

Entre as mulheres, o problema chega a até 25%, mais que o dobro da prevalência entre os homens, segundo o Ministério da Saúde. A dor é facilmente confundida com a de uma cefaleia comum. Mas, de acordo com a Academia Americana de Neurologia, não é necessário passar por exames de imagem para o diagnóstico. Basta preencher os critérios que identificam a enxaqueca para que o tratamento possa ser iniciado.

Dor que ocorre só de um lado da cabeça, com intensidade moderada a intensa, normalmente pulsante, que dura entre quatro e 72 horas, e costuma vir com outros sintomas, como náusea, vômito, tontura, sensibilidade à luz e ao barulho. Esses são os pontos a serem avaliados. “Trata-se de uma alteração dos neurônios que se propaga, se espalha pelo córtex e leva a alterações na vasculatura, que acarretam a hipersensibilidade do cérebro e, enfim, a dor”, explica a neurologista Thaís Martins, do Hospital Santa Lúcia e membro titular da Sociedade Brasileira de Neurologia.

Para quem sofre de enxaqueca, o impacto social, econômico e emocional é inevitável.  “O paciente não presta atenção nas coisas, não trabalha ou estuda bem e tem certas áreas da memória afetadas”, revela Thaís. A doença está entre os problemas mais incapacitantes do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A dor pode ser episódica ou crônica, e a doença pode ocorrer com aura ou sem aura  — um sintoma neurológico, como, por exemplo, uma alteração visual.

Sem desleixo

(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
“Caso uma pessoa sinta dor de cabeça em 15 ou mais dias do mês, oito desses dias sejam de enxaqueca, e isso tenha acontecido pelo menos em três meses do ano, ela é uma forte candidata à enxaqueca crônica”, afirma Thaís. A professora Celia da Matta, 53 anos, entrou nesse grupo ainda na adolescência e já nem se lembra mais de como era sua vida antes da enxaqueca.

Desde que teve a certeza de que estava lidando com algo mais sério do que uma simples dor de cabeça, Célia passou por diversos especialistas com tratamentos que prometiam resolver seu problema. Remédios controlados, dieta balanceada, prática de exercícios e até mesmo métodos alternativos. Nada parecia adiantar. “Vivo minha vida tentando achar um meio-termo para lidar melhor com as crises e com tanta dor. Percebo que não há espaço para desleixo. Quando sigo o recomendado, as crises ficam mais controladas”, relata.

Dor perto e atrás dos olhos, fotofobia e muito enjoo. Assim começam as crises de Célia, que chegam a durar até três dias. Quando as dores batem à sua porta, não só a cabeça, mas todo o corpo sente o impacto da enxaqueca. A variedade de remédios não se limita a analgésicos e comprimidos para aliviar dores de estômago e náuseas. Enquanto Célia não dorme, a dor não melhora. Para isso, ela recorre a medicamentos controlados.

Refém da dor

“Quando durmo, sinto um alívio e ela começa a diminuir. Ao acordar, percebo que, apesar de estar zonza, é a única solução realmente eficaz para uma dor que não tem cura”, lamenta. A rotina do trabalho e a qualidade de vida se tornam reféns de uma dor que poucos parecem compreender. “No início, ninguém entendia por que eu deixava de sair com os amigos, passear e até mesmo quando precisava me ausentar do trabalho. Acho que isso era o mais complicado.”

Hoje, a professora percebe que as pessoas respeitam mais a condição, por notarem o quão abalada ela fica durante as crises. Com o tempo, Célia começou a prestar atenção nos fatores que desencadeiam sua dor: quando o estresse e o cansaço tomam conta, ela sabe que é hora de fazer uma pausa. “Vi que não adiantaria olhar tratamentos na internet e tentar de tudo um pouco se não cuidasse mais de mim.” Desde então, a professora impôs limites no trabalho e na rotina, em busca de bem-estar e qualidade de vida. “Sei que, no meu caso, as crises são um sinal de que meu organismo não está aguentando. No final, dá tudo certo, mas vejo que ainda preciso ser rigorosa com algumas questões”, admite.

Ela, que antes esperava um resultado imediato, garante que a meta para 2018 é prestar mais atenção nos sintomas e traçar objetivos mais claros para atingir a desejada vida longe das dores. “Em todos esses anos, aprendi que os tratamentos levam tempo e os resultados dependem somente de mim e da minha dedicação.” Sem perder a esperança, a expectativa de Célia é que a medicina evolua e, finalmente, uma cura para o problema seja descoberta. 

Atenção: a dor já vai começar! 
As primeiras sensações que anunciam a chegada da enxaqueca são conhecidas como aura. Elas vêm em forma de sintomas neurológicos, como alterações visuais — parte da visão embaçada, ou luzes brilhantes no campo de visão. Dados do Ministério da Saúde mostram que 64% dos pacientes no Brasil apresentaram enxaqueca sem aura, 18%, com aura e 13%, com e sem aura. Os restantes 5% registraram aura sem cefaleia.

Seis formas de evitar remédio

Quando o problema não é crônico e a crise ainda não está intensa, é possível minimizá-lo . Veja como:

1 - Identifique e evite o que desencadeia a enxaqueca: os fatores mais comuns são estresse, jejum, má qualidade do sono e fatores genéticos ou hormonais.

2 - Tente desestressar. Fazer uma pausa de vez em quando é o ideal.

3 - Pratique atividade física: ela contribui para a vascularização do crânio, o que evita episódios e atenua as dores da crise.

4 - Durma para diminuir a dor: relaxar ou apenas deitar-se no escuro pode reduzir o estresse e interromper ações do cérebro que desencadeiam a dor.

5 - Faça compressa: o gelo  pode ajudar.

6 - Saiba a hora de procurar um médico: se as dores estão muito fortes, é importante tomar a medicação adequada.

Fonte: www.veja.com

Remédios caseiros

Apesar de não terem sua eficácia comprovada por estudos científicos, existem algumas receitas caseiras que prometem amenizar a dor tão incômoda da enxaqueca:
Gengibre: acredita-se que atua como a aspirina, porque bloqueia a síntese de prostaglandina, uma substância que ajuda a controlar a inflamação no corpo. A dica é tomar um terço de uma colher de chá de gengibre em pó, agitado em um copo d’água, quando estão começando os flashes visuais (aura).
Vinagre de maçã: tomar duas colheres de vinagre de maçã pode aliviar a enxaqueca. Ele deve ser dissolvido em um copo de água para que seu sabor não fique tão forte.
Erva de Santa Maria: a planta medicinal contém compostos que ajudam a controlar a expansão e a contração dos vasos sanguíneos na cabeça. A erva pode ser obtida em chá ou tintura, embora se aproveite melhor ao consumi-la fresca em saladas.

Fonte: www.saúde.com

Celia sofre desde a adolescência: “Vivo minha vida tentando achar um meio-termo para lidar melhor 
com as crises e com tanta dor”

O estresse, sempre um grande vilão

Vitória Marisa teve que acrescentar remédios à rotina:
Vitória Marisa teve que acrescentar remédios à rotina: "Qualquer descuido, a dor pode aparecer". (foto: Barbara Cabral/Esp.CB/D.A. Press)
 
Sem aviso prévio, lá se vinha o apagão. Brilhos tomavam conta da vista e prejudicavam a visão. A tontura aparecia em seguida, como um aviso. Dores no topo da cabeça, em apenas um dos lados da testa e até na nuca. Por anos, Vitória Marisa Mota, 67, conviveu com os sintomas sem ao menos entendê-los. Para ela, uma intensa dor na cabeça. Para os médicos, uma enxaqueca crônica que necessitava imediatamente de cuidados.

A doença foi uma surpresa — bastante oportunista — na vida de quem acabara de sair da musculação, dança de salão e yoga. “Dei uma pausa para cuidar da saúde do meu marido e acabei me esquecendo um pouco da minha. Foi aí que as dores chegaram”, conta Vitória. O estresse e a rotina corrida, segundo ela, também podem ter contribuído. “Não existia nada que fizesse o desconforto passar. Precisava parar todos os afazeres, tomar uma medicação e me deitar.”

Ao procurar um neurologista, há dois anos, ela entendeu o que seriam os gatilhos para sua enxaqueca e tratou de se prevenir. Alimentos gordurosos ou com corantes e até algumas frutas foram cortados totalmente. O estresse e a correria do dia a dia deram espaço a momentos de relaxamento. “Tento administrar minha vida, entendendo que, a qualquer descuido, a dor pode aparecer. É uma questão de convivência”, relata a dona de casa.

A rotina ganhou mais medicações — o antidepressivo e os comprimidos para a dor intensa. Os cuidados diminuem as crises. Hoje, Vitória lida com as dores, normalmente, duas vezes por semana. “Elas aparecem mais fracas e são mais controláveis. Agora sei o motivo e tomo precauções. O primeiro passo é aceitar que é uma doença que ainda não tem cura e buscar mecanismos para que ela não bata à nossa porta.”

Variações hormonais

“Quando é muito grave, a enxaqueca compromete a qualidade de vida e, como resultado secundário, o paciente pode entrar em um quadro depressivo ou de ansiedade”, alerta a doutora em psicologia e professora do UniCeub Suely Guimarães. O estresse é uma das causas mais comuns. A enxaqueca é desencadeada a partir de variações hormonais do organismo como, por exemplo, o nível de cortisol, que é diretamente afetado, explica a especialista.

“É importante, por isso, que os pacientes desenvolvam recursos que ajudem a reduzir a tensão que causa alterações nos neurotransmissores para aprender a administrar o estresse do dia a dia”, orienta a psicóloga. A dor vinda da cefaleia é uma resposta orgânica que impacta consideravelmente toda a esfera cognitiva. Dessa forma, é improvável que a resposta emocional não seja afetada.

Por ser uma doença sem cura até o momento, os pacientes, segundo Suely, têm uma expectativa fixa a respeito da dor que virá a qualquer momento, transformando a ansiedade em algo sempre presente. Caso algum desses quadros seja diagnosticado em conjunto com a enxaqueca, ela recomenda procurar um especialista que entenda o quadro completo do problema e respeite tanto a condição de enfermidade quanto a de ansiedade ou depressão.

“É necessário a prescrição de medicamentos adequados, pois eles têm um efeito muito forte e podem afetar negativamente um quadro ou outro”, alerta. Segundo Suely, as técnicas de relaxamento podem ser uma boa opção para aliviar o estresse da rotina, pois ajudam a equilibrar as funções orgânicas do corpo. “Trata-se de um ciclo eterno. Quanto mais agitado e ansioso, maiores as chances de a dor de cabeça voltar. E vice-versa.” A dica é apostar em métodos como relaxamento muscular progressivo, técnicas de visualização, respiração e meditação.

Primeiro passo é saber diferenciar

Ao contrário do que se pensa, a enxaqueca não é uma dor de cabeça forte. E uma simples cefaleia tensional pode ser sinal de que é preciso dar mais atenção ao corpo e à saúde. Muitas doenças, como tumores, começam com pequenas dores.

O neurocirurgião Amauri Godinho, médico do Hospital Santa Lúcia e membro da Sociedade Brasileira de Neurologia, explica que a enxaqueca é resultado de uma vasodilatação (dilatação das artérias). Já em uma cefaleia tensional, a musculatura se contrai, causando dor localizada em certos pontos.

O especialista ressalta que é necessário tomar o medicamento adequado para cada situação, uma vez que o uso em excesso de cafeína — presente na maioria dos medicamentos contra enxaqueca — pode piorar os quadros de cefaleia mais simples.

“Os remédios para enxaqueca possuem um vasoconstritor associado a analgésicos, usado para reduzir os vasos dilatados. Para esses casos, eles funcionam bem. O consumo inadequado de comprimidos pode piorar dores de cabeça do tipo tensionais, pois a cafeína não ajuda o corpo a relaxar”, alerta.


A via-crúcis do enjoo ao quarto escuro 

Caio começou a praticar exercícios físicos e reduziu o tempo no computador:
Caio começou a praticar exercícios físicos e reduziu o tempo no computador: "Procuro deixar tudo em dia". (foto: RPetrelli/Divulgação)
Quem também sofre de longa data com a enxaqueca é o relações públicas Caio Barreiros, 37. Por volta dos 15 anos, ele começou a sentir dores de cabeça que aumentavam frequentemente. Como não tinha conhecimento sobre a doença, acreditava que eram dores comuns, apesar de todo o mal estar que o rodeava. “Eu me sentia totalmente baqueado. O desconforto era tão grande que não conseguia ouvir qualquer ruído e meus olhos lacrimejavam o tempo todo.”
Mas a pior parte, para ele, era que sua mãe não acreditava. “Ela achava que eu estava mentindo para não ir à aula e cumprir com os meus deveres. Vivi assim por muito tempo, sem saber ao certo o que estava acontecendo.” Sempre à base de analgésicos, que não resolviam. Foi apenas aos 23 anos, quando consultou um neurologista por outro motivo de saúde, que comentou sobre as dores de cabeça que o perseguiam e teve o diagnóstico.
A partir daí, tudo mudou. Caio toma medicamentos específicos, que, apesar de não solucionarem 100% sua dor, a tornam mais amena e suportável. Normalmente, é no fim do dia que a enxaqueca mostra seus primeiros sintomas — tudo começa com uma náusea muito forte, seguida de uma leve dor de cabeça, que se estende até ficar intolerável.

Gatilho para a dor

Assim como Célia, Caio precisou se acostumar com o dia a dia abalado de forma inesperada. Sua rotina ativa e cheia de trabalho é milimetricamente planejada para que, durante as crises, seu emprego e compromissos não sejam prejudicados. “Sei que, quando a enxaqueca chega, o meu resultado profissional é completamente comprometido. Procuro deixar tudo em dia, porque me preparo para um distanciamento a qualquer momento”, fala.

Hoje, o relações públicas encara o problema com mais naturalidade, pois sabe que não há uma cura e que a dor sempre aparecerá. Caio aprendeu que, para ele, tratamentos mais extremos não valem o esforço. Encaminhado para nutrólogos e nutricionistas, ele passou anos readaptando sua alimentação e se privando de alimentos que, segundo os profissionais, seriam um gatilho para a dor.

“Apesar de abrir mão de comer coisas que gostava muito, a enxaqueca sempre voltava na mesma intensidade, forte. Era péssimo. Nada adiantou, então decidi me desprender disso tudo”, revela. Quando vem a crise, ele segue um ritual que considera essencial. “Tomo um banho quente e me deito em um quarto escuro, livre de qualquer barulho. Depois, tomo o medicamento e aguardo. Sei que a dor não vai passar, mas faço de tudo para que ela não se agrave.”

Caio também adotou uma rotina cheia de pequenas atitudes que o ajudam a evitar ou adiar a chegada da dor: “Aprendi a limitar meu tempo em frente ao computador. Enquanto estou no trabalho, costumo levantar para dar algumas caminhadas que descansam a minha vista e alongam a minha coluna e os músculos.”

Busca por solução

Um dos erros mais comuns dos pacientes que sofrem com a enxaqueca, é a automedicação. O uso excessivo de analgésicos, segundo especialistas, provoca aumento da dor e pode agravar a situação. O primeiro passo do tratamento é procurar imediatamente um neurologista para uma avaliação seguida da indicação do medicamento adequado para cada caso.

“A Sociedade Brasileira de Cefaleia determinou que, acima de três crises mensais, o médico deve entrar com tratamento preventivo da enxaqueca. Ele é medicamentoso”, explica a neurologista Maria Eduarda Nobre. 

Em alguns casos de enxaqueca crônica, segundo a especialista, o uso da toxina botulínica também é uma opção. Conhecida por seu uso estético, ela é uma saída para evitar o uso excessivo de medicamentos orais e analgésicos — atua inibindo substâncias responsáveis pelo processo inflamatório das artérias que causam dor. 

A neurologista ressalta que o tratamento da enxaqueca é multidisciplinar, ou seja, nutricional, comportamental, medicamentoso e, até mesmo, físico, com a prática de exercícios. “Quando o paciente tem doenças associadas, como depressão, obesidade ou distúrbios do sono, isso tudo precisa ser controlado.” 

No geral, o jejum prolongado, alguns alimentos em quantidade excessiva, como o chocolate, frutas cítricas e queijos amarelos, bebida alcóolica, alterações de sono, enrijecimento da área cervical e até a mesmo a menstruação podem facilitar a chegada da enxaqueca. “A qualidade de vida que ele leva  vai determinar se essa enxaqueca será episódica ou crônica”, explica Maria Eduarda.

Ou seja, praticar atividades físicas regularmente, dormir bem, tomar bastante água, alimentar-se a cada três horas e evitar o estresse são atitudes que podem trazer grandes benefícios. Outra técnica que também promete deixar o paciente mais resistente às crises é a neuroestimulação, já disponível no Brasil. 

Opção pelo natural

A sutileza dos métodos alternativos levou Anna Milla Kind a se especializar em medicina chinesa e outras técnicas que utiliza no consultório. Para ela, procedimentos como a acupuntura, os florais, a aromaterapia e o reiki são eficazes para aliviar as dores de cabeça. “Eles  partem da premissa de que toda doença que atingiu o físico se originou de uma desordem emocional ou energética. Eliminando a origem da desordem, corrigimos o sintoma, que é a própria doença.”

A acupuntura, segundo a terapeuta naturalista da Clínica Sahi, promove a liberação de endorfinas (substâncias que promovem sensação de alívio da dor) e serotonina (responsável pela sensação de bem-estar). Ela lembra que o organismo deve ser olhado de forma global, e que emoções como raiva e ressentimento afetam fígado e vesícula, órgãos ligados diretamente à cefaleia e à enxaqueca.

A terapia floral atua de forma semelhante,explica Anna. Ambas são opções não só nos momentos de crise, mas também para prevenção. Ela garante que os resultados são extremamente positivos e podem ser observados logo após as primeiras sessões — a frequência das dores diminui, assim como a intensidade. Foi o caso da estudante Míriam Aci, 48, que há 15 anos vive com a enxaqueca. Mesmo com o medicamento indicado pelo neurologista, a dor persiste.

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