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Correio Braziliense BELEZA

Cuidar da pele é necessário após os excessos do verão e do feriado

Fim de férias e de exposição ao sol, é chegado o momento de hidratar corpo e rosto


postado em 11/03/2018 07:00 / atualizado em 09/03/2018 19:51

As férias acabaram, o carnaval passou e o ano, finalmente, começou de vez. É hora de se recuperar do prejuízo deixado pelos dias de farra. A dermatologista Lúcia Helena Sampaio de Miranda conta que recebe diversos pacientes com a pele desidratada depois do verão.

“O hábito de tomar sol sem protetor ou de sair de casa para lugares abertos sem proteger o rosto ainda é muito comum. Isso promove a perda da barreira de defesa da pele e ela passa a apresentar ressecamento e falta de viço. O dano se torna visível”, explica.

A pele, tanto do rosto quanto do corpo, quando desidratada, perde as propriedades biomecânicas, como a elasticidade e a proteção biológica que previne infecções de oportunidade, por exemplo. Segundo a médica, ela fica opaca e áspera, com tendência à descamação.

A falta de hidratação na pele facilita ainda o surgimento de dermatites tópicas e a degradação do colágeno, o que resulta no surgimento de rugas e na diminuição da elastina. Lúcia explica ainda que a desidratação constante causa danos na capacidade de retenção de umidade, podendo se tornar um problema crônico.

A dermatologista afirma que o ideal é sempre prevenir os danos usando proteção solar e hidratantes específicos para rosto e corpo, mesmo durante os dias de descanso. “Muita gente acaba se descuidando quando está de férias, mas, no verão brasileiro, esse tipo de cuidado deve sempre estar presente.”

Outros cuidados com a hidratação incluem evitar buchas no corpo, deixando-as apenas para as solas dos pés, tomar banhos rápidos e com água morna e não passar sabonete em demasia. “Se você toma mais de um banho por dia, não é recomendado que use o sabonete em todas as áreas do corpo. A partir do segundo banho, ensaboe apenas as regiões com maior oleosidade”, ensina Lúcia.

Como escolher o produto ideal 

A farmacêutica Leandra Sá de Lima, da Farmacotécnica, explica que, para cada pele e necessidade, é indicado um tipo de veículo — ou seja, a parte de um produto farmacêutico ou cosmético que não é ativa, não afeta a função, mas apenas a textura do produto. Dessa forma, um hidratante pode ser em creme, pomada, manteiga corporal, loção, sérum e óleo, por exemplo.

Leandra ressalta que mesmo quem tem a pele oleosa deve usar produtos hidratantes, investindo em veículos leves. “A pele oleosa também desidrata. Ela pode até estar com o aspecto de brilho e gordura, mas isso não significa que contenha água o bastante em sua estrutura”, explica.

Para esses casos são indicados artigos em gel ou loção com propriedades não comedogênicas, que evitam a formação de cravos e espinhas. Já as peles mais secas se adaptam bem aos produtos densos, como cremes e pomadas.

No caso do corpo, é fácil escolher itens em farmácias e lojas de cosméticos. Já para o rosto, é mais indicada a orientação de um dermatologista. “Ele vai prescrever uma formulação manipulada que atenda exatamente ao que sua pele precisa. Hoje, a ciência farmacêutica evoluiu bastante e conseguimos produtos que imitam a estrutura da pele”, justifica Leandra.

Um desses casos é o gel fosfolipídico, que possui grande compatibilidade com a pele e “desaparece” logo que entra em contato com o rosto. “Esse tipo de produto, de fácil absorção e de alta similaridade com a pele, aumenta a eficácia dos princípios ativos colocados nele. E esses variam de acordo com a necessidade de cada organismo.”



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