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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Alimentos que curam: conheça produtos que proporcionam bem-estar

A dieta é um fator essencial para a manutenção da saúde


postado em 22/07/2018 08:00 / atualizado em 20/07/2018 16:33

(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Cuidar da saúde a partir da prática de exercícios e uma rotina tranquila nem sempre é o suficiente para garantir o bem-estar. Aquela história de que a alimentação é a base de tudo pode ser uma aliada para o dia a dia longe de estresse, ansiedade, depressão e, até mesmo, de algumas dores, como a enxaqueca. Estudos já evidenciaram que determinados alimentos dão sensação de calmaria no organismo, enquanto outros podem atuar como estimulantes.

Tudo isso por conta da serotonina. Essa substância química, quando produzida pelo cérebro, traz sensações de bem-estar, felicidade e tranquilidade. “Apesar de ela existir naturalmente no organismo, às vezes, os níveis podem estar baixos, tornando o indivíduo vulnerável a sintomas como tristeza, aumento da fome e depressão”, indica a endocrinologista Cristina Blankenburg, do Hospital Santa Luzia. A solução, nesses casos, é uma alimentação rica em nutrientes. “É comum as pessoas ingerirem alimentos com muita cafeína, por exemplo. Estes são estimulantes e acabam, de certa forma, aguçando a ansiedade. O ideal seria evitá-los.”

Foi fazendo isso que a jornalista Rafaela Campos, 22 anos, encontrou a qualidade de vida que tanto buscava. Depois de episódios constantes de estresse e fortes enxaquecas, café, doces e alguns carboidratos foram substituídos por uma alimentação balanceada, com pouco leite. “Nunca fui de tomar remédios, então, resolvi investir na minha qualidade de vida, com atividade física e, principalmente, cuidando do que comia. Minha alimentação é comum, mas procuro não cometer excessos”, diz.

Em algum tempo, as mudanças foram significativas: mais disposição, corpo menos inchado e dores controladas. “Acho que precisamos descobrir com o que estamos tendo problemas. Acredito que muito vem da alimentação.”

Os chás aparecem como uma alternativa nesse controle, por possuírem propriedades com efeito relaxante. Chá de erva-cidreira (eficaz contra insônia), passiflora (fonte de fibras, vitaminas A, B e sais minerais) e valeriana (estimulante cerebral com eficácia terapêutica contra estresse e ansiedade) são ótimas opções. Outros aliados são as frutas, como abacate e banana, por exemplo, que possuem uma substância chamada Triptofano, um grande colaborador na produção da serotonina — hormônio responsável pelo bem-estar.

Para o médico, pesquisador na área de nutrição e presidente do Instituto Nacional de Estudos da Obesidade e Doenças Crônicas (Ineodoc), Patrick Rocha, é possível enfrentar as oscilações de humor e ansiedade com alimentos como carnes, ovos, óleo de coco, frutas vermelhas, abacate, leguminosas e sementes oleaginosas, como castanha-do-pará e amêndoas. “São alimentos ricos das chamadas gorduras do bem, que promovem sensação de saciedade por mais tempo.”

Para evitar

Por outro lado, o especialista enfatiza a importância de reduzir o consumo de trigo e açúcar, considerados altamente inflamatórios e gatilhos para fome. “Não basta adotar uma dieta, é uma escolha por um estilo de vida. Além da alimentação, boas noites de sono e descanso são essenciais, assim como a prática de atividades físicas que trabalham o corpo e a mente, como ioga, pilates e corridas leves”, completa.

Abandonar o trigo foi o primeiro passo para controlar um problema que veio de infância, na vida da artista plástica Camila de Araújo, 29. A partir daí, ela notou que explorava pouco os alimentos e que, para ter qualidade de vida, precisaria usar a criatividade e mudar a rotina. Todas as manhãs, a água com limão é receita preciosa e, na geladeira, uma tabelinha com listas de alimentos alcalinos e ácidos mostram o que pode ser adicionado ou retirado da alimentação — álcool, café e sucos adoçados, nem pensar. No lugar, amêndoas cruas, abacate e leite de gergelim.

“Noto que a maior mudança é de assumir mais as escolhas, não ficar refém do que dizem que é bom ou ruim, conhecer o próprio corpo e estudar sobre o assunto. Alimentar-se é básico, e entender o que nos nutre é um exercício diário de várias outras coisas”, garante.

Tchau, enxaqueca!

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 25 milhões de brasileiros são afetados pela doença. Entre as causas da enfermidade estão fatores como estresse, insônia e má alimentação. A nutricionista e consultora da Superbom, Cyntia Maureen, separou alguns alimentos que merecem prioridade no dia a dia e podem auxiliar na hora das crises. Confira:

Cereais integrais: trigo, cevada e aveia possuem boas concentrações de triptofano, aminoácido necessário para a síntese da serotonina. Além disso, são ricos em magnésio, que atua na modulação da serotonina e outros neurotransmissores que influenciam no surgimento da dor.

Batata: rica em potássio e magnésio, nutrientes importantes para controlar as contrações musculares que podem causar enxaqueca, além de ser fonte de vitamina C.

Ervilha: tem vitaminas que quebram células de gordura e contribuem para o aumento de energia das células cerebrais, prevenindo as dores. Além disso, o vegetal ainda é rico em cálcio, proteína e ferro.

Antioxidantes: alimentos como aveia, azeite, linhaça e frutas cítricas tiram o excesso de substâncias tóxicas do organismo, melhoram a circulação e têm efeito anti-inflamatório. “Essas propriedades funcionais podem amenizar os sintomas da dor, interferindo na incidência de enxaquecas”, garante a profissional.


Chocólatras de plantão

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Engana-se quem pensa que as guloseimas servem somente para satisfazer o paladar. O consumo moderado também oferece benefícios. No caso dos chocolates, quanto mais cacau na fórmula, melhor. Segundo a endocrinologista Cristina Blankenburg, o doce tem antioxidantes que reduzem o risco de doenças cardiovasculares, propiciam melhora do fluxo sanguíneo, reduzem a pressão arterial e melhoram os níveis de colesterol ruim. Comer chocolate diariamente também beneficia a oxigenação dos músculos e retarda o envelhecimento da pele.

Mas atenção! 30g da versão composta por, no mínimo, 70% de cacau, são suficientes para adoçar a vida e obter doses diárias de flavonoides, antioxidantes e polifenóis que fazem bem à saúde. “O chocolate ao leite, muito comum no gosto das pessoas, conta com maior teor de gordura e deve ser evitado, sendo consumido apenas ocasionalmente.” Outra dica é que o mesmo seja consumido durante o dia, deixando de lado o período noturno. Isso porque o cacau é um estimulante e termogênico, altamente energético, o que prejudica o metabolismo que, durante a noite, trabalha de forma mais lenta.

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