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Correio Braziliense CASA

Brinde intimista: como montar o bar perfeito dentro de casa

Ele não precisa ser aquela peça grande, em madeira e com taças à vista; mas ter um bar em casa nunca sai de moda


postado em 24/02/2019 08:00 / atualizado em 23/02/2019 14:38

O carrinho é uma opção prática e versátil. A peça escolhida por Karina Korn fica na varanda, ambiente descontraído e equipado também com um longo banco e futons. As linhas minimalistas combinam madeira e ferro. As taças são em uma bandeja removível e as bebidas, em uma superfície mais funda, garantindo a segurança das garrafas.(foto: Eduardo Pozella/Divulgação)
O carrinho é uma opção prática e versátil. A peça escolhida por Karina Korn fica na varanda, ambiente descontraído e equipado também com um longo banco e futons. As linhas minimalistas combinam madeira e ferro. As taças são em uma bandeja removível e as bebidas, em uma superfície mais funda, garantindo a segurança das garrafas. (foto: Eduardo Pozella/Divulgação)
Receber convidados não é uma tarefa simples, muito menos para quem gosta de pensar em cada detalhe com carinho e transformar uma simples visita em um momento marcante. Para os anfitriões natos, ter um bar completo e vistoso é indispensável. Além de práticos, os bares residenciais são maneiras de acrescentar charme e personalidade ao ambiente.

O interesse de escolher um canto para acomodar as garrafas preferidas não é uma novidade e, para a arquiteta Karina Korn, nunca vai deixar de existir. Entretanto, o estilo dos bares evoluiu de forma inegável ao longo dos anos. “Antigamente, era normal ver aqueles bares enormes de madeira, montados no canto, com taças penduradas.” Aos poucos, eles foram diminuindo — reflexo também da redução do tamanho dos imóveis.
 
Este móvel foi projetado para atender a demanda de um amante do vinho. Abrigado em um recorte na parede da sala de jantar, ele conta com adega da Art Des Caves e marcenaria sob medida. Com 1,56m², a criação pode abrigar até 70 garrafas e tem uma prancha de apoio para servir os vinhos, além de gavetas para os acessórios.(foto: Eduardo Pozella/Divulgação)
Este móvel foi projetado para atender a demanda de um amante do vinho. Abrigado em um recorte na parede da sala de jantar, ele conta com adega da Art Des Caves e marcenaria sob medida. Com 1,56m², a criação pode abrigar até 70 garrafas e tem uma prancha de apoio para servir os vinhos, além de gavetas para os acessórios. (foto: Eduardo Pozella/Divulgação)
 
Renato Andrade observa que esse desejo é maior entre os clientes mais jovens e com uma vida social ativa. “Quando eles não pedem, a gente costuma sugerir. É mais uma opção de espaço de convívio e um complemento à decoração”, conta o arquiteto do escritório Andrade Mello Arquitetura & Interiores. Para ele, outra vantagem é o vínculo emocional. Afinal, bebidas costumam ser presentes e, assim como porta-retratos, despertam lembranças de pessoas e momentos importantes.

O culto pelas bebidas é uma tendência crescente. Degustar vinhos e cervejas é uma arte quase complexa. Adegas não são mais vistas apenas em estabelecimentos comerciais. Conquistaram de forma gradativa espaço nas residências. “Acho que as pessoas têm optado mais por receber amigos e familiares em casa. Talvez até por segurança”, comenta Karina.
 
No projeto do escritório Korman Arquitetos, um pedaço de tronco serviu como aparador para as garrafas. O móvel rústico se integrou perfeitamente com o estilo moderno da sala.(foto: Gui Morelli/Divulgação)
No projeto do escritório Korman Arquitetos, um pedaço de tronco serviu como aparador para as garrafas. O móvel rústico se integrou perfeitamente com o estilo moderno da sala. (foto: Gui Morelli/Divulgação)
 
A arquiteta acha que vale a pena investir no bar domiciliar e torná-lo um lugar agradável. “É um espaço para curtir o momento, desacelerar e receber pessoas queridas.” Bares devem estar à vista. Por essa razão, Karina descarta instalá-los nas áreas íntimas da casa. Salas de estar, de jantar ou cozinhas abertas e modernas são os ambientes ideais. Renato acrescenta que não há regra, mas julga a sala de estar a mais apropriada e convidativa.

Minimalismo e personalidade

Em contraste com o peso dos antigos bares de madeira, atualmente, o estilo mais procurado é contemporâneo e minimalista. Engana-se quem pensa que não é possível ter um bar em ambientes pequenos — o tamanho não é um fator limitante. “Um cantinho, um aparador do lado do sofá, uma estante, um armário embutido, um bufê ou o famoso carrinho são ótimas alternativas”, acrescenta Karina. Esse último é a versão mais simples de implementar e também mais versátil, pela vantagem de poder ser levado para qualquer cômodo.

Renato destaca que o bar não precisa se limitar apenas às bebidas alcoólicas. Uma estação de café também é uma boa opção. O que importa é refletir o gosto do morador. “Tudo na casa tem que ter uma reação com quem vai morar lá. No bar, não seria diferente”, conclui o arquiteto. Nesses casos, combine a máquina com xícaras com design diferenciado.

Para um efeito decorativo, os dois profissionais apostam em garrafas e taças variadas. Flores, plantas e adornos que remetem à temática de bar são bem-vindos e acrescentam charme. Karina gosta de incluir peças garimpadas em feiras de antiguidades, enquanto Renato acredita que itens vintage valem a pena quando trazem uma história especial ou vínculo familiar. Como sempre, a personalidade do proprietário é o que deve prevalecer. Encontre seu estilo e aproveite o happy hour caseiro.
 
Os proprietários desse bar não gostariam que ele ficasse exposto o tempo todo. Então, as arquitetas da Triarq Studio Arquitetura desenharam um móvel que pudesse ser camuflado por um painel retrátil e ripado. Espelho, vaso com rolhas, quadro, taças variadas e caixa de som agregam personalidade ao nicho.(foto: Carla Daqui/Divulgação)
Os proprietários desse bar não gostariam que ele ficasse exposto o tempo todo. Então, as arquitetas da Triarq Studio Arquitetura desenharam um móvel que pudesse ser camuflado por um painel retrátil e ripado. Espelho, vaso com rolhas, quadro, taças variadas e caixa de som agregam personalidade ao nicho. (foto: Carla Daqui/Divulgação)

O bar perfeito

O mixologista Gustavo Guedes dá algumas dicas essenciais para compor o bar perfeito na sala de casa. Ele defende que não é preciso extrapolar o orçamento com equipamentos avançados e licores raros. “Itens básicos vão permitir que você execute inúmeras receitas da coquetelaria clássica e, se você for mais ousado, drinques autorais”, orienta o profissional. Confira a lista do barman brasiliense:


Coqueteleira: “Não pode faltar. É o item mais icônico do bartender, permite adicionarmos líquidos de diferentes densidades e gelo para adicionar água e conferir a temperatura ideal dos drinques batidos. Existem vários tipos, escolha a que preferir!”

Dosador (ou jigger): “As medidas valem ouro na hora de se preparar um bom drinque! Sejam os exatos mililitros ou, ao menos, as proporções para conseguirmos coquetéis equilibrados.”
 
Stainer (coador que tem encaixe perfeito para coqueteleira): “Afinal, ninguém gosta de engasgar com sementes ou pedacinhos de ervas.”

Bailarina (nome dado à colher de bar): “Sugiro comprar as com o cabo em espiral para mexer drinques com mais eficiência.”

Gustavo acrescenta à lista outros equipamentos que, apesar de opcionais, são muito úteis. São eles: mixing glass (copo mexedor), tapete de bar, macerador (pilão para amassar frutas), faca de bar, zester (descascador para cítricos), palitos para coquetéis, pegador de frutas, biqueira para garrafa, pá e balde de gelo.

No quesito copos, Gustavo recomenda adquirir quatro modelos que permitem servir quase todos os drinques existentes: taça de vinho tinto, copo baixo (old fashioned), copo alto (long drink) e taça coquetel (a famosa martini).

Com o bar devidamente equipado, é chegada a hora de escolher as bebidas. Além das bases, como vodca, gim, uísque, cachaça, rum, tequila, espumante e saquê, vale investir em licores, xaropes, vermutes, amaros, sucos e bebidas gaseificadas, como água tônica.

“A dica é: pegue a receita e faça as compras para não adquirir garrafas que ficarão empoeiradas no bar ou prateleira por não terem tanto uso. Recomendo começar pelos clássicos e sempre ousar com ingredientes brasileiros. A partir daí, é chamar o pessoal, botar a mão na massa para fazer bons drinques. E saúde!”, ensina Gustavo Guedes.

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