Publicidade

Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Malhe sem sair de casa

Aplicativos ajudam as pessoas que não têm tempo ou não gostam de frequentar a academia a treinar em casa. Há opções pagas e gratuitas


postado em 03/03/2019 08:00 / atualizado em 28/02/2019 14:45

Fábio de Deus optou pela plataforma digital depois que viu os resultados em um amigo que a estava usando(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Fábio de Deus optou pela plataforma digital depois que viu os resultados em um amigo que a estava usando (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O termo acessório já não parece se aplicar aos smartphones. A cada dia que passa, eles são mais importantes, acumulam mais funções e descomplicam a rotina. Até mesmo algumas atividades que você nem imaginava foram beneficiadas pela tecnologia. Se você ainda pensa que para se exercitar adequadamente é preciso ir à academia, está na hora de se atualizar. Aplicativos fitness proporcionam academias na palma da mão e ótimos resultados.

Segundo estudo recente, produzido pelo Freeletics, um dos aplicativos presentes no mercado, 41% dos moradores do Distrito Federal que estão sedentários ou praticam atividades físicas menos de duas vezes por semana preferem seguir os exercícios propostos por um aplicativo de treinamento do que frequentar a academia. A pesquisa, que ouviu 2.046 brasileiros, revelou um fato que surpreender 38% deles substituirão totalmente a academia pelo uso de aplicativos.

“Poder fazer exercícios físicos a qualquer hora do dia, em qualquer lugar e com um personal trainer digital disponível no próprio bolso é uma mudança muito interessante na forma como as pessoas se exercitam”, acredita Daniel Sobhani, CEO do Freeletics.

É fácil entender o porquê dessa transição. Os aplicativos de atividades físicas excluem justificativas recorrentes: falta de motivação própria (56%) e falta de tempo (45%). Os treinos curtos e simples de executar em qualquer lugar são extremamente atrativos e surpreendentemente eficientes.

Fábio de Deus, 38 anos, não se considera uma pessoa sedentária porque sempre foi apaixonado por futebol e pratica a atividade pelo menos duas vezes na semana. Desde os 18 anos, a musculação também faz parte da rotina dele, mas sempre como uma obrigação para fortalecer a musculatura — a fim de obter um melhor desempenho na hora de correr atrás da bola.

O analista dos Correios treinou sob a supervisão de um personal trainer por algum tempo e garante que foi uma ótima fase, mas o alto custo obrigou Fábio a interromper o acompanhamento. Conheceu o aplicativo de treino por meio de um amigo do futebol. “Ele passou um tempo sem jogar. Quando o encontrei, depois de uns quatro meses, ele estava bem mais magro.”

Testou a plataforma e conta que a identificação com a proposta foi imediata. Começou com treinos curtos de 10 a 15 minutos, na sala de casa, quando chegava do trabalho. Em três meses, perdeu 15 quilos. O percentual de gordura, que era de 32% chegou a 10,5%. “Os meus resultados foram a minha principal motivação”, afirma Fábio.

Ele relata que como conheceu o aplicativo a partir de um amigo próximo, não teve oportunidade para duvidar do novo formato de exercício. “Eu vi a transformação que aconteceu com ele, segui os mesmos passos e me dediquei”, completa. Atualmente, Fábio (que malhava por obrigação) usa o programa cinco vezes por semana e assegura que sente vontade até de usar mais. Porém, respeita os dias de descanso e de futebol.

Economia

Para a dermatologista Natália Lemos, 31 anos, o exercício é uma necessidade desde a infância devido ao diagnóstico de diabetes tipo 1. Ela fez balé por 10 anos, depois começou a praticar musculação e, por último, aderiu ao muay thai. Apesar de compreender a importância da prática regular, Natália relembra que durante o cursinho, a faculdade e a residência tinha muita dificuldade para conciliar tudo e manter o ritmo.
 
Natália Lemos intercala os treinos digitais com as aulas de muay thai(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Natália Lemos intercala os treinos digitais com as aulas de muay thai (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 
 
Há dois meses, uma amiga apresentou um aplicativo como a solução para quem tem pouca flexibilidade de horários. “São exercícios intensos, eu sinto que trabalhei todos os grupos musculares e tenho um bom gasto calórico”, observa. Natália confessa que o dia a dia corrido sempre era motivo para não ir à academia no fim do dia. Hoje, ela questiona: “Quem não tem 20 minutos livres? Ainda mais pra malhar em casa?”

Segundo a dermatologista, os primeiros resultados já começaram a aparecer tanto na saúde quanto no físico. Ela conseguiu emagrecer e aumentar a quantidade de massa magra em relação à massa gorda. Para ela, além de prático, a plataforma foi uma alternativa mais econômica. “Antes, eu basicamente pagava a academia para não frequentar.” Agora, ela sente que está fazendo um investimento mais responsável, assinou o app e o intercala com a prática de muay thai, duas vezes na semana, com um personal que vai até a casa dela.

Bruno Franco, CEO do BTFIT, aplicativo da rede de academias BodyTech, comenta que essa é uma tendência que começou nos Estados Unidos e na Europa em 2010, mas só ganhou força no Brasil nos últimos três anos. Além da flexibilidade e da vantagem econômica, ele destaca os apps como uma ferramenta ideal para pessoas que ficam inibidas no ambiente coletivo da academia.

O CEO explica que os aplicativos oferecem orientação, porém, sem supervisão. “Os bons filmam com mais de uma câmera para mostrar mais ângulos de cada movimento.” Entretanto, ele admite que, em uma aula muito cheia, o professor também não vai conseguir observar atentamente cada aluno.

Sobre possíveis riscos de lesões e problemas de saúde, Bruno defende que o corpo humano tem uma série de mecanismos de defesa que protegem de maneira intuitiva. De qualquer maneira, no caso BTFIT, são feitas algumas perguntas sobre o estado de saúde do usuário — com o intuito de diminuir os riscos. “Se a pessoa apresentar alguma restrição de saúde, o aplicativo recomenda não dar início ao uso antes de procurar um médico para uma avaliação mais aprofundada.”

Segundo Bruno, um dos diferenciais do BTFIT é, justamente, esse sistema inteligente que orienta o usuário de maneira personalizada. “Se ele se declarar totalmente sedentário, a flexão de braço dele vai ser contra a parede e progredir gradativamente”, exemplifica.

Outra vantagem são as aulas coletivas disponíveis — são seis opções por dia e os usuários que não pagam a versão completa do aplicativo podem fazer por uma delas diariamente.

Existem muitas opções de aplicativos — gratuitas ou pagas. Basta pesquisar e encontrar aquele com a qual você vai se sentir mais motivado. O segredo está na assiduidade.

Para todos os gostos


Conheça alguns dos aplicativos disponíveis no mercado
 
  • BTFIT
  • Freeletics
  • SWEAT: Fitness Kayla Itness
  • Zova — Helthy Life Coach
  • Nike Trainning Club
  • Nike Running Club
  • Strava
  • Treino de 7 Minutos
  • Sworkit
  • Desafio 30 Dias Para Fitness

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade