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Correio Braziliense SAÚDE

Arritmia cardíaca atinge cerca de 2 milhões de brasileiros

Desconhecida pela maioria dos brasileiros, a fibrilação atrial altera o ritmo do coração e pode provocar um acidente vascular cerebral. Prevenção e diagnóstico precoce evitam danos


postado em 25/03/2018 07:00 / atualizado em 23/03/2018 16:42

Preste atenção às batidas do seu coração. Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), a fibrilação atrial (FA) é uma arritmia cardíaca que atinge em torno de 175 milhões de pessoas no mundo — no Brasil, cerca de 2 milhões. Estudo da Ibope Conecta e Boehringer Inhelheim ouviu 2.001 pessoas de 18 a 65 anos, em 2017, e mostrou que 63% dos brasileiros nunca ouviram falar da doença.

A fibrilação atrial altera o ritmo do coração e causa batimentos descompassados e irregulares. A frequência normal é de 60 a 100 batimentos por minuto. “Na FA, os átrios (câmaras de entrada do sangue no coração) apresentam batimentos excessivamente acelerados, de 400 a 600 por minuto, e não bombeiam adequadamente o sangue para os ventrículos (câmaras de saída do sangue do coração)”, explica Rildo de Andrade, cardiologista do Hospital das Forças Armadas (HFA) e do Hospital Brasília.

O sangue, segundo Andrade, tende a permanecer estagnado nas reentrâncias dos átrios,  aumentando o risco de formação de coágulos no coração. O batimento anormal dos átrios também faz com que os ventrículos batam de forma não regular, o que pode ser percebido como falhas no pulso.

Esse descompasso, segundo Andrade, quase sempre é causado por patologias estruturais do coração, como infarto agudo do miocárdio e doenças das válvulas cardíacas. Mas também pode ocorrer em casos de tireoide e embolia pulmonar, ou pela ação de drogas e álcool sobre o coração. Por isso, são importantes o diagnóstico e o tratamento precoces. O estresse emocional intenso e o período pós-cirúrgico também são fatores de risco.

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