Publicidade

Correio Braziliense

Nordeste fashion

Crochê, macramê, linho, renda e tantas outras referências nordestinas foram desfiladas durante o DFB Fashion, em Fortaleza


postado em 26/05/2019 04:10 / atualizado em 01/06/2019 19:32

(foto: Roberta Braga e Chico Gomes/Divulgação)
(foto: Roberta Braga e Chico Gomes/Divulgação)
A identidade nordestina esteve em foco durante a maior semana de moda autoral da América Latina — o DFB Festival 2019, que agitou Fortaleza entre os dias 15 e 18. Nas passarelas, fortes referências às redes de pesca, ao sertão e ao trabalho artesanal que marcam a região. O sol, o mar, a areia, os tons terrosos da seca, os barcos e suas velas e o céu foram grandes inspirações de paletas de cor para grande parte dos estilistas. Um festival com orgulho de ser cearense.

Para celebrar a edição de 20 anos, o evento ocorreu em um ponto turístico do Ceará, nas areias do Aterro da Praia de Iracema. Além dos desfiles, a programação contou com shows, apresentações de companhias de dança, exposições fotográficas, feiras de marcas sustentáveis e gastronomia. Confira as principais tendências apresentadas nas 36 coleções autorais.










Crochê e macramê
O crochê e o macramê foram grandes protagonistas no DFB 2019. Em detalhes nos looks ou em peças inteiras, surgiram cheios de cores e acompanhados de franjas com bastante movimento. O estilista Vitor Cunha, estreante nas passarelas, apostou em tramas, macramês e crochês em tingimento artesanal. As cores dos looks remetiam ao mar, à areia e ao pôr do sol. Na Saldanha, com coleção inspirada nos ventos costeiros do Ceará, o movimento das franjas chamou atenção. A Marju também trabalhou a tendência em seu beachwear.






Renda
Almerinda Maria, conhecida como a mulher do mix de rendas, trouxe para seu desfile diversas tramas, como as de labirinto, a renascença e a richelieu. Na Rendá, de Camila Arraes, a renda richelieu foi a protagonista.




Cores fortes
As cores fortes foram protagonistas nos desfiles de Bruno Olly e da Baba, criando contrastes. O neon no laranja, rosa, verde e amarelo também fez aparições por diversos desfiles inseridos nas temáticas, como mostram os looks das outras tendências apontadas pela Revista, como David Lee.




Cintura marcada
A cintura bem definida também foi sucesso nas passarelas do DFB. A exemplo dos desfiles de Ronaldo Silvestre, Jeferson Ribeiro, Wagner Kallieno e Kallil Nepomuceno




Telas e tramas
Peças transparentes com telas bordadas e permeadas por tramas também fizeram sucesso e referência direta à pesca e à herança nordestina. O novo projeto de Cláudio Silveira, criador do DFB, a Rota Jeri, teve coleção inspirada em municípios onde vivem e trabalham rendeiras e bordadeiras. Melk Z-Da e Kallil Nepomuceno seguiram a tendência.






Linho
O tecido foi um dos grandes protagonistas do DFB Festival, aparecendo em cerca de 90% das coleções, nas outras tendências apontadas pela Revista nessas páginas, é possível flagrar o tecido em todo lugar. Veio em diversas modelagens, estilos, cru, colorido artesanalmente e com tingimento sustentável, como nas coleções de Gisela Franck e Parko. Silvânia de Deus foi a primeira estilista a desfilar no primeiro DFB, na época chamado de Dragão Fashion, em 1999, e foi a escolhida para encerrar a edição de 20 anos do festival. O linho também apareceu em sua coleção.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade