Publicidade

Correio Braziliense BICHOS

Confira as dicas de como evitar que seu pet mastigue os objetos da casa

Seu cachorro costuma mastigar os objetos da casa? Especialistas dão dicas de como controlar o pet


postado em 20/05/2018 07:00 / atualizado em 18/05/2018 19:27

Imagine chegar em casa e encontrar o sofá estraçalhado, a sandália preferida pela metade e as paredes mordidas. As histórias até parecem engraçadas, mas têm tirado o sono dos donos de cães. Cachorros cheios de energia encontram em objetos, móveis e paredes um meio para descarregar as baterias.

Nina tem 5 anos e ainda continua a roer objetos da tutora, Ludmila Silva(foto: Arquivo Pessoal)
Nina tem 5 anos e ainda continua a roer objetos da tutora, Ludmila Silva (foto: Arquivo Pessoal)
Nina, a dachshund da professora de educação física Ludmila Silva, 27 anos, ama destruir o que vê pela frente. Nada escapa: chinelo, sofá, pano, brinquedo, tudo se torna mastigável para a cadela. Ludmila conta que até a casinha de madeira que a família construiu para a pet foi destruída pela mascote. “Ela é assim desde novinha. A gente comprou uma bola de futsal grande e ela não parou enquanto não arrancou o couro da bola todo. Os brinquedos dela também não duram”, diz.

A grande preocupação de Ludmila é que, além de morder os objetos, Nina costuma engolir. “O que deu mais problema foi uma meia que ela engoliu inteira”, lembra. Segundo a educadora física, nem mesmos os insetos, como baratas, escapam da cachorrinha. Em uma dessas ocasiões, Ludmila teve que sair às pressas para o veterinário porque Nina engoliu uma abelha.

A cadela tem 5 anos e mora com Ludmila desde os 3 meses de vida. A tutora assegura que, com o tempo, Nina, deixou de morder algumas coisas, como o sofá, mas que ainda destrói muitos objetos pela casa. “Já tive vários cachorros, e eles não eram assim. Ela é muito danada, mas a gente a aceita como ela é.”

Filhotes

Especialistas afirmam que esse tipo de comportamento é mais frequente em filhotes, devido à energia que eles têm. “O animal mais novo tem uma explosão de hormônios. Também há a fase de troca de dentes, que faz com que ele roa mais as coisas”, explica Lucas Duty, especialista em comportamento animal.

O profissional ressalta que os cães precisam gastar energia. Logo, a primeira dica é fazer com que o animal se exercite. Para isso, passeios e brincadeiras são fundamentais. “Existem ferramentas no mercado que podem ajudar a entreter o bicho. Elas não substituem um passeio, mas complementam no gasto de energia bucal e cognitiva, assim o animal fica um pouco menos estressado”, explica Lucas.

Valéria Oliveira buscou a ajuda do especialista em comportamento animal Lucas Duty para controlar Leon e Luffy(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Valéria Oliveira buscou a ajuda do especialista em comportamento animal Lucas Duty para controlar Leon e Luffy (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Foi justamente estimulando o gasto de energia que Lucas conseguiu resolver o problema de Valéria Oliveira, 49. Leon, um yorkshire, e Luffy, uma shih tzu, chegaram à casa da secretária executiva bem pequenos, com pouco mais de 2 meses. Como bons filhotes, fizeram questão de deixar marcas pelo apartamento, seja no azulejo, seja no rodapé, seja no pé da cadeira. Os pequenos roíam tudo.

Valéria conta que, por já ter passado por experiências anteriores com outros cachorros, procurou cedo ajuda profissional para controlar os pets. “Lucas nos deu um direcionamento de que animal cansado é animal feliz. Então, eles têm bolinha e também uma boneca, em que colocamos um pouco de ração para eles se distraírem. Eles ficam tentando tirar o alimento dali e vão gastando energia. A gente precisa motivá-los a brincar”, frisa.

Hoje, com 7 meses, Valéria afirma que os bichinhos não comem mais as coisas e que a troca dentária foi tranquila, sem danos. “Perdi vários chinelos e sapatos. Agora, isso não existe”, comemora.  

Outras técnicas

O especialista em comportamento animal Renato Buani ainda aconselha o uso de produtos próprios para afastar os animais de certos locais.   “Algumas pessoas trabalham com produtos homeopáticos, outras preferem alguma técnica para deixar um gosto amargo em algum móvel ou algum lugar que não quer que o animal mexa”, cita.  O especialista ainda alerta sobre as receitas caseiras, como o uso de pimenta. Segundo Buani, esse tipo de prática não é indicada e pode causar sérios problemas aos pets.

Cuidado com o que ele morde

Especialistas ressaltam que os donos precisam ficar atentos com o que os animais colocam na boca, principalmente objetos pontiagudos, que podem causar sérios danos. Renato Buani ainda destaca que brinquedos inadequados também são um risco para os pets. “Os bichos de pelúcia são bons exemplos. O animal pode destruir o brinquedo e ingerir o conteúdo que tem dentro em grande quantidade, o que faz muito mal. É preciso tomar muito cuidado com o que compramos”, adverte.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade