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Correio Braziliense SAÚDE

Infecções por bactérias e outras doenças podem provocar infertilidade

Tubos onde óvulo e espermatozoide se encontram e tudo começa exigem um cuidado especial


postado em 25/02/2018 07:00

Responsáveis por permitir os primeiros passos da fertilização humana, as trompas — também  chamadas de trompas uterinas, tubas uterina ou trompas de Falópio — são estruturas tubulares que recolhem o óvulo libertado na ovulação, levam o espermatozoide até ele, e conduzem o óvulo fertilizado ao útero. Por isso, todo cuidado é pouco. Problemas nessa região podem causar infertilidade no auge da vida reprodutiva das mulheres.

Cerca de 35% dos casos de infertilidade feminina estão relacionados a doenças, obstruções e complicações nas trompas, explica o ginecologista José Gomes de Moura Neto, do Hospital Anchieta. “A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é, sem dúvida, a causa mais comum de infertilidade decorrente de fator tubário, além de outras causas, como endometriose e obstruções”, alerta.

A DIP é causada pelas bactérias chlamydia trachomatis e neisseria gonorrhoeae e faz parte do grupo de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), que surge em pessoas sexualmente ativas que não fazem uso de contraceptivos, com ou sem parceiros fixos. “O diagnóstico é muito difícil, já que não existem sintomas específicos”, ressalta José Gomes.

Alguns sinais de obstruções tubárias podem surgir em forma de dores ou incômodos na região abdominal. O diagnóstico é por meio de um exame radiológico — a histerossalpingografia. Outra patologia, porém rara, é o câncer de trompas, presente em 0,1% a 0,5% dos cânceres ginecológicos. Geralmente, ocorre em mulheres na faixa dos 55 anos de idade, e a maioria, segundo José Gomes, “são lesões metastáticas de outros sítios”.

A ginecologista Marina Wanderley Paes Barbosa, que faz parte da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA),  afirma que, no caso de pacientes com infertilidade por problemas nas trompas, é indicada a fertilização in vitro, que consiste no uso de hormônios para induzir a ovulação e a captura dos óvulos, com uso de ecografia transvaginal. “A fertilização é realizada no laboratório, e o embrião formado é inserido diretamente na cavidade uterina”, explica.
 
 
* Estagiário sob supervisão de Valéria de Velasco, especial para o Correio

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