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Correio Braziliense MODA

Quarto dia de SPFW tem presença de Gloria Coelho e Lino Villaventura

Consagrados, os estilistas mantêm tradições com viagens ao tempo


postado em 25/10/2018 00:47 / atualizado em 25/10/2018 11:16

(foto: Agência Fotosite )
(foto: Agência Fotosite )

São Paulo — Na quarta-feira (24), Gloria Coelho usou novamente o teatro da Fundação Armando Álvares Penteado para apresentar o seu inverno 2019. Lino Villaventura se manteve no Arca, espaço principal do São Paulo Fashion Week, para exibir o seu verão. Aclamados, ambos se reinventam a cada temporada sem perder a identidade.

 

Túnel do tempo 

(foto: Agência Fotosite )
(foto: Agência Fotosite )
 

 

Gloria Coelho passeou por diversas décadas – de 1960 a 2000 – até chegar aos tempos atuais. Toda essa viagem é para retratar o desejo de moda para os dias de hoje. Por meio de símbolos sutis, a estilista transportou várias décadas até o futuro – ou presente – com sua moda autoral e atemporal.

A estilista preferiu códigos simples nas modelagens e shapes para falar desde a mulher romântica à ousada. "Falamos de todas as meninas que existem", reforçou Gloria.

(foto: Agência Fotosite)
(foto: Agência Fotosite)
Entre o branco e o preto sempre presentes, a estilista incluiu estampas florais (que casaram com a cenografia) e manteve o peso nos pés – sapatos pesados, de tênis moderninhos a botas western.

 

40 anos de moda

Lino Villaventura continua a comemorar seus 40 anos de carreira com sua imaginação infindável. Após uma coleção escura e superdramática, ele traz um pouco mais de leveza ao seu verão por meio de memórias e cores. A paleta, ele justifica: "Nos tempos de agora, em que vivemos momentos complicados e difíceis, precisamos disso."

O primeiro vestido a entrar na passarela, segundo o estilista, guarda um simbolismo das quatro décadas: cada pedaço bordado na peça veio de um trabalho dele durante a carreira.

 

(foto: Agência Fotosite)
(foto: Agência Fotosite)
Lino reconhece sua autenticidade ao criar. "É muito específico o meu trabalho, e eu sou muito obcecado com certas coisas que fazem disso minha marca", declara. A textura, os bordados e a modelagem são facilmente identificáveis quando se trata de Villaventura.

Musa inspiradora? Ele revela que não tem nenhuma. "Não me inspiro em ninguém. A questão é pensar na essência feminina, que é importante no meu trabalho."

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