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Correio Braziliense

Saiba como deixar seu pet confortável nos dias quentes

O calor também afeta os animais. Febre, carrapatos, desânimo e até a pelagem podem se tornar um problema em altas temperaturas.


postado em 13/01/2019 10:00

O cão Toddy fica abatido no verão. Mudanças na dieta e água gelada são os artifícios de Rafael para animá-lo.(foto: Arquivo pessoal)
O cão Toddy fica abatido no verão. Mudanças na dieta e água gelada são os artifícios de Rafael para animá-lo. (foto: Arquivo pessoal)

 
Termômetros subindo, é hora de os tutores ficarem atentos ao bem-estar dos pets e evitar que eles sofram as consequências do calor. Rebecca Lavarini, médica veterinária pós-graduanda em saúde animal na Universidade de Brasília (UnB), cita os problemas que mais afetam os bichos neste período: a desidratação, a intermação (equivalente à insolação nos humanos), as queimaduras (principalmente nas patinhas). Somam-se os parasitas, sendo as pulgas e os carrapatos os mais comuns. No entanto, os bichos-de-pé também são frequentes e incômodos.

“Eles são pulgas, só que bem menores”. Essa praga entra na pele e o principal sinal da presença deles é quando o animal começa a lamber as patas por causa da coceira. Em certos casos, o parasita causa muita dor e o pet tem dificuldade de andar. A limpeza do local onde ficam os pets e o uso de coleiras antipulgas ajudam a evitar infestações. 

Outro sintoma da presença dos paraistas é a mudança da rotina alimentar do animal. Normalmente, eles perdem o apetite. Nesses casos, Rebecca dá duas dicas: a primeiro é misturar a ração com água filtrada ou com caldo de galinha para deixá-la úmida. A outra é levá-lo ao nutricionista veterinário para prescrever uma dieta natural.

O vendedor Rafael Camargo, 21 anos, é tutor do dachshund Toddy. O cãozinho nunca teve bicho-de-pé, mas no verão demonstra um pouco de cansaço. Para animá-lo, Rafael muda um pouco os hábitos alimentares do amigo. “Nesses tempos de calor, reduzo um pouco da ração dele e costumo colocar pedras de gelo na água para ele beber”. 

Rafael ainda mantém Toddy com uma coleira antipulgas e, uma vez a cada três meses, lhe dá um banho medicinal — um banho com xampu com veneno para evitá-las.

Redobre os cuidados
Para Fernanda Oliveira Ramos, médica veterinária especialista em dermatologia, entre os animais de companhia, os cães são os que mais sentem os efeitos do verão. De acordo com ela, é bom evitar as caminhadas em períodos quentes, especialmente nos horários críticos, entre 10h e 16h. Além disso, o asfalto quente pode queimar os coxins (as almofadinhas das patas) dos animais.

A mudança de clima também traz problema como a hipertermia — aumento da temperatura corporal nos bichos. Vale ressaltar que temperatura corpórea deles é diferente da dos humanos. O normal é acima dos 39 ºC. “A hipertermia é mais recorrente em cães braquicefálicos”, complementa.

Para quem for viajar com o pet, a veterinária aconselha utilizar coleiras antiparasitárias que, além de evitarem pulgas e carrapatos, são protetores de mosquitos transmissores da leishmaniose e da dilofilariose, conhecida popularmente como verme do coração.

A advogada Izamara Pereira da Silva, 49 anos, está curtindo o período de férias em Fortaleza com o yorkshire Tobby, 6 meses. Ela conta que é a primeira vez que está levando o cãozinho para a praia. Como Tobby ainda é um bebê, ela caminha com ele na praia nos períodos de sol ameno. “Quando estamos na praia, sempre o deixo na sombra e debaixo do guarda-sol”, conta. Ela também leva um tapetinho refrescant  para Tobby aliviar o calorão. Além disso, antes da viagem, Izamara colocou em dia a vacinação e os vermífugos.

Altas temperaturas 

» Animais de pelo longo: Além dos braquicefálicos — das raças pug, bulldog e shih-tzu —, os cães da raça husky siberiano, collie e afegão hound devem ter os pelos tosados em períodos de alta temperatura.

» Idosos e filhotes: Eles exigem mais atenção justamente por serem mais frágeis. Portanto, no verão, é necessário que estejam bem hidratados.

» Febre: Se o animal estiver apático, com o nariz quente e seco, e com a língua para fora ele, pode estar com febre. O perigo é quando a temperatura corporal ultrapassa os 40 ºC.

Fonte:  Rebecca Lavarini, médica veterinária e pós-graduada em saúde animal na Universidade de Brasília (UnB)


Check list de viagem

» Quem for viajar com seu bichinho deve se atentar aos seguintes itens:
» Vermífugos
» Coleira antiparasitária
» Pipetas repelentes de moscas
» Protetor solar (principalmente para cães de pelagem branca)

Fonte: Fernanda Oliveira Ramos, médica veterinária e especialista em dermatologia, da Pet Especialidade.
 
 
* Estagiário sob a  supervisão  de Flávia Duarte 

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