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Correio Braziliense BICHOS

Torcendo com conforto: pets também podem entrar no clima da Copa

O pet não pode ficar de fora das celebrações da competição, mas é preciso ficar atento a alguns detalhes que podem acabar com a festa


postado em 01/07/2018 07:00

Quem disse que os pets também não podem entrar na torcida? Em tempos de Copa, não faltam paparicos para eles, como roupinhas, bandanas, fitas e outros acessórios. Mas antes de pensar na fantasia, o mais importante é ficar atento ao conforto do animal.

Segundo o médico veterinário Marcello Machado, se não tomados os devidos cuidados, os adereços podem causar estresse no momento de festejo. “Atenção aos acessórios plásticos que possam enroscar e causar ferimentos — e até mesmo sufocamento. Também é preciso ficar de olho em algo que ele possa tirar e engolir. Se for utilizar algum deles, sempre esteja perto de seu amigo para que possa supervisioná-lo”, alerta.

Há opções no mercado de tintas para passar nos pelos de gatos e cachorros. Mas Marcello avisa para aplicar apenas as próprias para animais. Mesmo assim, ressalta, é bom fazer um teste antes. “Coloque uma pequena quantidade de tinta em uma pequena área, diretamente na pele, e observe se não causa algum tipo de reação alérgica.”

Outro ponto de cautela neste período é a alimentação. Como as pessoas estão em momento de confraternização, é comum jogar aquele pedacinho de carne do churrasco para o bicho. O veterinário diz que não pode oferecer de forma alguma petiscos que não são feitos para os pets. “Esses alimentos estão, muitas vezes, carregados de gordura e outras substâncias que podem causar distúrbios digestivos graves.”

Diversão

A família de Júlia Hueb Perez: mapeamento para assistir aos jogos com os pets em segurança
A família de Júlia Hueb Perez: mapeamento para assistir aos jogos com os pets em segurança
A empresária Júlia Hueb Perez, 30 anos, se mudou com o marido para Brasília há cerca de dois anos. Como viajava muito, ele decidiu presentear a mulher com Mafalda, 2 anos, para lhe fazer companhia. Como queria levar a pug para todo canto, Júlia procurava lugares petfriendly na cidade e dificilmente achava.

Foi aí que surgiu a ideia de montar a plataforma colaborativa Mapa Dog, em que são informados locais onde os pets podem acompanhar os donos. E o projeto tem ajudado bastante os tutores nesta Copa, com a indicação de bares e restaurantes para assistir aos jogos com o amigo de quatro patas. Depois de um ano, o casal decidiu adotar a vira-lata Magali, 1 ano. “Ela veio para complementar a família. Mafalda nos fez criar uma empresa e Magali juntou a família”, pondera.

Como é um momento de muita festa, é comum as pessoas soltarem fogos de artifícios em comemoração. Isso acaba incomodando os pets, que se assustam com a barulheira. Por isso, no segundo jogo do Brasil, o Mapa Dog, com ajuda dos usuários, parceiros e colaboradores, organizou um evento para os animais. “A ideia era que todos pudessem ir, tanto a família quanto os bichos. Quem entrava com vuvuzela, falávamos que lá não era lugar para isso”, explica Júlia.

A atendente Raniérica Assunção, 30 anos, e o shih-tzu Thor, 3, participaram do evento. Ela colocou a camisetinha do Brasil no cão e, mesmo com a gritaria após cada gol, Thor ficou bem. No evento, o shih-tzu tomou até uma cerveja. “Há uma cerveja própria para cachorro. Thor amou e se divertiu”, relembra.

O médico veterinário Marcello explica que, em hipótese algum, deve-se dar bebida alcoólica aos animais. “O álcool é extremamente nocivo para eles e pode causar intoxicações graves”, avisa. Portanto, se não estiver em lugares petfriendly nos jogos do Brasil e queira levar o bicho aos festejos, é bom ficar de olho redobrado.
 
 

Para garantir a festa

A médica veterinária Flávia Rossi dá outras dicas para que o pet também tenha momento de prazer com o tutor. Confira:

  • Mantenha os pets em um local seguro e acolhedor
Evite o desconforto e a agitação do animal durante chegadas e saídas de pessoas em sua casa. Procure um espaço confortável e mais isolado para que ele se sinta seguro, evitando ansiedade e fugas.

  • Atenção ao barulho
A audição dos animais é mais sensível que a nossa. Por isso, barulhos altos tendem a causar medo e assustá-los. A dica é deixar o pet em um local familiar, com som ambiente, por exemplo, tevê ou rádio ligados em volumes apropriados. Isso reduz o estresse e mascara o barulho.

  • Cuidado com a comida dos convidados
Lembre a seus convidados que alguns alimentos são tóxicos para os bichos, incluindo cebola, uva, alho, álcool, chocolate, abacate, entre outros. Caso o animal ingira um desses produtos vetados, o recomendado é procurar sempre um médico veterinário. Se sua vontade é integrá-lo às comemorações, a recomendação é oferecer a ele um petisco próprio para pets.

  • A ajuda dos convidados é sempre bem-vinda
Pedir para que seus convidados ajudem a acalmar o pet ou até mesmo brinquem com ele faz com que se distraia e não se estresse tanto. Além disso, ele se familiarizará mais rapidamente com o ambiente.

  • Fim da festa
Ao terminar a celebração, certifique-se de que o pet está em casa e não escapou durante a despedida dos convidados. Fique sempre atento.
 
 

Rojões

Abaixo algumas dicas para quem não consegue escapar dos fogos:
  1. Não deixe os cães acorrentados, pois, ao ouvir os fogos, eles entram em pânico e podem acabar se sufocando. Mantenha o local seguro, livre de objetos que possam machucá-lo.
  2. Se você tem uma piscina em casa, cubra-a bem para evitar que animais assustados caiam e se afoguem nela. Lembre-se de que mesmo sabendo nadar, se o nível da água estiver baixo, eles não conseguirão sair sozinhos.
  3. Feche portas e janelas para evitar fugas. Assim você garante que eles ficarão protegidos dentro de casa.
  4. Se você tem mais de um cão, separe-os, pois, com o barulho alto, eles podem se assustar e brigar entre si.
  5. Sirva a ração em pequenas quantidades. Com muito alimento no estômago, ele pode ter problemas de digestão e até uma torção gástrica, caso entre em pânico.
  6. Se o seu pet é do tipo que fica muito assustado, procure um veterinário de confiança e peça indicações de ansiolíticos para os dias mais críticos.
  7. No momento dos fogos, feche as janelas e portas do local, ligue a televisão ou rádio (volume não exagerado) e se possível um ventilador para abafar o som de fora. Aja naturalmente e com tranquilidade. Caso ele queira se esconder, deixe-o à vontade sem forçá-lo a ficar no seu colo, apenas caso ele sinta necessidade e venha pedir abrigo.
Fonte: Marcello Machado é médico veterinário e gerente técnico nacional da Total Alimentos.

Para arrasar

Para descontrair ainda mais com o pet, o aplicativo de hospedagem e passeios para cães, DogHero, fez uma campanha para escolher os 10 cachorros mais estilosos, por meio da hashtag #CopaHero. A ideia é engajar as pessoas, trazer todo mundo para participar. “Nós tivemos um superengajamento de anfitriões, de clientes e de passeadores”, conta Monique Heemann, responsável pelo conteúdo da DogHero. No último sorteio, em 19 de junho, eles tiveram que analisar cerca de 300 cães. “No geral, as pessoas foram muito criativas. Vimos todos os tipos de fantasia.” A camapanha vai continuar durante todo o evento da Copa do Mundo de 2018.
 
 

Estilosos

O gerente de estética da Petz, William Galharde, sugere dicas divertidas para os pets arrasarem na Copa.

Gravatinhas e bandanas
Dão um toque no visual e são fáceis de usar. Mas atenção: sempre retire o acessório após algumas horas de uso, principalmente à noite, para não machucar o pescoço do animal.

Laço
Enfeites maiores são mais fáceis de colocar. Porém, use apenas nos pets que estão acostumados e gostam. Para aqueles que não suportam, é melhor fazer uma tosa e esquecer os acessórios.

Camisa da Seleção
Roupinhas que imitam a camisa dos jogadores devem ser de tecidos leves e confortáveis, que não comprometam o movimento dos bichinhos.

Elásticos e pompons
Na hora de colocar, segure só o pelo do alto da cabeça e ponha o elástico com cuidado. Na hora de retirar, use uma tesoura pequena para cortar o elástico, em vez de puxá-lo. Assim, o pelo fica preservado e não machuca o pet.
 
 
* Estagiário sob supervisão de Sibele Negromonte

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