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Correio Braziliense SAÚDE

Especialistas falam das distinções entre o terçol e a conjuntivite

Infecções oculares são comuns, mas saber diferenciá-las é essencial para tomar os cuidados adequados. É o caso do terçol e da conjuntivite, que apresentam sintomas parecidos, mas têm causas e sinais diferentes


postado em 27/05/2018 07:00 / atualizado em 28/05/2018 10:03

Quando o olho fica vermelho, já começam as preocupações e, principalmente, as dúvidas. “Será que é conjuntivite?”, “como fiquei assim?” ou até “alguma grávida me deixou com terçol?” são perguntas que passam na cabeça de quem não conhece bem as inflamações oculares. É normal que exista confusão, afinal, são muitos os nomes que significam que há algo errado com a saúde dos olhos, como blefarite, uveíte, hordéolo, calázio, e por aí vai.

Mas não precisa se desesperar, porque com algumas informações simples é possível diferenciar as infecções e tomar as providências adequadas para cada caso. Entre os mais comuns estão os quadros de conjuntivite e terçol, semelhantes em vários aspectos, como a vermelhidão e a sensibilidade com a claridade. Porém, clinicamente, os dois são bem distintos, como explica Adriana Aquino, oftalmologista do Hospital de Base formada pela UnB.

“São duas coisas muito diferentes, porque a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, que pode ser infecciosa, de origem alérgica ou tóxica. Já o terçol é a obstrução de uma glândula das pálpebras. As glândulas ficam próximas aos cílios e, quando obstruídas, ocorre uma inflamação, o que geralmente causa inchaço, dor e vermelhidão.”
(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

Outra diferenciação pode ser observada visualmente, pois o terçol — conhecido cientificamente como hordéolo — costuma provocar a presença de um nódulo na região posterior ou inferior da pálpebra, enquanto a conjuntivite atinge a conjuntiva sem esse caroço. Mas a médica lembra que mesmo que o paciente saiba identificar a infecção, a recomendação é sempre procurar primeiro o oftalmologista.

“Temos que evitar sempre a automedicação e os remédios caseiros. O tratamento adequado é diferente, de acordo com o que esse profissional verá nos exames, e o que serve para tratar um tipo de conjuntivite pode ser prejudicial para outro, por exemplo.”
 
Cuidando para evitar
A maior recomendação em relação às inflamações oculares é tomar cuidados preventivos, como:
  • Higienizar bem as mãos e rosto com frequência para não levar infecções aos olhos, principalmente antes de colocar lentes de contato
  • Não coçar a região ocular
  • Usar maquiagem de boa qualidade, removê-la antes de dormir e aplicá-la depois das lentes, caso faça uso
  • Evitar dietas como muita gordura e oleosidade

Dr. Eduardo Balby Gandra
Médico especialista em oftalmologia geral, especializado em oftalmologia pelo HUB

1. Como um paciente leigo consegue diferenciar a conjuntivite do terçol?
A conjuntivite normalmente tem secreção, o terçol nem sempre, é mais uma dor na pálpebra, e às vezes aparece junto a um caroço. O nódulo indica mais a possibilidade de um terçol, já quando a parte branca estiver mais vermelha, está mais para conjuntivite. A conjuntivite produz reações foliculares ou papilares, então examinado no microscópio o médico vai ter a certeza do melhor diagnóstico e tratamento.

2. Quais os cuidados o paciente tem que tomar quando começar a suspeitar de um dos dois?
O paciente tem que tomar cuidado principalmente no caso da conjuntivite, já que ela é contagiosa. O terçol não passa para ninguém, mas sempre é recomendado uma boa higiene, lavando as mãos corretamente e não as levando ao olho.  

3. Quem está mais propenso a ter uma dessas patologias?
Todos nós estamos expostos aos dois, para evitar temos que principalmente tomar cuidado com a higiene, para diminuir a chance de conjuntivite. No caso do terçol, ele é causado por um estresse da glândulas das pálpebras, então isso pode indicar outros fatores no organismo, como inflamações crônicas na pálpebras, estado emocional de ansiedade, dieta com muita fritura ou chocolate, por exemplo. Essas pessoas estão mais expostas a esse diagnóstico.
 
 
 
*Estagiário sob supervisão de Sibele Negromonte

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