Publicidade

Correio Braziliense BICHOS

Creche para pets: saiba como escolher

O serviço de day care pode ser uma mão na roda, mas, antes de contratá-lo, é preciso ficar atento a alguns detalhes


postado em 02/12/2018 08:00 / atualizado em 30/11/2018 17:47

 
Simone Maria costuma deixar Agatha em um day care para que possa socializar com outros cães: xodó dela e do marido(foto: Arquivo Pessoal)
Simone Maria costuma deixar Agatha em um day care para que possa socializar com outros cães: xodó dela e do marido (foto: Arquivo Pessoal)
 
É comum os pais se preocuparem e pesquisarem muito na hora de escolher uma boa creche para os filhos. Da mesma forma, os tutores precisam buscar o melhor lugar para deixar os bichinhos quando precisam viajar ou, simplesmente, quando saem para trabalhar e não querem que eles fiquem sem companhia.

A aposentada Simone Maria dos Santos Galvão Souza, 58 anos, é tutora de Agatha, 7. Ela conta que a doberman não gosta muito da companhia de outros cães nem fica confortável quando estranhos se aproximam dela e do marido. “Essa raça é naturalmente de guarda. Agatha sempre fica atenta quando alguém se aproxima de nós.”

Por conta disso, Simone leva a companheira a um day care. Lá, ela socializa com outros animais, brinca, corre e até faz natação. Depois de começar a frequentar o lugar, Simone garante que Agatha ficou mais sociável. “Aqui em casa ela ainda fica arredia. Mas, lá na ‘creche’, brinca muito com os outros cães. A dona sempre nos manda vídeos dela.”

Simone optou por deixá-la no day care duas vezes por semana. Nos outros dias, ela e o marido se revezam para passear com Agatha. A aposentada conta que, algumas vezes, a doberman a acorda para que desçam. “Costumamos brincar que não é Agatha que mora com nós, mas, sim, nós que moramos com ela”, diverte-se.

A cadela surgiu na vida do casal após eles a avistarem em uma feira. Foi paixão à primeira vista. Principalmente porque eles haviam acabado de perder um outro cachorro, companheiro de longa data.

Cuidados


O médico veterinário Rodrigo Angel Cândido de Aguiar explica que, ao procurar um day care de confiança, é preciso checar três itens básicos: segurança, higiene e se o estabelecimento tem um veterinário responsável. Na questão segurança, é preciso ver se o local tem um espaço separando os animais de porte grande dos pequenos.

Na higiene, é importante avaliar se o estabelecimento faz a limpeza contínua de fezes e urinas, já que isso pode trazer doenças contagiosas. Também faz-se necessário avaliar se a reposição de água é constante e se ela é limpa. No caso do médico veterinário responsável, deve-se ter sempre um à disposição para casos de urgência.

Se for a primeira vez que o tutor leva o animal e bate aquela insegurança, procure ver o comportamento apresentado pelo pet. Para Rodrigo, a primeira atitude de um animal que frequenta um day care é querer voltar, pois lá eles brincam muito e gastam bastante energia. “Se ele tiver medo, recuar, entrar pânico, chorar e estiver com falta de apetite, são sinais de possíveis maus-tratos”, orienta.

Outros cuidados que Rodrigo ressalta como primordiais são manter as vacinas e os vermífugos em dia, castrar o pet — para evitar gravidez — e avaliar a superlotação dos estabelecimentos. “Eles ficam muito estressados. Além disso, os cães precisam de vigilância constante. É preciso que alguém sempre reponha a água deles.”

No meio de Vicente Pires, a empresária Ana Cibele Moreira montou um day care para animais. A ideia veio após duas experiências pessoais. A primeira foi há cinco anos, quando Ana morava em Águas Claras, era tutora de dois dachshunds e precisou recorrer ao serviço para uma das cadelas. “Ela ficou em depressão, pois a deixaram com outros cães que não permitiam que ela tomasse água”, relembra.

A segunda foi quando Ana resgatou uma vira-lata com energia de sobra. Na época, ela exercia a profissão de professora e passava o dia trabalhando. Foi aí que Ana decidiu procurar uma casa para viver melhor com as cachorras. O que a levou também a estudar mais sobre treinamento e comportamento animal.

Hoje, ela tem o The Walker, day care para os cachorros viverem soltos e se socializarem. “Os cachorros têm um desejo de servir. Precisamos dar carinho e, assim, eles absorvem melhor os comandos.”

Confiança

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
 

 

A administradora Andréa Batista, 57 anos, tem dois dachshunds: Meg, 10, e Kiko, 15. Ambos são idosos e necessitam de mais cuidados. Há um tempo, sempre quando Andréa viaja, ela os deixava aos cuidados da moça que trabalhava em sua casa. Porém, depois de um contratempo, precisou encontrar um estabelecimento de hospedagem de pets.

Com a indicação de uma amiga, levou os pets, porém ficou receosa. “Fiquei com medo de os cães maiores brigarem com meus pequenos”, lembra. Mas não houve nada disso. Hoje, Andréa leva os cachorrinhos a cada 15 dias ao mesmo lugar. “Depois que voltam de lá, eles ficam ‘mortos’ de cansados de tanto brincar”, diverte-se.

Precaução

Deixe seu pet em dia com a saúde! Eles ficaram em contato com vários animais no day care. Confira os cuidados básicos:
  • Vermifugar
  • Vacinar
  • Castrar

Atenção

Veja as condições do lugar. Não deixe o seu bichinho ser maltratado. Confira:
  • Procure indicações de pessoas próximas.
  • Veja as reclamações, tanto boca a boca quanto comentários na internet.
  • O médico veterinário Rodrigo Angel Cândido de Aguiar fala que é necessário um pet sitter a cada cinco a oito cães. Já para os pequenos, um a cada 10.
  • Outro ponto destacado pela the walker Ana de Paula é a grama. Veja se é sintética, que causa queimaduras nas patas dos bichos.

*Estagiário sob supervisão de Sibele Negromonte 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade