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Correio Braziliense ESPECIAL

Conheça quem este ano ganhou um motivo a mais para celebrar o Natal

Se por si só a noite do dia 24 é especial, para algumas pessoas, em 2018, ela terá um significado diferente


postado em 23/12/2018 08:00 / atualizado em 22/12/2018 11:34

(foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)
(foto: Marilia Lima/CB/D.A Press)
Quando chega dezembro, muita gente começa a traçar planos para o ano que está por vir. Começar um hábito diferente, se desafiar, transformar a vida. Mas também é momento de fazer uma retrospectiva do ano que passou. O que mudou na sua vida? A forma como você vai passar o Natal em 2018 pode ser uma grande resposta para isso.

Há quem, já neste Natal, esteja vivendo uma experiência completamente nova, provando que a vida é agora; e a passagem do ano, apenas uma forma de contar o tempo. E a celebração ganhará um toque especial. Conheça a história de pessoas que esperam muito de 2019, mas que guardarão 2018 na memória como um ano que marcou grandes — e maravilhosas — mudanças na vida.

Finalmente uma família!


Este Natal vai ser diferente tanto para a funcionária pública Renata Pereira, 44 anos, e o marido, o analista de sistemas José Bernardo Filho, 45, quanto para os quatro filhos. É a primeira ceia com os seis reunidos. Adotados este ano, pela primeira vez, vão passar o Natal juntos. “Antes, era sempre a celebração do casal. Agora, é realmente da família”, comemora José. “Estamos há mais de 20 anos juntos e era hora de darmos esse passo para sermos uma família”, completa Renata.

Ela conta que é a primeira vez que a casa recebe a decoração de um pinheiro de Natal. É pequeno, mas orgânico e rodeado de amor. “Antes, não tinha graça montar um. Fizemos juntos e cada uma das crianças pintou um lado do cachepô”, mostra. No abrigo, elas também não montavam árvore de Natal. Portanto, é a primeira vez de toda a família.

Os quatro contam que, até o ano passado, faziam uma ceia na noite de Natal com as outras crianças com quem moravam. A mulher que cuidava deles fazia frango. Mas eles admitem que nem sempre ela tinha disposição para dar o seu melhor na cozinha. Agora, com os pais, as festas não se resumem à véspera do dia 25. Durante todo o mês de dezembro, a família teve confraternizações para se divertir. Teve a do trabalho da mãe, a do serviço do pai, a dos colegas de faculdade.

No abrigo, recebiam alguns presentes: bicicleta, boneca e até tablet. Lá, aprenderam a dividir tudo com os outros moradores. Com tanto uso, os brinquedos se estragavam rápido, mas eram muito bem aproveitados. Em casa, Renata e José querem ensinar educação financeira e paciência. Para isso, estipularam um preço para os presentes de Natal. Quem quiser algo mais caro deve esperar até o Dia das Crianças e o aniversário para juntar mais dinheiro. “Nós não queremos que eles sejam muito consumistas porque nós mesmos não somos”, ressalta Renata.

Desafios diários

Com parentes vivendo em Minas Gerais, os seis estiveram no estado no mês passado. Lá, houve uma festa de boas-vindas para as crianças e elas conheceram boa parte da família. Já a ceia de Natal será com os amigos, aqui em Brasília. Tradicionalmente, há sempre o momento da meditação durante a comemoração.

A meditação foi incluída na rotina das crianças desde que começaram a pernoitar com os pais. “Nós fazíamos um ritual, com lava-pés e tudo. No início, de repente, estava um com o pé na bacia do outro e era uma bagunça, mas depois se habituaram”, relembra a mãe. Meditar com criança é um desafio, mas, aos poucos, elas pegam o jeito.

Na realidade, toda a família passa por desafios diários, para criar vínculos e colocar limites com amorosidade. “Nós estamos desenvolvendo a nossa linguagem. Estamos definindo juntos como vai ser a dinâmica, mas sempre com muito carinho”, diz Renata. E, neste Natal, no próximo ano e sempre, a vida deles está transformada. Para melhor. Uma das crianças pergunta se a vida do casal era boa antes deles. É claro que era, mas se tornar seis foi um salto importante para eles.

Como os nossos pais

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Certamente, ninguém se lembra do primeiro Natal, mas se tem alguém que não deve esquecer esse momento são as mamães, sobretudo as de primeira viagem. Com a advogada e escritora Rândyna Paula da Cunha, 35 anos, não será diferente. Com o pequeno Samuel nos braços, ela garante que as festas deste fim de ano, as primeiras do bebê, ficarão marcadas em sua vida para sempre.

Rândyna não esconde a ansiedade para o grande dia. Nas redes sociais, as fotos de um ensaio natalino fazem a contagem regressiva para a data. Para a advogada, o Natal é quase tão esperado quanto foi Samuel. Casada há dois anos, ela conta que sonhava em ser mãe, mas não conseguia engravidar. “A gente foi fazer uns exames, tive que iniciar uma investigação e, ao longo do processo, consegui engravidar. Então, tudo o que eu vivo com ele é muito novo para mim, muito mágico.”

No Natal do ano passado, Samuel ainda estava na barriga de Rândyna. Este ano, ela vai fazer uma ceia em casa e fez questão de incluir o bebê nos momentos de decoração. “Desde a barriga, colocava música de Natal para ele. No dia de montar a árvore, eu o coloquei sentadinho do lado, e ele ficou mexendo nos enfeites”, relata.

Rândyna conta que o Natal sempre foi uma data especial para ela. Uma coisa que herdou dos pais e hoje tenta passar para o filho. “Sou daquelas que passa o ano esperando o Natal. Gosto de coisas bem tradicionais. Para mim, é uma data de muita importância, é quando você senta e faz uma retrospectiva do ano. É tempo de agradecer, e é isso que eu quero passar para o meu filho.”

A advogada afirma que o Natal era um momento diferente para a família. Ela destaca que, quando criança, a festa no fim do ano era uma oportunidade que ela tinha de ter acesso a diferentes tipos de comida. “O Natal era uma época em que a gente tinha um lazer sem culpa, em que o meu pai e a minha mãe podiam gastar e comprar um presente para a gente. Minha mãe se esforçou muito para criar isso entre nós”, recorda.

Até hoje, Rândyna lembra do pai colocando Elvis Presley na vitrola, bem cedo, no dia 24, para iniciar os preparativos para o Natal. A advogada destaca que é o mesmo clima, de comunhão e família, que ela quer proporcionar ao filho. “Eu sei que ele não vai lembrar, mas quero que ele fique com essa lembrança positiva, mesmo inconscientemente.”

Lar, doce lar


Hevelyn Ohnna, com o marido, Leonardo Cardoso, e o filho, Yan Miguel.(foto: Juliana Andrade/Esp. CB/D.A Press)
Hevelyn Ohnna, com o marido, Leonardo Cardoso, e o filho, Yan Miguel. (foto: Juliana Andrade/Esp. CB/D.A Press)
Rabanada, Peru, família reunida e muita festa. O Natal é um momento único para muitas famílias. E o de Hevelyn Ohnna, 22, este ano, terá gostinho e endereço especiais. Pela primeira vez, ela vai fazer a ceia na própria casa. Para ela, um grau a mais de responsabilidade, que vem acompanhada de muita alegria de poder receber os familiares e amigos no novo lar.

Hevelyn é casada há seis anos. O casal morava na casa da sogra dela, no Recanto da Emas, mas há sete meses adquiriram uma casa só para eles. Um motivo perfeito para poder convidar todos para passar o Natal juntos no novo endereço da família.

A ansiedade é inevitável. Hevelyn garante que os preparativos estão a todo vapor e define o momento como “correria”. Para a nova experiência, ela não podia deixar de contar com a ajuda dos convidados. “Combinamos de cada um trazer um prato. Umas pessoas vão trazer rabanada; outra, salpicão; e eu fiquei com o básico, com as comidas mais tradicionais da ceia”, comenta.

Preparativos

No cardápio, pudim, rabanada, farofa, entre outros pratos, que prometem deixar a noite deliciosa. Serão cerca de 22 pessoas celebrando a data juntos. Entre eles, familiares, afilhados e até os vizinhos do casal. Hevelyn afirma que a casa não é muito grande, mas, sem dúvida, espaço e aconchego não vão faltar.

Hevelyn ainda diz que fez questão de trazer o clima de Natal para dentro do lar. Enfeitou a casa e comenta que pretende proporcionar um ambiente acolhedor, bem natalino, principalmente para o filho. “Ele fez 4 anos, provavelmente este será o primeiro Natal de que vai lembrar. Eu estou bem ansiosa. Quando eu era menina, nunca tive um Natal do jeito que eu quero que meu filho se lembre. A casa é pequena, não deu para colocar muitos enfeites, mas fizemos o básico”, ressalta.

Para ela, os preparativos vão além da nova casa e de receber os amigos. Hevelyn destaca que o Natal é uma data especial, que jamais deve ser passada em branco. “É praticamente a última folha do diário. Quando você chega nela, você faz a reflexão de tudo que fez durante o ano. Aproveite!”

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