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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Saiba mais sobre os benefícios do ômega 3

O ômega 3 é um complexo de ácidos graxos que precisa estar presente no cardápio. Entre as funções, apresenta melhoras no funcionamento cerebral e tem ação anti-inflamatória


postado em 09/12/2018 07:00 / atualizado em 07/12/2018 16:42

Por indicação da irmã, que é nutricionista, Julia Vargas toma ômega 3 em ocasiões pontuais(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Por indicação da irmã, que é nutricionista, Julia Vargas toma ômega 3 em ocasiões pontuais (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Pensar em um tipo de gordura que faz bem para a saúde pode causar estranhamento. Ainda mais se a recomendação vier acompanhada de suplemento em cápsulas. Mas é o caso dos ácidos graxos essenciais, grupo do qual o ômega 3 faz parte. Fundamental para o bom funcionamento do organismo, o tipo de gordura tem diversas funcionalidades, entre elas ação anti-inflamatória, auxílio no funcionamento cerebral e na regulamentação da coagulação sanguínea.

O grupo é chamado de ácidos graxos essenciais porque o organismo não é capaz de sintetizá-lo. Por isso, deve estar presente no cardápio regularmente. Existem três tipos de ômega 3: o ácido alfa-linolênico (ALA), encontrado principalmente em óleos vegetais, nozes e sementes de linhaça, o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosa-hexaenoico (DHA), ambos apreendidos por meio do consumo de peixes de água fria, como sardinha, salmão, atum e bacalhau.

Cada um desses tipos tem uma função no organismo. Segundo Allan Ferreira, nutrólogo do Hospital Santa Lúcia e membro titular da Sociedade Brasileira de Nutrologia, o ômega 3 faz parte da composição das membranas que envolvem nossas células. “Isso é extremamente importante para os neurônios, porque eles participam de uma série de vias metabólicas no organismo.” A deficiência desses ácidos graxos pode causar problemas, como demência, cegueira e distúrbios de coagulação.

O tipo de gordura, além da função neural, tem ação anti-inflamatória: alivia o desconforto de doenças como artrites. Diminui o risco de patologias cardiovasculares e a resistência à insulina, melhorando o quadro de diabetes. Também traz benefícios para o humor e para o aprendizado, e desenvolve o sistema imunológico.

Apesar de todas essas funcionalidades, o ômega 3 não pode ser tratado como medicamento. A atuação dele promove melhor funcionamento do corpo humano, potencializando as funções imunológica, neural e cardiovascular. “As pessoas falam em emagrecimento, porque ele favorece o equilíbrio da membrana celular. Mas é importante ressaltar que ele não tem efeito termogênico”, esclarece a nutróloga. No caso da depressão, ele possui funcionalidade complementar, mas não é protagonista no tratamento.
 

Aliviando as dores 

 

A estudante Julia Vargas, 22 anos, toma cápsulas de ômega 3 por recomendação da irmã, nutricionista, sempre que sente algum incômodo durante o período menstrual ou dores de cabeça. “Não gosto de tomar muitos remédios, por isso sempre opto por tratamentos naturais. E, mesmo que o efeito não seja tão rápido quanto o de um medicamento, eu me sinto muito melhor quando tomo uma cápsula de ômega 3”, relata.

 

Segundo a diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, Marcella Garcez Duarte, isso ocorre em função do potencial anti-inflamatório do ácido graxo. “Embora não tenha efeito analgésico, por serem questões inflamatórias, um aumento na quantidade de cápsulas durante três a cinco dias auxilia a diminuir os sintomas em um tempo curto”, explica.

 

Para garantir que todas as funções metabólicas provenientes do ácido graxo estejam em dia, o ideal é que a pessoa tenha um consumo frequente de sementes oleaginosas e peixes de água fria. “Se você come peixe pelo menos duas vezes por semana ou ingere uma noz por dia, por exemplo, já é suficiente”, garante a nutróloga.

 

Na gestação

 

Durante a gravidez, a suplementação por meio das cápsulas é imprescindível para o desenvolvimento do bebê, já que a mãe não é capaz de ingerir quantidade suficiente apenas por meio da alimentação. “A gravidez exige uma quantidade maior para melhorar o desenvolvimento cerebral da criança e reduzir o risco de parto prematuro”, justifica o nutrólogo Allan Dias.

 

A suplementação é recomendada fora do período gestacional quando o consumo pela alimentação não é suficiente ou quando a intenção é melhorar alguma função do organismo, já que os efeitos são a longo prazo. Pacientes que apresentam doenças neurológicas, cardiovasculares — ou que tenham casos na família —, com quadro de artrite, artrose, problema de hipertensão ou diabetes recebem indicação de doses mais altas. Como explica a nutricionista Fernanda Duarte, a única restrição é com relação a que tem alergia ao óleo de peixe, origem de onde frequentemente as cápsulas são extraídas.

 

Allan Dias adverte ainda: “É importante ter cuidado com a origem do suplemento. Muitas vezes, quando é de origem animal, as cápsulas podem apresentar contaminação por mercúrio. É fundamental verificar se o conteúdo foi fiscalizado”.

 

*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte 

 

 

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