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Correio Braziliense

Bordados, macramê e renda marcam segundo dia de desfiles em Fortaleza

As peças apresentadas fazem alusão à herança e a cultura nordestina


postado em 18/05/2019 12:00 / atualizado em 18/05/2019 12:09

Desfile Saldanha(foto: Roberta Braga e Chico Gomes/Divulgacao)
Desfile Saldanha (foto: Roberta Braga e Chico Gomes/Divulgacao)
A quinta-feira (16/5) começou com beachwear no DFB. A marca carioca ESC apresentou a nova coleção na passarela do DFBeach Club, à beira da praia e durante o pôr-do-sol. Nada mais adequado para uma coleção inspirada na transformação através da luz.

Os tops e as hot pants vieram em modelagens descomplicadas e clean. As listras e as formas geométricas reforçaram o estilo minimalista.

Em seguida, foi a vez da Saldanha apresentar peças cheias de amplitude e com uma mistura entre cores fortes como o amarelo neon e o nude. 

O macramê apareceu novamente, em franjas, cintos e outros detalhes pelos looks. As peças teladas, com cordas de aspecto rústico, remetiam as redes dos pescadores. 

Criada pelos estudantes dos cursos de costureiro, modelista e figurinista do Senac Ceará, a coleção Cariri Visceral foi uma ode à identidade cearense e nordestina. 

Palha, macramê, cordas, renda e couro, típicos e representativos da região, surgiram em modelagens conventuais e artísticas. Com o primeiro look, foi representada também a força feminina, com uma modelo representando o sol forte e poderoso, comandando todo um desfile de natureza. 

Em apresentação dupla, depois do Cariri Visceral, foi a vez de Bruno Olly que empolgou o público com inspiração no mundo pugilista. 

Com maquiagem que simulava rostos machucados em luta, os modelos desfilaram peças urbanas e esportivas, com cores fortes em neon. O upcycling se mostrou em recortes em couro e jeans. 

Desfile Jangadeiro Têxtil(foto: Roberta Braga e Chico Gomes/Divulgacao)
Desfile Jangadeiro Têxtil (foto: Roberta Braga e Chico Gomes/Divulgacao)
A apresentação da Jangadeiro Têxtil, do Sinditêxtil, trouxe a representação da força da mulher dos jangadeiros. Com inspiração nos barcos e no movimento do mar, as peças trouxeram leveza e movimento nas peças com estampas em aquarela e pinceladas. 

Azul e verde profundos e intensos, em contraste com tons terrosos colaboraram para criar o clima natural. 

Contando a história dos bordados, a Rendá apostou em releituras e na valorização do trabalho das rendeiras. O bordado Richelieu e a renda renascença vieram em peças brancas e em tons de rosa e roxo. Aliando elegância e simplicidade a Rendá arrematou o romantismo e a origem nordestina com um sanfoneiro tocando “La vie en rose”. 

Um dos desfiles mais aguardados, David Lee trouxe as cores tradicionais da marca, amarelo, preto e vermelho. Detalhes de flores bordadas davam ar de delicadeza e luxo a peças mais despojadas. 

Calças e macacões com tecidos leves e fluidos se misturaram as intrincadas tramas de tricô com equilíbrio. 

Com inspiração oitentista, mangas bufantes e bastante animal print, Wager Kallieno encerrou o segundo dia de evento. 

O neon mostrou a cara novamente em peças assimétricas e de inspiração biker. O sportswear encontrou o maxi dos anos 80, o que resultou em uma mistura meio causal chic. 

A Revista continua acompanhando o DFB Festival por aqui e pelo nosso Instagram @revistadocorreio. Confira as fotos e vídeos dos desfiles!

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