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Correio Braziliense ESPECIAL

Musicalização infantil: Atividade ajuda no desenvolvimento dos pequenos

A música é um importante instrumento na socialização e integração e deve ser introduzida desde a primeira infância. Conheça a história de crianças e adolescentes que tiveram a vida mudada pelas batidas ritmadas


postado em 07/04/2019 07:00 / atualizado em 08/04/2019 13:59

Fernado, Davi e Caio são os integrantes da banda Os minhocas e melhores amigos(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Fernado, Davi e Caio são os integrantes da banda Os minhocas e melhores amigos (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)


Quem vê Caio Terra, 10 anos, tocando guitarra e cantando para o público não imagina que até dois anos atrás ele era um garoto extremamente tímido. A professora de música dele, Sara Abreu, relembra: “Ele chegava à escola de música, eu dava oi e ele mal olhava para o meu rosto, de vergonha”.

A música transformou a vida e a personalidade dele, fez com que conhecesse gente de todas as idades e até lhe deu os dois melhores amigos, os companheiros de banda, Davi Matheus, 10, e Fernando Sales, 9. “Nós somos irmãos”, diz Davi.

Os três se conheceram na escola onde aprendem música. Juntos, iniciaram um projeto que se transformou em uma banda de verdade: Os Minhocas. A relação é mesmo próxima como de irmãos. Nem sempre eles concordam sobre o que tocar ou com outras questões; por isso, as brigas estão sempre presentes. Mas logo passam.

Fernando, o baixista, e Davi, o baterista, lembram que, no início, nem gostavam de Caio. “Ele se achava o dono da banda”, reclama Fernando. Caio admite: “Eu achava mesmo. Só porque era vocalista. Mas depois entendi que a banda é de todos”.

Entre os profissionais da música, a opinião é quase unânime: os benefícios da musicalização infantil são fundamentais para um crescimento saudável. Ricardo José Dourado Freire é professor do Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB) e explica que a música na infância é chave para o desenvolvimento do adulto: “A questão da música é que ela é central para o desenvolvimento humano. Pesquisas mostram que a atividade musical ativa várias partes do cérebro. Desde aspectos cognitivos até motores, passando até mesmo pela linguagem. A música se torna um catalisador de todo esse desenvolvimento”.

De fato, a mãe de Caio, a empresária Rebeca Terra, 41, até se impressiona com o desenvolvimento do filho: “Ele saiu do oito para o 80. Do extremo, de muita insegurança, para se sentir dono da banda. Ainda bem que chegou num equilíbrio”. Para ela, essa é a parte mais importante do envolvimento do filho com a música: o amadurecimento pessoal dos meninos.

Enquanto Caio e Fernando são fãs do estilo trashmetal, Davi gosta mais de pop rock. Precisam, portanto, sempre chegar a um consenso sobre o que tocar. Criaram, então, as “leis minhocais”. A primeira delas define que, se dois quiserem tocar uma música, o outro tem de aceitar. Davi nem sempre fica em desvantagem. Fernando o apoia, por exemplo, no gosto por uma das músicas mais polêmicas entre eles: Anna Júlia, de Los Hermanos. Outra lei define que, em shows, quem está tocando uma música que não gosta não pode ficar emburrado. Nos ensaios, está liberado expor a chateação.
 

Apoio incondicional

 

O professor Ricardo José Dourado Freire reforça um fator muito importante da musicalização infantil: a relação com outras crianças. “A música é inerentemente coletiva. Tudo o que a gente vai fazer com música nessa idade é socializador, seja no coral, seja na escola, seja na bandinha do bairro. Mesmo se a criança estiver em um piano, ou em um instrumento sozinha, tem ajuda na complementação das atividades. Essa ideia de complementação e de que a criança não está sozinha é muito importante.”

As mães de Caio, Davi e Fernando apoiam a banda de todas as formas que podem. A servidora pública Betiza Matheus, 39, mãe de Fernando, se orgulha tanto de como o trio toca quanto de como consegue resolver os problemas entre eles. E acabou transformando o quarto de brinquedo da filha mais nova, de 4 anos, em uma sala de instrumentos. Questionado se deixa a irmã tocar a bateria dele, Davi diz que bem de vez em quando. Caio, porém, sacaneia e diz que ela toca quando o irmão não está. Um vive na casa do outro, e o outro nem precisa estar no local. As famílias se estenderam.
 
Os garotos tem até mesmo composições originais(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Os garotos tem até mesmo composições originais (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 

Sara, a professora dos meninos, sabe que, se falar com uma das mães, já significa ter falado com todas. Quando levam os meninos a shows de trashmetal, contam que caem na gargalhada. Betiza gosta de pop rock; Rebeca, de axé. “A gente fica se perguntando se não tem nada romântico”, brinca Betiza. “Eu fico rindo dos nomes das músicas e das bandas e respondendo a pergunta: “Cadê o moleque?”. Porque, quando me veem, já querem saber do Caio”, conta Rebeca.

Já com três músicas prontas e duas para colocar letra, ir a um show dos Minhocas é, além de divertido, inspirador. Impossível não se encantar com os três “pirralhos motivados” — como eles mesmos se chamam na primeira música, homônima da banda que toca AC/DC, Metallica, Los Hermanos, Capital Inicial.
 

Quanto mais cedo, melhor

 

Para profissionais da área, a música é fundamental para um crescimento saudável e deve estar presente na vida da criança até mesmo antes do nascimento: “A mãe já pode começar com estímulos vocais desde a gestação, pois ajuda no desenvolvimento da fala, do aparelho fonador. Isso passando também pelas canções de ninar, que vão dar continuidade a esse treinamento”, ensina o professor Ricardo José Dourado Freire, do Departamento de Música da UnB.

Em relação às fases de aprendizado prático, Freire detalha que existem várias abordagens. Para as crianças mais jovens, há o método Suzuki — uma filosofia que, de acordo com a Associação Musical Suzuki, defende a participação dos pais no processo de ensinamentos desde a mais tenra idade — por volta dos 4 anos. “Mas é uma adaptação que precisa de um profissional muito especializado. A faixa etária que a gente mais indica para essa introdução musical é junto ao começo da escola, geralmente aos 6 anos, porque a criança está numa fase de aprendizado em diversas vertentes. A partir dos 10 anos, já temos um aprendizado mais similar ao dos adultos, com foco na profissionalização.”

Para Felipe Guimarães, professor de bandolim infantil do Clube do Choro de Brasília, outro fator que pode ajudar na musicalização dos pequenos é a influência de casa. “Os pais são fundamentais nessa vontade das crianças, são uma influência direta. Se existir esse estímulo de levar o filho a espetáculos, colocá-lo para escutar os instrumentos em diferente ritmos, fica muito mais fácil.” Ele explica, porém, que a musicalização é uma coisa e a aula de instrumento é outra. “A musicalização é a ideia do estímulo, com vários instrumentos, na construção, apreciação musical, ambientes sonoros. Então, é algo que vai além do estúdio”, diferencia.
 

Dedicação desde bebê

 

A música faz parte da vida de Isabella, 15 anos, desde a barriga da mãe, a nutricionista Dulce Cardoso Batista Barradas, 47. Ela colocava música para a filha ouvir. Com 2 anos, tinha aulas no condomínio onde mora, com a professora e cantora Célia Porto. Na época, ainda não tocava violino ou qualquer outro instrumento musical. A voz, o corpo e a família eram as ferramentas de aprendizado. “Foi algo importante não só para ela, como para mim e para o pai. O tempo que passávamos juntos na aula era de muito valor para o nosso vínculo”, relembra a mãe, que, até hoje, faz questão de acompanhar as aulas da filha.

Depois, Isabella entrou no projeto de Musicalização para Crianças da UnB, onde Célia ainda dá aulas. Com bebês de 6 meses até crianças de 5 anos, a ideia é trabalhar a percepção musical, ligada a uma diversidade de ritmo e melodia. “Além disso, ressaltamos a importância do contato com a família e promovemos o que está ficando quase extinto no mundo: o pai brincar com a criança, cantar, fazer jogos de mão, que tínhamos antes e perdemos. Ensinamos os pais a brincarem musicalmente com o filho”, explica Célia Porto.

O objetivo não era transformar Isabella em uma profissional da música, nem mesmo que ela tocasse algum instrumento para sempre. Mas, de forma natural, foi o que aconteceu. Por volta dos 5 anos, ela teve contato com diversos instrumentos e acabou se interessando mais pelo violino, o qual toca na orquestra juvenil da UnB. “Quando escolhi, eu ainda tinha 6 anos. Achei interessante o instrumento em si, toda a complexidade, o som que ele (o violino) tem, enfim, tudo isso”, explica a jovem.
 
Com apenas 15 anos, Isabella toca violino há quase uma década(foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
Com apenas 15 anos, Isabella toca violino há quase uma década (foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
 

Para a mãe, a música teve uma grande influência na personalidade de Isabella. “A música ajudou a agregar ainda mais valores para a vida dela, para que crescesse com um coração bom.” Sem falar na socialização: “Ela tem contato com pessoas diferentes, tem que trabalhar em equipe. Na orquestra, tem projetos com crianças da Estrutural”.
 

Trabalho duro

 

Isabella estuda violino cerca de meia hora por dia e, semanalmente, tem 45 minutos de aula particular e 2 horas de prática na orquestra. Haja dedicação e disciplina. Em especial para uma menina de 15 anos. Dulce acredita que a música lhe ensinou a ter comprometimento com tudo o que faz, além de ajudar na memória e na concentração. “Em tudo o que se propõe a fazer, ela se empenha. Com a audição muito apurada, na escola, ela consegue aprender muito rápido, prestando atenção às aulas, e lembra de tudo que o professor ensina”, identifica.

O orgulho é claro. Em especial porque Isabella retomou uma tradição da família, com dois bisavôs autodidatas na música. No ano passado, foi a primeira vez que a tímida jovem se apresentou para os colegas da escola. Cursando o primeiro ano do ensino médio, Isabella diz que não pretende ficar só no violino: “Eu quero ainda aprender a tocar flauta, mas não a normal, a transversal”. Entre risos, a mãe completa: “Ela acha a flauta normal muito básica”.

“A música me preenche. Com ela, eu me sinto mais completa, dá para me expressar, eu me sinto melhor”, comenta Isabella, que já compôs três faixas no violino. “Para falar a realidade, é bem difícil, porque você começa a fazer e percebe que já existe algo parecido, mas é bem gratificante.” As inspirações para as canções foram a cachorrinha, o circo e o forró.

Sobre o futuro, Isabella explica, ao lado da professora Talita Paiva, que acompanha a jovem há sete anos, que tem o sonho de se tornar médica, mas que nunca deixará a música para trás.

A jovem Isabella, a mãe Dulce Cardoso Batista Barradas e a professora Talita Paiva.(foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
A jovem Isabella, a mãe Dulce Cardoso Batista Barradas e a professora Talita Paiva. (foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
 
 

Aprendendo de forma lúdica

 

Um detalhe fundamental lembrado pelos especialistas é o cuidado que os pais devem ter com a pressão por ter um “filho músico”. A regra é clara: a criança deve, acima de tudo, se divertir, ter um espaço e um universo de ação, sendo que qualquer interferência desconfortável pode ser até mesmo traumática.

“A questão é tratar a criança como criança e não como um ‘miniadulto’. Se o pai trata como uma profissão, vai perder a graça e acaba trazendo problemas. A criança tem de estar no seu universo, e cabe ao adulto guiá-la por um processo de desenvolvimento que seja divertido”, comenta o professor Ricardo José Dourado Freire, da UnB.

Jesuhay Leão, professor de violão no Clube de Choro, corrobora: “Vamos fazer uma comparação com uma criança que está se alfabetizando, entendendo as figuras, os símbolos. Só depois de um tempo, ela vai conseguir entender um dicionário. É parecido com a música. Não dá para deixar a criança pular esse momento da musicalização e diversão e ir direto a um estúdio.

Ele ressalta que o período da musicalização é o momento para tentar fazer a criança ter espaço de ser criança. “Não há necessidade de encontrar uma nota específica. Eu apresento as figuras musicais mais importantes, a pauta, e eles até aprendem a tocar algumas notas, mas isso nunca no contexto de ser uma obrigação. A gente não cobra e, quando vê, eles já estão tocando.”

Além da música

Agitação, cochichos exacerbados, risadinhas pouco contidas. Foi assim que cerca de 30 alunos instrumentistas do projeto Música na Escola aguardavam a chegada da reportagem da Revista no Centro de Ensino Fundamental 11 do Gama. Debaixo de uma típica chuva de fim de verão, a quadra coberta da escola apresentava um trabalho e tanto de musicalização infantil. O programa completa 20 anos em 2019 e carrega no histórico a formação de quase 400 alunos — 350 com idade entre 10 e 14 anos, e 30 entre 15 e 19 anos.

Além dos momentos marcantes, como as apresentações em embaixadas ou dividir o palco com a Orquestra do Exército e a Orquestra Sinfônica Cláudio Santoro, o grupo faz parte de um processo de educação que vai muito além da música. “O que eu vi desde que cheguei são talentos revelados. Meninos que estão tocando e que também têm uma educação sólida. O objetivo aqui não é profissionalizar, mesmo que, às vezes, isso acabe ocorrendo. Temos alunos que são muito introspectivos, com problemas no rendimento, problemas familiares e veem no projeto uma razão para ficar na escola”, explica Thiago Francis, um dos professores de música do colégio, que atua no local desde 2013.
 
Alunos do projeto Música na Escola do CEF 11 do Gama(foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
Alunos do projeto Música na Escola do CEF 11 do Gama (foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
 

Ao lado de Lincoln Costa e Débora Bastos, Francis ressalta o quanto a banda da escola ultrapassa as notas musicais: “Neste mundo de bullying, a gente ensina aos alunos o respeito pela música. São estudantes que tinham problema com indisciplina, mas agora se dedicam, cuidam de instrumentos caros, enfim, têm uma nova perspectiva”.

A ideia do professor está em comunhão com o precursor do projeto no CEF 11, o atual diretor da escola, Luiz Fermiano. “O objetivo não é só fazer música, mas formar cidadão. No início, era uma fanfarra, só de percussão. Hoje, eles já cresceram muito, são uma banda musical mesmo. E, se a criança não conseguir fazer parte pelos instrumentos, tem outras atividades relacionadas ao universo da música. O foco é a inclusão”, explica.

Para todos

No projeto, ao total, são cerca de 90 alunos que participam de vários contextos da musicalização infantil. E o trabalho não se restringe aos alunos da escola. Pelo contrário. Também fazem parte da banda crianças da comunidade e até pais de alunos. Entre competições com outras bandas escolares, viagens regionais e apresentações oficiais, os alunos chegam a fazer até dois shows por mês nos segundos semestres dos anos — momento em que a carga acadêmica de conteúdo da escola dá uma folguinha. Profissionais do Instituto Banda Sinfônica de Brasília também auxiliam o projeto com oficinas musicais.
 
(foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
 

“Nosso apelo é que o governo invista em educação musical. Não é uma perda de tempo. A gente trabalha em uma escola pública, que tem de ser cuidada pelo governo, com leis específicas para educação musical nas escolas. A gente não ensina só o instrumento, mas, sim, a musicalização. Existe um foco na humanidade”, comenta Francis sobre as dificuldades que o projeto sofre em relação a recursos.

“Existem limitantes, faltam recursos, mas o valor da recompensa é sem palavras. Ver os meninos desfilando no 7 de setembro, na frente do presidente, passando em universidades públicas... Tudo isso é uma satisfação que não cabe no peito”, completa Fermiano.

Paixão pelo clarinete

A troca de olhares rápida e pouco sutil entre uma fotografia e outra não nega o parentesco único que Marcela e Luara Azevedo compartilham. As gêmeas, de 13 anos, fazem parte da banda tocando clarinete e não escondem a alegria de fazer parte desse verdadeiro time. Marcela foi a primeira a fazer os testes para entrar no projeto e, como explica a mãe, Luana Azevedo, 33, serviu de influência para a irmã.

“Marcela se inscreveu primeiro. Luara se interessou e pediu para participar também. Eu não esperava que elas fossem gostar de forma alguma, nunca foi algo que parecia interessante para elas e, para ser franca, eu nem sabia que tinha projetos assim por aqui”, comenta a auxiliar de coordenação.
 
As gêmeas Marcela e Luara com a mãe Luana Azevedo no projeto Música na Escola do CEF 11 do Gama(foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
As gêmeas Marcela e Luara com a mãe Luana Azevedo no projeto Música na Escola do CEF 11 do Gama (foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
 

Luana aproveitou a visita à escola, no dia da entrevista, para tentar incluir o irmão na banda — que também tem 13 anos e estuda em outro colégio. Ocorre que a fama benéfica do projeto já ronda a região. “Pelas experiências que tive com minhas filhas, pude ver como a escola é boa para as crianças, e queria isso para ele”, justifica.

Ainda de acordo com a mãe, os benefícios para as gêmeas definitivamente estão longe de ficar restritos à música. “Óbvio que o incentivo é muito importante. É uma educação. Depois de entrarem na banda, as duas passaram a conviver melhor, não ficam brigando, não têm tanto atrito.”

Para as meninas, que já estão há dois anos praticando clarinete, não há muito o que explicar: o projeto é bom e pronto. “Não sei muito como falar, mas é bom, sabe? Nós visitamos lugares muito bonitos com a banda, tocamos, é bom conhecer outros lugares, outras pessoas.” A argumentação de Luara vem acompanhada da primeira experiência na banda: “Eu estava na sala quando o professor nos convidou. Falei que queria, e fui. Foi um pouco difícil no começo, pois não tinha contato com o clarinete, mas não desisti”.
 
As gêmeas Marcela Azevedo e Luara Azevedo tocam clarinete no projeto Música na Escola do CEF 11 do Gama(foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
As gêmeas Marcela Azevedo e Luara Azevedo tocam clarinete no projeto Música na Escola do CEF 11 do Gama (foto: Ronayre Nunes/Esp. CB/D.A Press)
 

Para a irmã, Marcela, o instrumento é um companheiro para a vida. “Acho que tocar é uma espécie de dote. Uma coisa que faz parte de você, que é muito especial para as pessoas.” Ao ser questionada sobre o que faria caso não estive junto aos colegas tocando, a garota é assertiva: “Eu gosto da música; então, se eu não estivesse na banda, acho que ia estar assistindo, como toda a escola”. Em geral, os alunos praticam em duas manhãs ao longo de cada semana, o ensino na escola é integral.

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