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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Novo treinamento promete atividades físicas de alto impacto sem lesões

Importado dos Estados Unidos, o tacFit tem feito sucesso entre os brasileiros que buscam trabalhar o corpo como um todo, mas de forma segura e de olho em um pós-treino confortável


postado em 13/05/2018 07:00 / atualizado em 11/05/2018 16:51

Bruna (e), Luciana e Leonardo começaram a treinar tacFit em momentos diferentes, mas hoje não abrem mão do exercício: resultados visíveis (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )
Bruna (e), Luciana e Leonardo começaram a treinar tacFit em momentos diferentes, mas hoje não abrem mão do exercício: resultados visíveis (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )
A nova modalidade queridinha das academias brasileiras veio dos Estados Unidos. Criado por Scott Sonnon, o tacFit é considerado um sistema de treinamento inteligente, porque tem uma abordagem integrada em um sistema holístico de otimização humana, ou seja, procura compreender os fenômenos em sua totalidade. O diretor do tacFit Brasil, Bernardo Steinberg Perilo, explica que cada exercício, programa, ferramenta e curso foi meticulosamente elaborado para trazer rápidos resultados em curto prazo, mas sem deixar de lado a segurança.

Segundo Bernardo, o tacFit visa à precisão estratégica e à programação inteligente para viabilizar rápida recuperação após treinos de alta intensidade. “O sistema é protocolado e estruturado para melhorar a condição física geral, por meio de controle de movimentos, gerenciamento de estresse e recuperação pós-esforço físico. É adaptado a todos os tipos de público, porque seu método é de progressão e regressão até chegar a níveis de execução mais avançados”, explica Bernardo.

Assídua há três anos no tacFit, a administradora Luciana de Carvalho Penna, 38 anos, buscou a modalidade para adquirir condicionamento físico, mas conta que os benefícios foram além. “Tenho mais disposição para o dia a dia e para praticar outras modalidades, como corrida de rua e muay thai.”

Luciana sempre treinou em academias convencionais, mas nunca se adaptou. “No tacFit, tive uma resposta mais rápida e eficaz do meu condicionamento físico, sem nenhuma lesão, devido aos exercícios serem adaptados para meu nível de treinamento. Cada atividade tem sua intensidade, e isso facilita a execução por gente de qualquer idade. Na academia em que treino, desde crianças a idosos praticam tacFit.”

Pesquisa

O empresário brasiliense e instrutor de tacfit Allan Moura Lima se juntou à irmã, que é fisioterapeuta e professora de educação física, para fazer uma pesquisa sobre sistemas de treinamento e, assim, montar um centro de treinamento voltado para a saúde de forma holística. Isso foi há sete anos, quando Allan viajou pela Europa e Estados Unidos em busca de novas modalidades de atividade física diária sem lesões. A partir daí, começou a estudar e a se certificar no tacFit.

“Ele foi estruturado para que você possa ter uma prática diária e progressiva de ganhos físico e mental, sempre prezando pela qualidade do movimento e a recuperação do corpo e da mente após a atividade. A qualidade do movimento vem sempre em primeiro lugar, porque é com ela que se constrói a base para um treino sem sobrecarga. Nesse sistema, não importa o volume da carga, mas o que ela traz de benefício para o exercício que foi proposto”, orienta Allan.

A servidora pública Bruna Machado, 40, pratica tacFit há cinco meses. Escolheu a modalidade por ser uma atividade dinâmica, com movimentos que exigem técnica, força e equilíbrio. “Percebi mudanças significativas no meu corpo, como perda de peso, ganho de massa magra, força e equilíbrio. Além disso, o tacFit me proporciona mais flexibilidade e disposição. É muito prazeroso.”

Bruna alerta as pessoas que querem ingressar nessa atividade que é necessário um educador físico qualificado e comprometido com o bem-estar dos alunos. Ou seja, é bom evitar tutoriais de internet. “O tacFit exige um profissional sempre vistoriando os movimentos dos alunos para evitar movimentações erradas e, consequentemente, futuras lesões.”

Na prática

O tacFit utiliza os conceitos do treinamento físico, neuromotor e funcional para direcioná-los e adaptá-los à realidade de pessoas comuns, que não vivem do esporte. Felipe de Carvalho Mendonça, especialista em treinamento físico e funcional com ênfase em análise de biomecânica e cinesiológica do movimento, acrescenta que os treinos são altamente adaptáveis. “Todos os exercícios têm regressões e progressões para que todas as pessoas possam praticar.”

As aulas de Felipe duram em média 60 minutos e têm, no máximo, 12 alunos, pois é primordial que todos recebam o feedback e estejam em constante observação. “O tacFit normalmente usa treinos de 20 minutos de alta intensidade, com foco na segurança e prevenção de lesões. Usa uma preparação inicial específica com mobilidade articular e ativações neuromusculares (warm-up) e de compensação do esforço com alongamentos e posições estáticas pós-treino (cool-down) para acelerar o processo da recuperação”, ressalta.

O servidor público Leonardo Kazuo dos Santos Serikawa, 34, é adepto do tacFit há pouco mais de cinco meses.  “Depois que meu filho nasceu, fiquei sem tempo para me cuidar e ganhei muito peso. No fim do ano passado, comecei o tacFit e estou recuperando minha forma, autoestima e condicionamento físico. É a primeira vez que faço uma atividade prolongada sem intercorrências de lesões.”

Os benefícios do tacFit vão além da estética, garantem os adeptos da modalidade. “Melhora no estresse mental e físico, na postura, na resistência física, na força, auxilia no ganho de massa magra e no condicionamento físico em geral. Sem falar na resiliência que se adquire durante as atividades impostas ao longo do dia. Nós utilizamos sempre do biofeedback para avaliar se o cliente está dentro de uma margem de segurança fisiológica e mental para o treinamento”, explica Felipe.

Objetos usados no tacFit 

Argola: possibilita movimentos da ginástica. Além de desafiar mais os músculos estabilizadores dos membros superiores durante movimentos de puxar e empurrar.

Kettlebell: proporciona sobrecarga nos exercícios para membros inferiores, além de ser utilizado para movimentos balísticos (de corpos lançados ao ar livre).

Clubbell: para treinamento de força circular.

Parallete e barras: usa a força com o peso do corpo, com ênfase nos movimentos de puxar para a barra e de empurrar no parallete.

Peso do corpo: todo aluno deve dominar os movimentos do corpo nos três planos de movimento.

Fonte: Felipe de Carvalho Mendonça, especialista em treinamento físico e funcional, com ênfase em análise de biomecânica e cinesiológica do movimento
 
* Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte 

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