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Correio Braziliense SAÚDE

Remédios biotecnológicos auxiliam no tratamento da artrite reumatoide

Entenda por que os remédios biotecnológicos causaram uma revolução no tratamento da artrite reumatoide


postado em 20/05/2018 07:00 / atualizado em 18/05/2018 17:53

Buenos Aires — Os medicamentos biotecnológicos são fármacos criados a partir de células e tecidos vivos e se tornaram essenciais no tratamento de doenças autoimunes. Segundo o médico e presidente do Centro Latino-Americano de Pesquisa em Biológicos (CapBio), Ricardo Garcia, por meio da biotecnologia, a célula-mãe de um organismo, ou seus componentes ativos, é manipulada e transformada em drogas. “O processo é muito complexo e envolve uma série de técnicas e uma checklist que chega a ter mais de mil itens, mas o princípio dele é a matriz celular”, explica.

Essas drogas atuam diretamente no problema que se busca resolver, não atingindo, assim, todo o organismo do paciente. Eles surgiram para revolucionar o tratamento de doenças autoimunes, nas quais as células de defesa atacam o próprio organismo. A artrite reumatoide (RA) é uma das grandes beneficiadas. A enfermidade causa constantes inflamações nas articulações, capazes de provocar deformidades nas juntas e até mesmo imobilizar pacientes que não tenham acesso a tratamentos adequados.

As mulheres são as principais vítimas da RA. As causas das inflamações são desconhecidas e provocam dores e vermelhidão nas articulações, principalmente nas mãos e nos punhos. Quando a doença está em atividade, é capaz de impedir a realização de tarefas diárias simples. Apesar de ser incurável, a artrite reumatoide teve seu tratamento revolucionado a partir do uso de medicamentos biológicos e biossimilares.

Antes, os pacientes que não reagiam aos medicamentos tradicionais, como analgésicos e anti-inflamatórios, conviviam com a dor e com a limitação de atividades simples, como abotoar a própria roupa. A partir do protocolo de tratamento com os biotecnológicos, eles passaram a ter novas chances. As novidades no tratamento foram amplamente debatidas durante o Congresso da Panlar — Liga Pan-americana de Artrite Reumatoide, na primeira quinzena de abril, em Buenos Aires.

A repórter viajou a convite da GAfPA — Global Alliance for Patient Access

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