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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Saiba como escolher bons alimentos nos blocos

Pular carnaval exige muita energia, e repô-la é necessário. Especialistas indicam como garantir o pique na folia


postado em 24/02/2019 08:00 / atualizado em 22/02/2019 11:59

Como tem intolerância à lactose, Ayana Saito sente dificuldade em comer na rua, por isso leva o lanchinho de casa(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Como tem intolerância à lactose, Ayana Saito sente dificuldade em comer na rua, por isso leva o lanchinho de casa (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
 
Tiara colorida, fantasia, muito glitter no rosto e, na cintura, uma pochete cheia de lanchinhos. É assim que a estudante Ayana Saito, 20 anos, mantém a energia nos bloquinhos de carnaval. Como bem diz o ditado, “saco vazio não para em pé”, se alimentar bem durante a festa é algo fundamental.

Ayana é intolerante à lactose e encontrou nas castanhas uma forma de não precisar comer na rua. “Devido à restrição, eu fico dependendo do que vou encontrar e acabo ficando sem comer”, explica. Além de garantir uma alimentação mais saudável, a iniciativa ajuda a economizar durante a festa.

A estudante Clara Maria Smith, 23, também entrou na onda dos lanchinhos na bolsa. O que levar? Que tal banana? A jovem frequenta os blocos de Brasília desde os 18 anos de idade. Apaixonada por carnaval, costuma passar a tarde inteira na folia. Para disfarçar a fome, leva a fruta preferida em sacos feitos de fio, amarrados na cintura. “Dá energia, é fácil de comer, além de ser saudável. Esteticamente também fica legal, tipo Carmem Miranda”, diverte-se.

De acordo com nutricionistas, levar lanche de casa é a melhor alternativa para quem quer garantir energia para a folia sem correr o risco de ter de encarar uma intoxicação alimentar. Para a nutricionista Jamile Freire, consultora nutricional da Farmacotécnica, as castanhas são uma ótima pedida. “Elas têm gorduras saudáveis e fornecem energia, podem ser acondicionadas em sacos plásticos, guardadas no bolso, junto com frutas secas, que são fontes de carboidrato”, ensina. As barrinhas também são uma alternativa. Jamile só alerta quanto à quantidade de xarope nos produtos.


Na rua


Já para aqueles que deixam para se alimentar na rua, é preciso tomar alguns cuidados com o que vai comprar. De acordo com Jamile, os pratos preparados na hora são os mais indicados, porém é necessário ficar atento aos recheios, que, muitas vezes, precisam de refrigeração. A temperatura é algo crucial para a qualidade do alimento, sendo preferencial evitar os que precisam permanecer ou ser armazenados em baixas temperaturas, como frios, frutas e alimentos com alta carga de proteína.

As frituras também demandam uma atenção especial. De acordo com a nutricionista, elas devem estar em uma temperatura acima de 60°C. “Isso é para evitar os riscos de doenças causadas por alimentos que não ficam em temperatura adequada”, alerta a nutricionista. Outro aspecto é a cor e o cheiro do óleo, que não deve estar queimado. “Quando ele passa por uma temperatura acima de 180°C, começa a produzir substâncias conhecidas como acrilamida, que são cancerígenas e, em alguns casos, podem causar desconforto intestinal”, detalha Jamile.

O nutricionista Renato França complementa que as condições do local também devem ser analisadas. O profissional alerta que, durante o carnaval, com a ingestão de bebidas alcoólicas, muitas pessoas diminuem os critérios de seleção, o que pode ser um risco. “Na hora que bate a fome, eles comem qualquer coisa.”

Consumir comida em mau estado de conservação ou preparação pode causar infecções intestinais. Os sintomas podem surgir em cerca de 30 minutos ou até 72 horas depois do consumo do alimento. São eles: náusea, vômito, diarreia e, em casos mais graves, dores abdominais e febre.

Renato ainda indica dar preferência para alimentos mais leves e deixar para fazer em casa a dieta reforçada. Comidas gordurosas e frituras não são uma boa escolha, pois têm uma digestão mais difícil.
 
Clara Maria Smith gosta de levar banana para os blocos: as frutas ainda compõem a fantasia (foto: Arquivo Pessoal)
Clara Maria Smith gosta de levar banana para os blocos: as frutas ainda compõem a fantasia (foto: Arquivo Pessoal)
 
 

O que comer antes de ir?


O nutricionista Renato França indica que para ir aos blocos que saem à tarde é importante almoçar bem, comendo boas fontes de carboidrato. Arroz, feijão, mandioca e batata-doce são algumas das boas opções. “É importante consumir proteína também, como carne, peixe, frango ou ovos, pois pular carnaval gera um desgaste para o corpo.” Alimentos ricos em fibras também são bem-vindos, pois ajudam a fazer uma digestão mais lenta, garantindo saciedade por mais tempo.

Jamile Freire também indica uma alimentação completa e ressalta que beber de estômago vazio não é uma boa ideia, pois permite uma absorção mais rápida do álcool.

Água sempre

A hidratação é algo fundamental antes, durante e depois da folia. O consumo de água ajuda no bem-estar, diminui a ingestão de álcool e evita uma ressaca intensa no dia seguinte.

Alimentação pós-folia 

Para depois da festa, o suco detox é ótimo para limpar o fígado. Feito com vegetais verdes escuro, a nutricionista Jamile Freire aconselha incluir frutas e um carboidrato, que ajuda nos sintomas de hipoglicemia. As frutas com grande quantidade de água também são indicadas. “A melancia é uma boa pedida para o dia depois da bebida. Ela tem muita água e uma quantidade de carboidrato interessante”, indica.

Já as frituras devem ser evitadas. Segundo a nutricionista, elas tendem a gerar desconforto gástrico. Se ingerido após o consumo de bebida alcoólica, podem provocar náusea e vômito.

O nutricionista Renato propõe uma refeição completa, com fibras, carboidratos e proteínas. “Muitas pessoas ficam com receio, porque já beberam, mas isso não é a melhor opção, pois o indivíduo tende a não recuperar a energia perdida durante a festa”, explica.

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