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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Whey protein traz benefícios para os praticantes de exercícios físicos

Queridinho da vez, whey protein oferece vantagens para quem consome, mas deve ser usado com suplemento (e não, como alimento), com orientação profissional, e só se realmente precisar


postado em 25/03/2018 07:00 / atualizado em 23/03/2018 16:36

Sucesso entre praticantes de exercícios físicos, o whey protein traz benefícios, mas não deve ser consumido sem orientação profissional. O suplemento nada mais é do que a proteína extraída do soro do leite durante o processo de transformação do leite em queijo, segundo a especialista em nutrição esportiva Daiana Bastos, da Clinself Multiclínica. O produto passa por um método de coagulação da caseína, obtido pela adição de enzimas (substâncias orgânicas de natureza normalmente proteica) ou por adição de ácidos (substâncias químicas).

“O whey protein contém alto valor nutricional, pela grande concentração de aminoácidos essenciais (aqueles que o organismo não é capaz de criar, mas são necessários para o seu funcionamento) em sua composição”, esclarece Daiana. Ela explica que o consumo ideal de proteína para um indivíduo saudável e sem restrições alimentares, que busca um equilíbrio alimentar, é de 1g/kg de peso corporal, diariamente. “Ou seja, uma pessoa que pesa 80kg deve ingerir 80g de proteína por dia.”

Especialista em nutrição esportiva e funcional da Nutricoaching, Larissa Fernandes ressalta os benefícios do whey protein e das proteínas veganas, retiradas de batatas, arroz, ervilha, entre outros alimentos. “Essa bebida aumenta a imunidade, combate a perda de massa muscular, controla o índice glicêmico e o colesterol e facilita a quantidade necessária de ingestão de proteína diária da pessoa.” Mas alerta que é preciso orientação nutricional para identificar se há necessidade do suplemento e garantir segurança no consumo.

Excesso arriscado

Cada pessoa, segundo Larissa, tem uma tolerância, uma particularidade e um organismo. “É preciso ter consciência ao ingerir, porque o que é considerado saudável ou excesso para um não é para outro.” Os excessos na ingestão de proteína, carboidratos ou gorduras são prejudiciais, e nem toda receita é classificada como saudável. “O acompanhamento de um profissional qualificado é extremamente importante para evitar a falsa promessa”, alerta.

A indústria tem trabalhado para variar a oferta de alimentos com suplemento proteico, como iogurtes, barras de proteína, sorvetes, salgados, bolos e chocolates. A maior parte da população, de acordo com Larissa, pode suplementar a alimentação com whey protein ou proteína vegana. “Mas sempre com orientação do nutricionista, para identificar a quantidade e o tipo de proteína de acordo com a intensidade de atividade física, a qualidade alimentar, a rotina e a condição da saúde.”

Os horários e as estratégias de consumo do whey vão depender do plano alimentar e da rotina diária de trabalho e do treino. “É comum a ingestão desse suplemento no pós-treino e ao acordar — para suprir a necessidade de proteína no período que ficou dormindo —, para manutenção de massa muscular ou até mesmo para suprir uma necessidade diária. Sempre alinhando com o nutricionista a melhor forma e horário”,  lembra Daiana Bastos.

Dieta específica

Fábio usa o whey protein há dois anos: resultados só começararm a aparecer depois que pediu orientação a um profissional (foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
Fábio usa o whey protein há dois anos: resultados só começararm a aparecer depois que pediu orientação a um profissional (foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
O professor Fábio Sampaio, 25 anos, ingere whey protein há mais de dois anos e reconhece que o resultado não foi eficiente quando tomava por conta própria, sem acompanhamento profissional. Hoje, ele usa a proteína aliada a uma dieta específica para hipertrofia (ganho de massa muscular magra), prescrita por nutricionista. Ele garante ter notado ótimos resultados. “Tomo whey porque é rico em nutrientes que fazem parte da reposição das fibras musculares.”

O favorito do professor é o whey hidrolisado, pois sua absorção é mais rápida e ideal para repor os nutrientes após o exercício físico. “Meu corpo evolui mais rápido quando faço uso de whey associado a uma boa dieta”, afirma. A escolha passou pela praticidade para preparar e pelos níveis de proteína aliados com aminoácidos para a reposição nas fibras musculares. “Geralmente, utilizo após o treino de musculação, quando o corpo precisa de uma reposição rápida dos nutrientes essenciais para o ganho de massa muscular.”

A professora de educação física e personal trainer Tuanu Cristina de Sousa recomenda a suplementação de whey protein, desde que seja acompanhada por um profissional de nutrição. “O whey melhora o sistema imunológico, aumenta o rendimento na prática do exercício físico, diminui o percentual de gordura e amplia a massa magra”, reconhece. “Além disso, proporciona um aporte nutricional para aqueles que têm uma vida agitada e não conseguem se alimentar depois do treino.”

Como qualquer outro suplemento, o whey apenas complementa, não substitui a alimentação. Para o fisiologista Maurício Peixoto, especialista em treinamento funcional pelo Instituto Australiano de Coach em Treinamento, o uso deve ser feito com ressalvas. “O consumo de whey tem vantagens e desvantagens. A absorção é mais rápida do que um alimento, além de não conter gordura ou níveis de colesterol altos”, confirma.

Mas, segundo Peixoto, é um produto industrializado, que passa por vários processos químicos. “Acaba contendo substâncias ruins para o corpo humano, como flavorizantes (misturas adicionadas a um alimento), conservantes e sódio. ” Principal ingrediente do sal de cozinha comum, o sódio em excesso atrapalha a função celular — digestão, respiração, excreção e circulação, esclarece o fisiologista. “No geral, se a pessoa tiver uma boa alimentação, não precisa do suplemento.”

Dicas 

  • O  whey protein pode ser extremamente eficaz no ganho de massa muscular ou até mesmo na sua manutenção. Mas, lembrando: segundo nutricionistas, a melhor opção sempre são os alimentos proteicos.
  • Carne bovina, frango, ovo, carne suína, leite e derivados apresentam um alto valor biológico de proteína. Sendo assim, se a pessoa fizer todas as refeições de forma equilibrada, não precisa consumir o whey protein.
  • Uma vez que a dieta esteja equilibrada, variada e nutricionalmente completa, o uso de suplementação só será necessário se o indivíduo voltar ao sedentarismo, que o fará perder, gradativamente, essa proteção.

Fonte: Daiana Bastos, especialista em nutrição esportiva


Mercado variado

  • As opções de whey protein são específicas para cada estratégia de um plano alimentar individualizado. A escolha deve ser orientada por um profissional qualificado.

Whey hidrolisado
  • As cadeias de proteína são quebradas em segmentos menores, chamados peptídeos, garantindo maior velocidade de absorção. Tem menor possibilidade de provocar reações alérgicas.

Whey isolado
  • É mais puro e com alta concentração proteica (90% ou mais), além de conter pouca gordura e lactose.

Whey concentrado
  • Pode conter entre 25% e 89% de proteínas, carboidratos (lactose) e lipídios. Um bom produto contém em torno de 80% a 89% de proteínas do soro do leite, reduzindo a quantidade de carboidratos e gorduras.

Blend proteico
  • É uma mistura de diferentes fontes de proteína no mesmo produto. Oferece uma absorção diferenciada quando comparada às proteínas isoladas, por conter whey protein, proteína isolada do leite, albumina e caseína.

Whey vegano
  • É à base de proteínas de origem vegetal (veggie protein) e possui qualidades equivalentes à proteína do soro do leite.
 

* Estagiária sob supervisão de Valéria de Velasco, especial para o Correio 

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