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Correio Braziliense

Aramis expande negócios e se destaca no setor de moda masculina

Marca considera Brasília como referência de vendas e inaugura mais duas lojas na cidade


postado em 25/05/2018 13:15 / atualizado em 25/05/2018 17:12

(foto: Aramis/Divulgação)
(foto: Aramis/Divulgação)

Influência quando o assunto é moda masculina, a Aramis amplia a presença no mercado. Recentemente, a marca inaugurou mais duas lojas em Brasília, uma no Brasília Shopping e outra no Shopping Iguatemi, sendo esta última a primeira da rede com um novo leiaute na arquitetura. Os estabelecimentos completam a lista da grife com 40 lojas próprias, 33 franquias em operação, cinco outlets, uma loja virtual, além de 700 pontos em multimarcas.


Richard Stad, CEO da marca fundada pelo seu pai, o francês Henri Stad, revela que Brasília, em termos de resultados, é parâmetro para os negócios nos outros estados do país. "A partir de 2012, fizemos uma expansão muito elevada, e Brasília é uma praça que temos uma fixação de marca enorme. Replicamos o resultado que vemos na cidade no Brasil. É um prestígio, um retorno e uma relevância muito grande que temos aqui", afirma.


A expansão, segundo Stad, é consequência da união de três fatores: pessoas, processo e tecnologia. "Minha estratégia foi contratar pessoas de outros mercados para trazerem uma maneira de pensar diferente, mas mantendo o DNA da marca. Começamos, então, a montar um time que, em termos de moda, a empresa nunca tinha pensado em fazer.  E investimos em muita inovação e tecnologia. Adotamos um modelo colaborativo, em que todo mundo da empresa participa", explica.


O sucesso da tática foi visível e palpável. Apesar da crise econômica, o crescimento no número de lojas no país é reflexo do faturamento da marca em mais de R$ 250 milhões em 2017, e há expectativas de fechar 2018 com R$ 300 milhões. Nos anos de 2015 e 2016, a Aramis aumentou o lucro em 13,7% e, em 2017, 20,9%. Nesse mesmo ano, expandiram em todos os canais de venda com abertura de mais seis lojas próprias e oito franquias.

Duas perguntas // Richard Stad


Qual o segredo para crescer mesmo em meio à crise?


Logística, planejamento estratégico, comunicação e posicionamento. Enquanto o mercado inteiro estava caindo em qualidade por causa da crise, nosso pensamento foi que a última coisa que não podíamos cortar era a falta de qualidade. Crise é passageira, mas uma vez que você cai em qualidade no seu produto não tem volta.


Quais elementos de qualidade, mais especificamente, vocês consideram importantes decidiram investir?


Modelagem, principalmente. Estudamos o nosso consumidor e percebemos que o perfil dele tem mudado: é um homem mais moderno, mais interessado. Ele não tem mais idade, mas tem atitude. Então, conseguimos trazer atitude às peças: correntes, sobreposição com camurça, suspensório, tecidos novos, combinação de cores. Aproveitamos a crise para trazer inovação, e não voltar para o básico. Chegamos, por exemplo, a fazer camisas numeradas de 1 a 200, que seriam vendidas em todo o Brasil, como algo exclusivo. Acredito que a evolução do varejo vai demandar customização e personificação. Os clientes estão buscando cada vez mais isso. E a gente tem que acompanhar.


*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte

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