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Correio Braziliense BICHOS

Conheça as características do spitz alemão

Com mais de cinco variações de tamanhos, a raça tem feito sucesso entre os amantes dos pets


postado em 31/03/2019 08:00 / atualizado em 02/04/2019 09:39

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Ditado popular diz que “o cachorro é o melhor amigo do homem”. Para a empresária Elen Suzana Silva, 31 anos, a afirmativa faz todo o sentido. Há seis meses, Tony, filhote da raça spitz alemão, tem sido o colega de apartamento e companheiro de todas as aventuras. “Ele é muito amoroso, dengoso e gosta de ficar perto sempre que me vê desocupada. Assim que chego em casa, ele já pega um brinquedinho, me convidando pra brincar com ele.”

O filhote foi um presente de uma amiga de Elen. Durante os três meses de espera — tempo recomendado pelos veterinários para separar da mãe —, a empresária dedicou-se a estudar tudo sobre a raça para garantir a melhor adaptação. “Eu consegui aprender muito com meus amigos e pessoas próximas que tinham pets, mas consegui ótimas dicas em páginas de veterinários e adestradores.”

Como trabalha meio período em casa, consegue encaixar os passeios de Tony na rotina. Além disso, optou por realizar os cuidados de higiene e tosa no lar, assim como o adestramento. “Ele aprendeu muito rápido os locais indicados para fazer as necessidades, além dos truques que ensinei para quando quiser comer ou brincar. O Tony é muito disciplinado e obediente”, diz a tutora. E completa: “O melhor cachorrinho da face da terra!”

O perfil do spitz alemão é bem definido. São cães carinhosos, dóceis, “bons de garfo”, aprendem comandos com facilidade e muito apegados. E, justamente por apresentarem apego emocional aos donos, podem desenvolver ansiedade de separação quando deixados sozinhos por longos períodos. Entre as manifestações de ansiedade estão latidos excessivos, medo de aproximação, reatividade ao toque (evitar ser pego), se urinar ao recepcionar os donos, entre outras.

Entretanto, há ferramentas que minimizam o sentimento de solidão dos pets. “É importante fazer com o que o cachorro se sinta feliz e satisfeito durante todo o dia, mesmo na ausência dos donos. Os tutores podem deixar brinquedos espalhados pela casa, petiscos escondidos, rádio ou tevê ligados, luzes acesas, etc. Resumidamente, um ambiente agradável para que o cão fique sozinho sem sofrer” orienta o adestrador Darwin Souza, da Tudo de Cão.

Em todos os casos que atende, Darwin faz uma recomendação infalível: a inclusão dos pets em atividades do dia a dia. “Quanto mais o cachorro sai, mais tranquilo ele fica em casa e menos tempo os donos precisam se dedicar a eles. Um artifício bem bacana é incluí-los nas atividades, como levá-los para correr no parque, escolher restaurantes pet friendly para jantar e fazer atividades ao ar livre com a família”, indica.


Três é demais?


(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Apaixonada por cachorros desde a adolescência, a professora Ana Luiza Rochefort, 22 anos, materializa, hoje, o amor em dose tripla com Collin, Kenta e Mia. O primeiro spitz a “roubar” o seu coração foi Kenta, que chegou à sua casa há aproximadamente um ano e meio. Na época, a professora tinha um beagle, que morreu pouco tempo após a chegada do spitz alemão. “Eu não queria substituir a ausência do meu cachorro que faleceu com outro, mas sabia que Kenta precisava de companhia”, conta.

E, para completar a família, logo vieram os filhotes Mia e Collin, uma spitz de porte médio e um gigante, respectivamente. Ana Luiza explica que só depois que virou tutora dos três conseguiu compreender a responsabilidade e o trabalho que exige, mas curte todos os momentos intensamente. “É engraçado perceber que cada um tem a personalidade bem definida. A Mia, por exemplo, é supersociável e carinhosa, mas tem os momentos de querer ficar mais na dela. Já o Collin, o mais novo, é muito brincalhão e cheio de energia. E, muitas vezes, não tem muita noção de espaço, mesmo sendo gigante.”

Para driblar o tédio dos cães, a professora pratica o enriquecimento ambiental. A técnica consiste em deixar o ambiente do animal mais interativo, promovendo desafios que tornem a hora de comer mais estimulante, utilizando brinquedos recheados. O método é recomendado para cachorros que ficam muito tempo em casa e é uma excelente maneira de introduzir frutas e comidas saudáveis no cardápio dos pets, desde que o veterinário tenha ciência.

Respeite o espaço

A raça spitz alemão tem se tornado uma das mais procuradas nos últimos anos. A consultora e especialista em comportamento animal Corinna Drummond alerta que, muitas vezes, as pessoas são atraídas somente pela estética. “Já lidei com muitos casos de tutores que adquiriram um cachorro só pelo tamanho, pelo fofinho, status, e não tinham ideia que se tratava de uma raça que também dá certo trabalho”, explica.

Um dos problemas comportamentais mais frequentes da raça está justamente ligados à falta de autonomia do animal. Por ser pequeno, o dono costuma carregar no colo, permite que se aproprie de objetos e não respeita o temperamento e a individualidade. Por conta disso, em alguns casos, o cachorro pode responder de forma violenta e possessiva. “Tem aumentado, inclusive, o número de casos de doações de filhotes da raça. O tutor, ao se deparar com comportamentos mais exaltados, não sabe muito bem o que fazer e prefere se desfazer”, diz a especialista.

Mesmo em idades mais avançadas, os cachorros são capazes de remodelar sua conduta. Por isso, acima de tudo, é necessário ter muita paciência e amor.

Recomendações para o tutor

• Ser comedido ao chegar em casa e esperar até que o cachorro se acalme.
• Incentivar brincadeiras que incluam toda a família.
• Respeitar o espaço do animal, assim como a sua disponibilidade para interagir.
• Os cachorros dessa raça necessitam de apenas dois ou três banhos ao mês.
• Deixar ração somente no horário das refeições.
 
*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte 

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