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Correio Braziliense ESPECIAL

Excesso que aprisiona

Comer demais, jogar demais, comprar demais... Conheça a história de pessoas que, após receberem o diagnóstico de compulsão, buscaram ajuda médica e hoje tentam levar uma vida normal


postado em 19/08/2018 17:00 / atualizado em 20/08/2018 15:52

A cabeça pede, ordena, mesmo que o corpo não precise. Depois, a culpa alimenta a ansiedade e o ciclo continua. Alimentar-se até não aguentar mais, comprar até perder o controle das finanças, ter relações sexuais de forma obsessiva... Esses e diversos outros comportamentos sinalizam um problema que afeta muito mais gente do que se imagina: a compulsão.

O neuropsicólogo Ewerthon Silveira explica que, quando se fala em compulsões, deve-se pensar em um sujeito com quadros ansiosos. “O que diferencia a compulsão por jogos da alimentar ou de qualquer outra é a estratégia de enfrentamento emocional daquela pessoa, como ela encara a ansiedade dela”, explica.

Pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre depressão e distúrbios de ansiedade concluiu que o Brasil é o país com maior percentual de pessoas com transtorno de ansiedade: 9,3% — índice três vezes maior do que a média mundial registrada no documento, baseado em dados de 2015. Além disso, a OMS fez recortes por gênero e identificou que, em todo o mundo, a mulheres são as que mais sofrem com o problema.

De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 36% dos consumidores fazem compras apenas para aliviar o estresse. O levantamento apontou ainda que três em cada 10 (29,5%) pesquisados concordam que comprar melhora o humor, enquanto 24,5% confessam que vão às compras quando se sentem deprimidos. O estudo demonstra que as mulheres são mais suscetíveis a comprar por impulso. São elas que mais admitem a sensação de prazer ao adquirirem algo sem planejar.

Diagnóstico

É importante, no entanto, identificar se a natureza do comportamento se caracteriza mesmo como compulsão, como patologia. O diagnóstico feito por um médico é puramente clínico, não há exames. O psiquiatra Fábio Aurélio Leite, do Hospital Santa Lúcia Norte e membro titular da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, é assertivo: “Para ser classificada como compulsão, os episódios devem ser recorrentes e seguidos de uma sensação de tristeza e angústia que pode levar à depressão. O mal-estar após o ato e o arrependimento são sinais fortes da compulsão”.

A endocrinologista Cristina Blankenburg atribui a ansiedade excessiva a duas coisas: a dificuldade das pessoas lidarem com emoções e a necessidade de estar atualizado sobre as informações do mundo. “As redes sociais passam uma imagem irreal de mundo. Há pressão para estar sempre arrumado, bonito, feliz. É uma enxurrada de informação para processar.”

No caso da compulsão alimentar, ela explica que a comida tem um apelo muito grande na sociedade. “Ela é prêmio e é punição. Quando somos crianças, dizem que, se não nos comportarmos, não vamos ganhar uma determinada comida. A partir de então, a gente come porque está triste, come porque está feliz”, afirma Cristina.

Uma, duas, três, quatro sobremesas

Alessandro*, 41anos, não sabe precisar quando passou a comer exageradamente. Estima que tenha sido há cerca de um ano e meio. Percebia que algo em seu comportamento estava estranho, mas nem pensava no problema. “Eu não saberia como parar, então, fugia do tema”, lembra. Foi a terapeuta dele, com quem já se consultava havia três anos, que lhe abriu os olhos e recomendou que pedisse ajuda.

Ele vivia com episódios de compulsão alimentar e sentimentos como vergonha e culpa. A autoestima só piorava, já que, como consequência de comer demasiadamente, ele engordou 14kg. “A pior sensação era quando eu vestia uma roupa e ela não cabia. Os amigos me sacaneavam, porque eu estava gordo. Eu comecei a deixar de sair porque aquilo me constrangia.”, relembra.

Alguns dos episódios mais memoráveis para Alessandro foi um dia em que saiu para jantar com um casal de amigos e, depois de entrada, do prato principal e da sobremesa, ele disse que ia querer mais um doce. “Minha amiga disse que não precisava e achou que me convenceu a desistir. Fomos embora. Eu observei o carro deles ir embora, voltei ao restaurante e pedi mais uma sobremesa”, conta.

Vergonha

Outro momento de constrangimento foi em uma rede de fast food. Estava sozinho, pediu um sanduíche, uma batata e um refrigerante nos maiores tamanhos à venda. Depois, pediu um sorvete. E outro. E outro. Depois do terceiro, sentiu vergonha, pois só havia uma atendente no balcão. “Peguei meu carro, fui a outra lanchonete da mesma rede e comi mais um sorvete.”

Alessandro se recorda de ter tido até seis episódios como esse por mês. Agora, em tratamento, eles estão mais raros e espaçados. “Com ajuda médica, identifiquei que meu gatilho principal era minha ansiedade, que tenho transtorno. E a psicóloga me ajuda com outras formas de lidar com isso”, afirma. Além disso, adotou um cachorro, que lhe dá trabalho e “mantém a mente ocupada”.

Ele explicita a contradição na qual vivia: “Eu tinha vontade, mas não tinha necessidade, estava cheio”. E recomenda a qualquer pessoa que esteja passando por isso a procurar ajuda. “Uma certeza que eu tenho é de que só piora. Os episódios eram sempre piores. Se eu comia duas batatas, na próxima vez comeria quatro e, de repente, já eram seis, então, é preciso ir ao médico o quanto antes”, indica.

"A pior sensação era quando eu vestia uma roupa e ela não cabia. Os amigos me sacaneavam, porque eu estava gordo. Eu comecei a deixar de sair porque aquilo me constrangia"
Alessandro*l

As delícias e as dores do pôquer

Pedro, 28 anos, publicitário, garante que ganhou muito dinheiro jogando pôquer. Mas lamenta ter perdido ainda mais. Foi a mãe dele quem resolveu intervir e fazer com que ele procurasse ajuda. A ferida cicatriza aos poucos; as dívidas, ele ainda paga.

O contato com o jogo começou quando Pedro ainda estava na faculdade. Conheceu pessoas que eram muito boas, ganhavam muito dinheiro. “Eu pensei que eu pudesse ser como eles”, lembra. Também não foi um caminho sem esforço. Jogava, não conseguia parar, mas também estudava para melhorar. O sentimento de culpa vinha quando perdia, mas logo ele achava que poderia recuperar.

Foi quando ele trancou a faculdade que a mãe passou a se preocupar mais. Ele saía à noite, chegava de manhã e dormia. Trocava o dia pela noite. E a mãe se questionava o que ele faria do futuro. Pedro conta também que o jogo estava sempre associado ao consumo de substâncias químicas. Foi, principalmente, o uso de drogas que fez com que ele procurasse ajuda. “Eu vi que minha mãe estava sofrendo”, conta.

Toda a situação também prejudicou o namoro de Pedro. O casal acabou rompendo. A compulsão pelo pôquer se misturava com a dependência por drogas. O psiquiatra Fábio Aurélio Leite explica a diferença: “A compulsão é um comportamento que a pessoa segue para aliviar uma angústia ou uma tensão. No caso da dependência, o paciente usa uma substância externa que age no cérebro, que dá uma recompensa e provoca uma dependência”.

Foi especialmente a dependência química que acabou levando Pedro à reabilitação. Mas o tratamento não poderia ser isolado: afastar-se do pôquer também era importante. Ele admite que, algumas vezes, tem vontade de jogar, mas, ainda pagando dívidas da época em que apostava nas cartas, entende, hoje, que aquilo lhe fazia mal.

Depoimento

“Eu perdi todo o salário em um dia”

“Eu devia ter uns seis anos quando fiz um jogo de bicho pela primeira vez, e ganhei. Fiquei radiante de alegria e imediatamente comprei bola, pipa e carretel de linha. Lembro que, naquela época, minha mãe lavava e passava muita roupa para o sustento da casa. Eu, pequeno, já entendia tudo e não gostava nem um pouco de ser pobre. Queria ter bola, brinquedos e comer maçã — fruta que na época custava muito caro.

O tempo passou e, vez ou outra, eu jogava, sem exagero, até porque, adolescente, nem tinha dinheiro para isso. Fiquei adulto e comecei a trabalhar. Continuei jogando pouco, porque ganhava pouco. Quando me casei, no início dos anos 1980, meu hobby já não era normal. Além do bicho, jogava nas loterias esportivas e loterias de número. Tinha a esperança de ganhar uma bolada e resolver todos os problemas financeiros que sempre me acompanharam.

Nessa época, surgiram as primeiras maquininhas de videopôquer instaladas nos botequins. Comecei a perder instantaneamente todo o dinheiro que tinha no bolso, e respirei aliviado quando aquelas maquininhas foram recolhidas pela polícia. No entanto, continuei jogando nas loterias e no bicho...

Comecei a me endividar com agiotas para manter o volume de jogo, que crescia cada vez mais. Fazia estrepolias, pegando dinheiro com um para pagar ao outro — e vice-versa. Quanto mais desesperado ficava, mais aumentava meu jogo! Nos fins de semana, não ficava em casa, mas na praça, jogando cartas com os idosos ou jogando tranca, para valer, com outros jogadores.

Outras modalidades de jogos surgiram no cardápio dos jogadores compulsivos brasileiros: raspadinhas, senas, novas maquininhas… Em 1991, desesperado, procurei ajuda em Neuróticos Anônimos, depois de ligar para os Alcoólicos Anônimos pedindo uma suposta ajuda.

Antes de chegar ao N/A, estava fortemente compulsivo. Não podia pegar em dinheiro que ia jogar. Estava perdendo todo meu salário no dia do pagamento. Já menti dizendo que tinha sido assaltado. Já não tinha mais desculpas quando, certo dia, joguei de novo todo o salário e não sabia como encarar a mulher e os três filhos, que me esperavam com as contas a pagar e o supermercado a fazer. Naquele dia, quase me suicidei.

Em casa, atirei-me na cama e contei, sabe Deus como, à mulher que perdera o dinheiro no jogo e que precisava de ajuda. Meu irmão chegou para me socorrer, dizendo que aquilo ia passar se eu tivesse força de vontade. Eu sabia que não era assim: estava tentando ter forças e nada adiantava. Então fui procurar o N/A.

No Neuróticos Anônimos, fui muito bem recebido, apesar de não haver nenhum jogador compulsivo naquele grupo formado para pessoas que têm depressão, fobia, pânico e outros sintomas emocionais. Tive contato com o Programa de Recuperação dos 12 passos e já podia falar dos meus problemas emocionais e do jogo.

Deu certo e eu parei de jogar. O mais importante: não tive mais vontade de jogar com menos de três meses frequentando o grupo. Ali continuei me aprofundando no conhecimento do programa e participando ativamente. Sentia-me aliviado e feliz. Passei a acompanhar os membros de Neuróticos Anônimos nas divulgações da irmandade junto aos médicos.

A partir de 1993, já com dois anos de abstinência do jogo, dei sequência à minha recuperação no Jogadores Anônimos. Por isso, posso afirmar àqueles jogadores compulsivos que estão distantes dos grupos de JA que é possível parar de jogar frequentando qualquer grupo anônimos baseado nos 12 passos de recuperação. Hoje, sinto-me recuperado da compulsão e venho tendo uma vida normal e feliz, longe do jogo.”

Depoimento de um participante do grupo Jogadores Anônimos

Entenda as diferenças 

A compulsão é, segundo o psiquiatra Fábio Aurélio Leite, um comportamento que a pessoa tem em excesso para aliviar uma angústia. Aquilo lhe dá um prazer momentâneo e depois ela se arrepende e se sente culpada.

“O TOC pode se manifestar de várias formas: machucar a pele, arrancar cabelos, lavar as mãos, contar objetos, etc. Esses hábitos podem vir para fugir dos pensamentos obsessivos, que são intrusivos, ou seja, invadem a mente do paciente com temas que não se encaixam com os seus valores, por isso são chamados de egodistônicos.” Não há prazer em fazer aquilo.

Em todos os casos, o que está no centro é a dificuldade de controlar impulsos. “A dependência química também é um estado compulsivo”, explica o psicólogo Ewerthon Silveira. No entanto, é um caso em que há uma substância externa que age no cérebro, dá uma recompensa e provoca a adicção.

Quiz 

O questionário a seguir foi desenvolvido pelo psicólogo clínico norte-americano James Gormally. Auto-aplicável, é uma forma de identificar a compulsão alimentar e a gravidade dela. Aqui, ela pode ser uma forte ferramenta para te ajudar a refletir sobre sua relação com a comida. Tente. Se fizer muitos pontos, fique alerta e talvez seja o momento de procurar ajuda.

Você encontrará abaixo grupos de afirmações. Leia todas as afirmações em cada grupo e marque aquela que melhor descreve o modo como você se sente em relação ao seu impulso em relação à alimentação.

1.
a) Eu não me sinto constrangido(a) com o meu peso ou o tamanho do meu corpo quando estou com outras pessoas. 
b) Eu me sinto preocupado(a) em como pareço para os outros, mas isto, normalmente, não me faz sentir desapontado(a) comigo mesmo(a). 
c) Eu fico mesmo constrangido(a) com a minha aparência e o meu peso, o que me faz sentir desapontado(a) comigo mesmo(a). 
d) Eu me sinto muito constrangido(a) com o meu peso e, freqüentemente, sinto muita vergonha e desprezo por mim mesmo(a). Tento evitar contatos sociais por causa desse constrangimento.

2
a) Eu não tenho nenhuma dificuldade para comer devagar, de maneira apropriada. 
(b) Embora pareça que eu devore os alimentos, não acabo me sentindo empanturrado(a) por comer demais. 
c) Às vezes tendo a comer rapidamente, sentindo-me então desconfortavelmente cheio(a) depois. 
d) Eu tenho o hábito de engolir minha comida sem realmente mastigá- la. Quando isto acontece, em geral me sinto desconfortavelmente empanturrado(a) por ter comido demais. 

a) Eu me sinto capaz de controlar meus impulsos para comer, quando eu quero. 
b) Eu sinto que tenho falhado em controlar meu comportamento alimentar mais do que a média das pessoas. 
c) Eu me sinto totalmente incapaz de controlar meus impulsos para comer. 
d) Por me sentir tão incapaz de controlar meu comportamento alimentar, entro em desespero tentando manter o controle.

a) Eu não tenho o hábito de comer quando estou chateado(a). 
b) Às vezes eu como quando estou chateado(a) mas, freqüentemente, sou capaz de me ocupar e afastar minha mente da comida. 
c) Eu tenho o hábito regular de comer quando estou chateado(a) mas, de vez em quando, posso usar alguma outra atividade para afastar minha mente da comida. 
d) Eu tenho o forte hábito de comer quando estou chateado(a). Nada parece me ajudar a parar com esse hábito. 

a) Normalmente quando como alguma coisa é porque estou fisicamente com fome. 
b) De vez em quando como alguma coisa por impulso, mesmo quando não estou realmente com fome. 
c) Eu tenho o hábito regular de comer alimentos que realmente não aprecio para satisfazer uma sensação de fome, mesmo que fisicamente eu não necessite de comida. 
d) Mesmo que não esteja fisicamente com fome, tenho uma sensação de fome em minha boca que somente parece ser satisfeita quando eu como um alimento, tipo um sanduíche, que enche a minha boca. Às vezes, quando eu como o alimento para satisfazer minha “fome na boca”, em seguida eu o cuspo, assim não ganharei peso. 

a) Eu não sinto qualquer culpa ou ódio de mim mesmo(a) depois de comer demais. 
b) De vez em quando sinto culpa ou ódio de mim mesmo(a) depois de comer demais. 
c) Quase o tempo todo sinto muita culpa ou ódio de mim mesmo(a) depois de comer demais. 

a) Eu não perco o controle total da minha alimentação quando estou em dieta, mesmo após períodos em que como demais. 
b) Às vezes, quando estou em dieta e como um alimento proibido, sinto como se tivesse estragado tudo e como ainda mais. 
c) Freqüentemente, quando como demais durante uma dieta, tenho o hábito de dizer para mim mesmo(a): “agora que estraguei tudo, porque não irei até o fim”. Quando isto acontece, eu como ainda mais. 
d) Eu tenho o hábito regular de começar dietas rigorosas por mim mesmo(a), mas quebro as dietas entrando numa compulsão alimentar. Minha vida parece ser “uma festa” ou “um morrer de fome”. 

a) Eu raramente como tanta comida a ponto de me sentir desconfortavelmente empanturrado(a) depois. 
b) Normalmente, cerca de uma vez por mês, como uma tal quantidade de comida que acabo me sentindo muito empanturrado(a). 
c) Eu tenho períodos regulares durante o mês, quando como grandes quantidades de comida, seja na hora das refeições, seja nos lanches. 
d) Eu como tanta comida que, regularmente, me sinto bastante desconfortável depois de comer e, algumas vezes, um pouco enjoado(a). 

a) Em geral, minha ingesta calórica não sobe a níveis muito altos, nem desce a níveis muito baixos. 
b) Às vezes, depois de comer demais, tento reduzir minha ingesta calórica para quase nada, para compensar o excesso de calorias que ingeri. 
c) Eu tenho o hábito regular de comer demais durante a noite. Parece que a minha rotina não é estar com fome de manhã, mas comer demais à noite. 
d) Na minha vida adulta tenho tido períodos, que duram semanas, nos quais praticamente me mato de fome. Isto se segue a períodos em que como demais. Parece que vivo uma vida de “festa” ou de “morrer de fome”. 

10 
a) Normalmente eu sou capaz de parar de comer quando quero. Eu sei quando “já chega”. 
b) De vez em quando, eu tenho uma compulsão para comer que parece que não posso controlar. c) Freqüentemente tenho fortes impulsos para comer que parece que não sou capaz de controlar, mas, em outras ocasiões, posso controlar meus impulsos para comer. 
d)Eu me sinto incapaz de controlar impulsos para comer. Eu tenho medo de não ser capaz de parar de comer por vontade própria. 

11 
a) Eu não tenho problema algum para parar de comer quando me sinto cheio(a). 
b) Eu, normalmente, posso parar de comer quando me sinto cheio(a) mas, de vez em quando, comer demais me deixa desconfortavelmente empanturrado(a). 
c) Eu tenho um problema para parar de comer uma vez que eu tenha começado e, normalmente, sinto-me desconfortavelmente empanturrado(a) depois que faço uma refeição. 
d) Por eu ter o problema de não ser capaz de parar de comer quando quero, às vezes tenho que provocar o vômito, usar laxativos e/ou diuréticos para aliviar minha sensação de empanturramento.

12 
a) Parece que eu como tanto quando estou com os outros (reuniões familiares, sociais), como quando estou sozinho(a). 
b) Às vezes, quando eu estou com outras pessoas, não como tanto quanto eu quero comer porque me sinto constrangido(a) com o meu comportamento alimentar. 
c) Freqüentemente eu como só uma pequena quantidade de comida quando outros estão presentes, pois me sinto muito embaraçado(a) com o meu comportamento alimentar. 
d) Eu me sinto tão envergonhado(a) por comer demais que escolho horas para comer demais quando sei que ninguém me verá. Eu me sinto como uma pessoa que se esconde para comer. 

13 
a) Eu faço três refeições ao dia com apenas um lanche ocasional entre as refeições. 
b) Eu faço três refeições ao dia mas, normalmente, também lancho entre as refeições. 
c) Quando eu faço lanches pesados, tenho o hábito de pular as refeições regulares. 
d) Há períodos regulares em que parece que eu estou continuamente comendo, sem refeições planejadas. 

14 
a) Eu não penso muito em tentar controlar impulsos indesejáveis para comer. 
b) Pelo menos, em algum momento, sinto que meus pensamentos estão “pré-ocupados” com tentar controlar meus impulsos para comer. 
c) Freqüentemente, sinto que gasto muito tempo pensando no quanto comi ou tentando não comer mais. 
d) Parece, para mim, que a maior parte das horas que passo acordado(a) estão “pré-ocupadas” por pensamentos sobre comer ou não comer. Sinto como se eu estivesse constantemente lutando para não comer. 

15 
a) Eu não penso muito sobre comida. 
b) Eu tenho fortes desejos por comida, mas eles só duram curtos períodos de tempo. 
c) Há dias em que parece que eu não posso pensar em mais nada a não ser comida. 
d) Na maioria dos dias, meus pensamentos parecem estar “pré-ocupados” com comida. Sinto como se eu vivesse para comer. 

16 
a) Eu normalmente sei se estou ou não fisicamente com fome. Eu como a porção certa de comida para me satisfazer. 
b) De vez em quando eu me sinto em dúvida para saber se estou ou não fisicamente com fome. Nessas ocasiões é difícil saber quanto eu deveria comer para me satisfazer. 
c) Mesmo que se eu pudesse saber quantas calorias eu deveria ingerir, não teria idéia alguma de qual seria a quantidade “normal” de comida para mim. 

1. a) 0 b) 0 c) 1 d) 3
2. a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 
3. a) 0 b) 1 c) 3 d) 3 
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13. a) 0 b) 0 c) 2 d) 3  
14. a) 0 b) 1 c) 2 d) 3  
15. a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 
16.  a) 0 b) 1 c) 2  

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