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Correio Braziliense BICHOS

Saiba os cuidados que os pets precisam ter na hora do banho

Os cachorros não precisam tomar banho todos os dias, mas precisam seguir uma rotina de limpeza. E, na hora da chuveirada, é preciso tomar alguns cuidados


postado em 22/07/2018 07:00

Lili não gosta de banho e a tutora optou por fazer a higienização em casa(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Lili não gosta de banho e a tutora optou por fazer a higienização em casa (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Gosto não se discute nem na vida dos bichos. O amor pelo banho, então, nem entra em debate. Enquanto uns se divertem com a chuveirada, outros querem distância do sabão. Porém, não tem como evitar: a higienização feita de forma correta é fundamental para o bem-estar do bichinho, mesmo que, para ele, seja um pesadelo.

A dentista Nathália Kasakevitch, 32 anos, sabe bem que nem todo cão gosta de tomar banho. Minduim, o seu dachshund, tem pavor e só vai para a água na marra. “Quando ele percebe que estamos chegando ao pet, já começa a tremer e faz uma cara de socorro. Tenta fugir a todo custo. Quando dou banho em casa, é só entrar no chuveiro que já começa o choro. Sem contar que, se der mole, ele sai correndo e molha a casa toda”, conta.

Segundo o veterinário Cláudio Pedra, presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Distrito Federal, mesmo que seja um momento difícil para alguns animais, o banho faz parte do protocolo de saúde dos bichos, com indicações de frequência, modos e produtos a serem utilizados.

Cláudio explica que o ideal é que os cães tomem banho a cada 15 ou 30 dias. “O animal não precisa de banho diário, inclusive intervalos muito curtos acabam sendo prejudicial, pois existem bactérias que são essenciais para o sistema imunológico e que saem na higienização”, justifica. O veterinário ainda ressalta que os filhotes só devem tomar banho depois de concluir o ciclo de vacina. “Eles são muito frágeis e precisam passar por um protocolo de vacinação, que prevenirá contra doenças, como influenza e pneumonia”, complementa.

A temperatura da água é outro ponto importante. De acordo com Cláudio, a água deve estar morna e agradável ao animal, principalmente nos dias frios. Para evitar que o bicho sofra com baixas temperaturas, o veterinário ainda indica que os banhos sejam dados entre as 11h e as 15h, levando em consideração o clima.

Os pelos também merecem a atenção. Após o banho, os tutores devem garantir que não ficará gotículas de água na pelagem, para evitar problemas de pele. Para isso, o ideal é usar o auxílio de um secador, sobretudo nos mais peludos, tomando o devido cuidado quanto à distância do aparelho da pele, para não causar queimaduras.


De olho nos pet shops

Minduim, o cachorro de Nathália, toma pelo meno um banho a cada 15 dias. A dentista afirma que intercala entre a higienização feita em casa e no pet shop. “Uma vez por mês, eu o levo no pet para cortar as unhas e limpar os ouvidos, porque ele não deixa eu fazer em casa. No intervalo, eu dou banho em casa mesmo para mantê-lo limpinho e cheiroso”, destaca.

A dentista frisa que, quando leva ao pet, toma muito cuidado na escolha do local. A presença de um veterinário ou de janelas e câmeras para ela observar o serviço são alguns dos pontos levados em consideração. “Minduim desenvolveu uma alergia de pele muito severa há um tempo e precisa tomar banho com xampu especial e uma aplicação diferenciada. Por isso, prefiro deixar em um pet perto da minha casa, pois a dona é veterinária e ela acompanha o banho dele e orienta os funcionários”, justifica Nathália.

Além das portas de vidro e de profissionais capacitados, especialistas listam outros itens que devem ser observados. O especialista em comportamento animal Cleber Santos destaca, entre eles, o antiderrapante na banheira para evitar acidentes, a garantia de que todos os produtos estejam ao alcance dos funcionários que farão o processo (leia box) e de que as toalhas não estejam sendo compartilhadas, para evitar contaminação.

Os especialistas ainda enfatizam a importância de aguardar o animal no local, pois se acontecer qualquer problema, o tutor estará por perto para ajudar. “É legal o dono ficar para, quando o bicho terminar o banho, já levá-lo embora. Assim, ele não fica preso esperando. Isso estressa muito o animal”, acrescenta Cleber.

Tudo à mão
De acordo com Cleber Santos, muitos acidentes em pet shop acontecem por conta de quedas quando os animais estão sendo secados. “O certo é que o profissional esteja com todos os equipamentos em mãos para ele não ter que virar de costas para pegar alguma coisa e tirar o olho do bicho, pois ele pode pular da mesa e sofrer fraturas e até enforcamento”, alerta.

Tornando o momento mais agradável 
Se o seu cachorro tem medo do banho, certifique-se de que a higienização não está sendo feita de maneira errada. Para ajudar nessa hora, motive o bicho a gostar do banho por meio de recompensas positivas, como carinhos e petiscos.
Evite levar o animal ao pet na sexta-feira e no sábado. No meio da semana, as lojas ficam mais vazias e o seu bichinho receberá toda a atenção dos profissionais.

Fonte: Cleber Santos, especialista em comportamento animal.

Em casa

Nathália Kasakevitch com seu Minduim: dachshund tem pavor a banho(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Nathália Kasakevitch com seu Minduim: dachshund tem pavor a banho (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

Enquanto Nathália Kasakevitch leva mensalmente Minduim ao pet shop, Evelin Nepomuceno, 44 anos, faz o possível para não submeter seus cachorros, Lili e Marley, ao serviço. A decisão veio após alguns episódios desagradáveis. “Eles já voltaram machucados, mancando e com algodão no ouvido, então decidi dar banho em casa”, conta.

Para Marley, a chuveirada é sinônimo de relaxamento. Se Evelin deixar, o bichinho até dorme debaixo da água. Já Lili não curte muito. Para a higienização, a tutora usa xampu antialérgico e um produto para o pelo.

O veterinário Cláudio Pedra alerta que os tutores também devem ficar atentos aos banhos em casa. Os cuidados vão desde a atenção com o ouvido aos produtos usados. “Nos humanos, quando entra água no ouvido, vamos ao otorrino e resolvemos. Já no cachorro, o acúmulo de água pode causar uma patologia. Para isso não acontecer, é interessante colocar um algodão para não entrar água. Só não pode se esquecer de tirar”, aconselha.

Os especialistas ainda destacam que as pessoas devem usar produtos próprios para animais e não aplicar xampu, sabonete ou condicionador de humanos. Cleber Santos comenta que é possível encontrar produtos específicos para cada tipo de pelagem e ainda indica evitar aqueles que misturam xampu e antipulga.




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