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Correio Braziliense BELEZA

Colágeno: a famosa proteína da juventude

A queda da produção do colágeno é uma inexorável consequência do envelhecimento. Mas há técnicas, e polêmicas, para tentar enganar os efeitos do tempo


postado em 20/01/2019 08:00 / atualizado em 19/01/2019 13:12

Desde as primeiras rugas, Regina Barroso faz tratamentos para cuidar da pele, como os que estimulam a produção de colágeno(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Desde as primeiras rugas, Regina Barroso faz tratamentos para cuidar da pele, como os que estimulam a produção de colágeno (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Cerca de 75% da pele é composta por colágeno, a proteína mais abundante no corpo humano, responsável por formar estruturas, como cartilagem, pele e ossos. Uma das atribuições dela é justamente deixar a pele mais resistente e elástica. Com o passar dos anos, sua produção começa a decair e os primeiros sinais da idade, a aparecer. Contudo, atualmente, existem maneiras de amenizar a situação.

Segundo o dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Distrito Federal (SBD-DF) Ciro Martins Gomes, é díficil quantificar o desgaste gradativo da pele, mas, normalmente, ele começa a acontecer a partir dos 25 anos de idade, a fase que ele define como a do “jovem-adulto”. “Exposição solar sem controle ou proteção, fumo, falta de sono, alimentação ruim, consumo de bebidas alcoólicas em excesso. Tudo isso favorece a oxidação da pele”, conclui.

Apesar da diminuição de produção da proteína ser um processo natural e inevitável, suas consequências incomodam mulheres e homens que se importam com a aparência. Rugas e flacidez são os primeiros sinais do passar do tempo. Entretanto, o especialista esclarece que houve avanços nos últimos anos que oferecem três frentes para controlar a degradação da cútis. São eles: prevenção, tratamentos dermatológicos e suplementação. Para adiar os danos e tratar os estragos, existem diversas tecnologias, desde peelings mais profundos, lasers, radiofrequência, ultrassom microfocado, microagulhamento e até mesmo preenchimentos, por exemplo de ácido hialurônico, que também estimulam a produção de colágeno.

Vaidade

“Tenho quatro netos e, quando saio com eles, muitas pessoas acham que eles são meus filhos”, comenta, envaidecida, a aposentada Regina Maria Fernandes Barroso. Ela garante que sempre se preocupou com a aparência e passava cremes rotineiramente. Mas, até os 30 anos, o protetor solar não era uma prioridade. Tudo mudou com a primeira ruga e os indícios de flacidez no rosto.

Imediatamente, procurou um profissional para ajudá-la a suavizar as “imperfeições” e adotar os tratamentos disponíveis para estimular a produção de colágeno. Um deles foi o preenchimento com ácido hialurônico para tirar as rugas próximas aos lábios e levantar um pouco o pescoço. Em seguida, três sessões de laser de CO² para aumentar a quantidade da proteína e eliminar as manchas do rosto. “Fiquei com a pele lisa. O efeito foi muito bom, realmente rejuvenescedor”, elogia. O procedimento mais recente foi o ultrassom microfocado no rosto e no pescoço. O efeito neste último local a impressionou.

Fora as intervenções e as consultas regulares com o dermatologista, a rotina de cuidados de Regina é simples. Assim que levanta, aplica creme hidratante e protetor solar, que é reaplicado depois ao almoço. Antes de dormir, outra dose de hidratante e pronto. “Eu me cuido porque quero conservar uma aparência mais jovem”, admite.

Funciona mesmo? 

O dermatologista da SBD-DF Ciro Martins Gomes esclarece a tese de que a alimentação pode ajudar a obter mais colágeno é polêmica. “Carnes, gelatinas, frutas e castanhas são ótimos aliados, mas isso não quer dizer que vão repor o colágeno perdido.” Alguns estudos defendem que a vitamina C também é um estímulo para produzir colágeno.

Outra controvérsia se refere à eficiência do colágeno hidrolisado, um produto que se popularizou recentemente. Além do pó de colágeno, bebidas, balas e até mesmo chocolates à base da proteína são vendidos como suplementos. Mas, para Gomes, alternativa precisa ser comprovada cientificamente. “Ainda temos poucos os estudos em humanos. A maioria mostra que existem benefícios, mas, por ser uma proteína, deve ser consumida com cautela e com acompanhamento médico”, defende. Idosos e pessoas com o rim sobrecarregado, por exemplo, devem tomar cuidado antes de adotar o produto por livre e espontânea vontade.

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