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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Mudança de hábito: Mães contam como a alimentação melhorou após os filhos

Mulheres passaram a adotar um estilo de vida mais saudável por conta dos pequenos


postado em 05/05/2019 08:00 / atualizado em 02/05/2019 19:29

Sáskia Lima passou até a dar dicas de alimentação saudável para outras mães depois do nascimento de Sarah, Miguel e Henrique(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Sáskia Lima passou até a dar dicas de alimentação saudável para outras mães depois do nascimento de Sarah, Miguel e Henrique (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)


Filhos vêm para melhorar a vida. Eles trazem o melhor tanto para as mães quanto para os pais. Alguns chegam até a adotar um estilo de vida mais saudável. É o caso da servidora pública Sáskia Lima, 39 anos, que, além de aprender a cozinhar, aventurou-se em receitas mais nutritivas e acabou transformando a experiência em um segundo ofício. E também da servidora pública Priscilla de Abreu Siqueira, 37, que, simplesmente, não tinha horário para comer e chegou a ficar com o colesterol bem alto.

Sáskia, mãe da Sarah, 6 anos, e dos gêmeos Miguel e Henrique, 2, morou muitos anos sozinha, mas nunca aprendeu a cozinhar. “Eu comia muita coisa industrializada, muita comida congelada, pronta”, relembra. Quando se casou, aprendeu uma coisa ou outra, para receber os amigos. Mas foi só quando engravidou pela primeira vez, há mais de seis anos, que começou a realmente prestar atenção na dieta. “A Sarah estava com restrição de crescimento e busquei orientação de um nutricionista”, conta.

O sinal precisou ficar amarelo para que ela passasse a caminhar para uma vida mais equilibrada. Foi na introdução alimentar de Sarah que a mãe usou uma panela de pressão pela primeira vez e teve que começar a comprar frutas e verduras regularmente. “Não é que eu não gostasse, mas não tinha o hábito. Com ela, virou uma obrigação, e eu e meu marido passamos a comer também”, explica.

Depois dos 2 anos de Sarah, Sáskia começou a ficar preocupado. É quando a criança está liberada para comer tudo, inclusive um dos maiores e mais sedutores vilões: o açúcar. “Eu fiquei com medo de todo o meu esforço ir por água abaixo e comecei a ter vários questionamentos. Com almoço e jantar era fácil: comida normal, arroz, feijão, carne, verdura, salada. O complicado eram os lanches. É onde costumam entrar as coisas menos saudáveis. Eu queria fugir do danoninho e da bolacha maisena”, afirma.

Começou a preparar os lanches. Mas sem abrir mão da praticidade. É tudo simples e alguns até dá para congelar. Tornou-se culinarista, adquiriu ainda a possibilidade de adaptar receitas que não são tão saudáveis, criou uma página no Instagram, a @lancheiradivertida, para dar dicas a outras pessoas e passou a dar cursos. “As oficinas são sempre com nutricionista, e o meu foco é ensinar a fazer e mostrar como é lá em casa, como eu faço, o que eu crio e o que eu substituo”, esclarece.

Na casa, todos comem o que ela faz. O marido não abriu mão do chocolate e do refrigerante, mas gosta das receitas. “O lanche que faço para as crianças, preparo para mim e para o meu marido. Como faço à noite, antes de dormir, a primeira fornada é nossa”, brinca. Com Sarah, Henrique e Miguel, ela trabalha o que é exceção e o que é rotina. “O equilíbrio não mata. Eles sabem o que podem só de vez em quando”, orgulha-se.

Um processo


Mãe de Vinícius, 3 anos, e das gêmeas Maitê e Cecília, 11 meses, Priscilla acredita que muita coisa ainda pode mudar em sua rotina alimentar, mas já está muito melhor. Aprendeu a comer cenoura, brócolis e a colocar menos açúcar nos alimentos. Tinha o maior preconceito com quem falava muito sobre alimentação saudável. Por causa do filho, ela diz que “abriu a cabeça”. Hoje em dia, entra no assunto e quer compartilhar experiências e receitas.

“Quando eu e meu marido nos casamos, o que tínhamos em casa eram sucrilhos, iogurte e leite”, conta. Comiam sanduíches de madrugada e ela costumava ficar sem almoçar. Não tinha horário para comer, e isso a levou a ter o colesterol alto. Engajada em mudar, quando o primeiro filho fez 3 meses e estava prestes a começar a introdução alimentar, fez um curso para aprender a preparar papinhas. “Fui introduzindo, então, verduras na casa”, relembra.

Na jornada da alimentação saudável, conheceu o óleo de coco, começou a fazer omeletes e bolinhos saudáveis e substituiu a farinha branca por farinha integral. Até o que não gosta, faz um esforço para comer e eles comem bem. A servidora quer dar o melhor exemplo para os pequenos. E funciona. “Temos que treinar o paladar”, recomenda.

Antes, Priscilla comia na rua e, às vezes, até ficava sem comer. Hoje, não faz mais isso. “Preciso comer bem para ter energia para cuidar deles”, explica. Passou a levar marmita para o trabalho. Antes, se não levasse, pediria um fast food. Atualmente, quando não leva, pede um bife. “Escolher coisas mais saudáveis está ficando automático”, orgulha-se.

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