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Correio Braziliense BELEZA

Pinta de personalidade: aprenda a amar as suas sardas

A tendência agora é exibir as sardas. Se algum dia foi moda esconder as manchinhas na pele, agora elas são vistas como sinais de charme, naturalidade


postado em 10/02/2019 08:00 / atualizado em 07/02/2019 13:45

Nathália Alves aprendeu a gostar das suas sardas: a base foi deixada de lado, e o protetor solar, reforçado(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Nathália Alves aprendeu a gostar das suas sardas: a base foi deixada de lado, e o protetor solar, reforçado (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

 

A tendência da beleza do bem-estar, que comandou as passarelas do verão, é ressaltar os atributos naturais da pele. As efélides, popularmente conhecidas como sardas, podem ser um charme a mais para quem quer valorizar o brilho e a textura do rosto. Mas nem todo mundo aceita bem as manchinhas. Há quem busque tratamentos estéticos para diminuir a intensidade delas ou utilize camadas de maquiagem para mascarar os sinais.

Frequentemente encontradas em pessoas com fototipo loiros e ruivos, a sarda nada mais é do que um aumento do pigmento da pele em regiões específicas. “Como não há acréscimo das células, elas não representam nenhum indício de doença”, garante a dermatologista Fernanda Seabra.

No entanto, elas são um alerta: quanto mais exposição ao sol, mais intensas se tornam e aumentam em quantidade. Isso significa que a pele está sofrendo os efeitos negativos da queimadura, o que pode desencadear problemas mais sérios. Por isso, o filtro solar é o maior aliado até mesmo em ambientes fechados — a luz visível (emitida pelas fontes fluorescentes e equipamentos eletrônicos) também afeta a derme.

No quesito gênero, a predisposição não faz qualquer distinção. Tanto homens quanto mulheres podem apresentar o excesso de pigmentação. “Os únicos fatores que as influenciam são o tipo de pele e a hereditariedade”, acrescenta Fernanda.

A cara da naturalidade

  
Vinícius Belotti De Souza, 19, herdou as sardas do pai. Desde pequeno, convive com as manchas e confessa que aprender a gostar delas foi uma questão de costume. “É algo que as pessoas acham bonito, mas eu mesmo não gosto tanto. No entanto, não representa nenhum incômodo. É uma parte de mim”, afirma.
 
(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
 
 
Já Natália Sanches, 26 anos, conta que a paixão por suas sardas começou na adolescência. Quando era criança, não gostava tanto dos sinais, porque não queria se sentir diferente dos colegas, mas isso mudou. “Hoje eu amo o quanto isso me torna única”, afirma. Toda a família da publicitária tem a pele sardenta. A pigmentação começou a surgir por volta dos 5 anos, época em que ela escutava piadas dos colegas. “Eles me chamavam de enferrujada, perguntavam se eu tinha tomado sol com a peneira... Antes, me incomodava, hoje, devolvo a piada”, relata.

Quando ficou mais velha, as brincadeiras foram substituídas por elogios, e ela passou a enxergar o quanto as sardas eram uma característica especial. O que mudou, segundo ela, foi a forma de pensar e a maturidade. “As pessoas à minha volta começaram a falar sobre o quanto era bonito, e vi, pelo olhar dos outros, que era uma bela característica, que deveria ser explorada.”  Por isso, nem quando faz maquiagem no salão ela deixa cobrirem a pele por completo. “Apagar as minhas sardas é tirar um pedaço da minha personalidade”.

As sardas de Nathália Alves, 26, por muito tempo, ficaram escondidas. Quando mais jovem, a analista de mídias sociais não gostava das manchas no rosto, mas aprendeu a ter carinho pelos sinais que representam sua individualidade. A base ficou de lado e, quanto menos cobertura, melhor. “Depois de ver várias mulheres lindas com sardas, especialmente na mídia, eu me senti mais representada e, agora, gosto mais das minhas também.”

O excesso de pigmento também despertou em Nathália um alerta sobre sua saúde. Ela não costumava usar filtro solar, até que a dermatologista a alertou sobre o risco de câncer de pele. “Antes, eu passava protetor uma vez só e não o reaplicava. Agora, tenho mais atenção e também utilizo chapéus para me proteger e não ficar com a pele exposta”, relata.

Cuide delas 

 
O protetor solar protege o rosto por um período determinado. Por isso, não adianta passá-lo uma vez ao dia. A forma correta de é usá-lo é reforçá-lo a cada três horas. Além disso, há produtos que disfarçam as sardas. A maquiagem e os protetores solares com cor são opções para quem não quer partir para os tratamentos a laser.
A dermatologista Danielle Costa, da Aliança Instituto de Oncologia, adverte: “Use sempre produtos de boa qualidade, dentro do prazo de validade e que sejam específicos para o seu tipo de pele”. Pacientes com a pele oleosa ou que não retiram corretamente a maquiagem antes de dormir podem ter problemas.
Com a orientação do médico, outros tratamentos mais intensos podem ser realizados, como peelings químicos, luz intensa pulsada (laser) e os ácidos de manutenção e clareamento.
 
*Estagiária sob a supervisão de Flávia Duarte
 

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