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Correio Braziliense BELEZA

Veja dicas de como usar o batom para deixar a make ainda mais linda

Mais democrática das maquiagens, o batom é item indispensável na bolsa de qualquer mulher


postado em 19/08/2018 07:00 / atualizado em 19/08/2018 14:16

Make e cabelo: Clarissa Frota. Modelos: Ariella Oumori, Camila Colonna e Sthefany Alves(foto: Marcelo Ferreira/CB )
Make e cabelo: Clarissa Frota. Modelos: Ariella Oumori, Camila Colonna e Sthefany Alves (foto: Marcelo Ferreira/CB )

Quando pensamos em maquiagem, o primeiro item que vem à mente é o batom. Sua história remonta aos tempos antigos, no Egito, e, desde então, o fascínio sobre as mulheres — e os homens — só aumenta!

 

As cores, que antes se limitavam aos tons avermelhados e aos possíveis de serem obtidos a partir de flores e ervas, expandiram-se. Hoje, existe uma profusão e variedade que deixam até mesmos os mais viciados em maquiagem desconcertados.

 

Além dos tons, há uma imensa gama de formatos e texturas — batons em bastão, líquidos, em lápis, em creme... Sem falar nas opções mate, cremoso, com brilho, cintilante e tantas outras.

 

A maquiadora nacional da Guerlain, Gisele Nagatti, acredita, que além da variedade, um dos fatores de popularização do batom é a praticidade. “Não há nada mais fácil de aplicar que o batom. A pessoa pode ter dificuldade para usar a base, a sombra, o delineador, mas, com o batom, não tem mistério.”

 

Sem falar que a cor nos lábios, por si só, já compõe uma maquiagem. Quando falta tempo e até vontade para uma produção mais elaborada, um batom e um par de óculos escuros se tornam grandes aliados.

 

O maquiador oficial da Eudora, Lavoisier, acrescenta que o batom é também uma forma de expressão e um aliado da autoestima. “Foi um dos símbolos da evolução feminina ao longo dos anos e, além disso, ajuda a mulher a se sentir mais linda e confiante para sair em busca das suas conquistas no dia a dia.”

 

Cor ideal 

Os maquiadores são unânimes em afirmar que o que antigamente era considerado regra ganhou novo significado nos dias atuais. Lavoisier defende que cada mulher deve usar nos lábios a cor com a qual se identifica e se sente confiante. Gisele Nagatti afirma que se olhar no espelho e se sentir bem é mais importante do que se adequar a uma certa cartela de tons definida.

 

Lavoisier explica que as cores mudam e têm efeitos diferentes em cada tonalidade de pele, mas isso não deve impedir que nenhuma mulher use cores que tem vontade. “Tenho maquiado muito a Marina Ruy Barbosa — uma das estrelas de Eudora — e ela, sendo ruiva, tem o estigma que não pode usar batom vermelho, mas ela ama, usa e fica ainda mais bonita. É uma questão de acreditar que você está linda e se jogar”, acredita.

 

Para a maquiadora Cibelle Albuquerque, não existem regras na maquiagem, mas, sim, bom senso. Ela explica que os tons nude com fundo marrom e rosado valorizam as peles morenas e os com fundo rosado e lilás combinam mais com as peles branquinhas. Já o vermelho é o mais democrático de todos. “Nunca vi uma boca vermelha feia”, diz. “Mas tudo é uma questão de harmonização da cor. Cada um usa o que quer, desde que se sinta bem.” 

Truques preciosos

Make e cabelo: Cibelle Albuquerque. Modelo: Hanna Melecchi, da Mega Models(foto: Marcelo Ferreira/CB )
Make e cabelo: Cibelle Albuquerque. Modelo: Hanna Melecchi, da Mega Models (foto: Marcelo Ferreira/CB )
Para o batom durar mais:

Mantenha os lábios sempre hidratados e limpos. Faça esse processo durante a noite e não no momento de aplicar o batom, pois o hidratante muda o efeito da make. Sempre que não estiver maquiada, aposte em balms e protetores labiais.

 

Para acertar o contorno dos lábios:

Use um lápis de boca de cor igual ou semelhante ao batom e faça o contorno. Em seguida, aplique o batom para preencher os lábios.

 

Para aumentar os lábios:

Passe o batom um pouco acima da linha dos lábios para dar a impressão de que eles são maiores. Aposte em cores fortes e vibrantes.

 

Para dar menos destaque à boca:

Use cores próximas ao nude e invista em uma make que dê mais destaque aos olhos.

 

Para escolher o batom ideal:

Fique atenta à sua rotina e aos seus gostos. Se for mais discreta, aposte em um nude durante o dia e troque por uma cor forte quando for sair à noite. Quem gosta de cor o dia inteiro pode apostar em pigmentos de alta duração e manter a boca intensa desde cedo. Os batons mate podem deixar quem tem os lábios ressecados ainda mais secos. Nesse caso, é sempre bom buscar opções que, mesmo com o efeito matificado, sejam hidratantes.

 

Make e cabelo: Clarissa Frota 

Modelos: Ariella Oumori, Camila Colonna e Sthefany Alves

 

Um pouco de história

No Egito Antigo, em 5.000 a.C., as mulheres usavam artifícios para colorir os lábios. Os primeiros batons eram feitos com extratos de plantas misturadas à cera de abelha. As egípcias da aristocracia também usavam uma tinta rara chamada púrpura Tyr.

 

Também no Egito surgiu a pigmentação vermelha, formada pelo óxido de ferro e também a partir de um inseto chamado cochonilha, que tem hoje o uso proibido. Milênios mais tarde, Cleópatra popularizou o uso da cor vermelha nos lábios.

 

Na Mesopotâmia, os batons eram feitos de pós de pedras preciosas, e as mulheres o usavam para dar brilho à boca, simbolizando também status.

 

O uso de cores na boca passou a ser associado à sedução e ao poder que as mulheres podiam exercer sobre os homens. Na Grécia Antiga, chegou a existir uma lei que proibia mulheres solteiras de usar pigmentos na boca. Na Inglaterra de 1770, a mesma norma foi instituída.

 

Em 1800, uma das técnicas mais usadas na Europa era embeber as pétalas de rosa em álcool e usar o pigmento obtido para colocar nos lábios e nas bochechas. Em 1870, surgiu o batom como é conhecido hoje.

 

O criador da Guerlain não achava os batons práticos — eles eram uma pasta colorida dentro de uma caixinha que exigiam pincéis ou o dedo para aplicação. Enquanto fabricava velas, percebeu que poderia usar o mesmo processo para o produto de beleza.

 

Poderia usar o molde das velas para colocar a cera do batom em uma espécie de minicastiçal e, assim, criou o primeiro batom em bastão, chamado “Não me esqueça”, apresentado em uma caixa de ouro recarregável com um empurrador.

 

O uso do batom por atrizes e cantoras fez com que ele se tornasse mais popular ao fim da década de 1870. Em seguida, o item se tornou um símbolo da rebelião feminista, quando as mulheres passaram a usá-los como e quando queriam.

 

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