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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIÇÃO

Conheça os tipos de macarrão e seus benefícios

O macarrão é saboroso e versátil. Conheça alternativas do prato que são menos calóricas e ricas em nutrientes para complementar a dieta


postado em 27/05/2019 09:00 / atualizado em 24/05/2019 13:19


 
Vegana, Lígia Braga costuma preparar diversos macarrões vegetais: saboroso e nutritivo(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Vegana, Lígia Braga costuma preparar diversos macarrões vegetais: saboroso e nutritivo (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
 
É difícil encontrar quem não se renda aos encantos de uma boa massa. O Brasil é o terceiro maior consumidor de macarrão do mundo — ficando atrás apenas da Itália e dos Estados Unidos — e as variações do prato ganham cada vez mais adeptos. Escolher um tipo que atenda às expectativas, seja por conta da dieta ou de alguma restrição alimentar, seja por gosto pessoal, está cada vez mais fácil.

Valéria Goulart, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), explica que, ainda que a massa seja uma fonte de magnésio, ferro, vitaminas, cálcio e fibras, a principal composição do macarrão são os carboidratos. Por isso, muita gente opta por alguma alternativa diferente da massa tradicional de trigo — especialmente pessoas que estão em dietas low carb. Intolerantes ao glúten e glicêmicos também podem enfrentar problemas ao ingerir o macarrão tradicional.

A gama de opções é vasta. Para quem quer perder peso ou tem algum tipo de intolerância, as melhores opções são os vegetais (de abobrinha, cenoura, pupunha) ou as massas de arroz e milho. Já para quem se preocupa com o valor nutricional, o macarrão integral é uma ótima escolha. Por conta do processo de fabricação, o trigo é conservado em sua forma integral, tornando-o mais rico em vitaminas e minerais, que não se perdem na fase de refinamento.

Entretanto, isso não quer dizer que o macarrão tradicional seja um vilão. “A recomendação desse alimento na dieta varia de acordo com a individualidade do consumidor”, lembra Michelle Mendes, nutricionista funcional e oncológica da Aliança Instituto de Oncologia. O que realmente pesa, segundo Valéria Goulart, são os molhos. Associar o alimento, que já é rico em carboidratos, a combinações calóricas, como os feitos de queijo, deixa a massa mais pesada. “O ideal é investir nos molhos vermelhos ou nos azeites extravirgem e finalizar com castanhas, por exemplo”, recomenda a nutróloga.

Escolha vegetal

Lígia Braga, 25 anos, adora criar as próprias receitas, e adotou os macarrões vegetais na dieta há mais de cinco anos. “Comer massa é prazeroso, e não associamos os vegetais a alimentos muito saborosos. Unindo os dois, você consegue enganar o cérebro e comer algo muito nutritivo com prazer”, acredita a publicitária.

Ela segue uma dieta vegana e já provou diversos tipos: macarrão de feijão, de soja, de batata-baroa, de pupunha e de acelga são alguns exemplos. Mas o de abobrinha é o favorito. “Ele tem menos calorias, a textura é interessante e também tem um sabor neutro, funciona bem com várias combinações”, explica.

Lígia está abrindo um café e pretende investir nas opções para o cardápio do estabelecimento. “Queremos disponibilizar várias possibilidades, e é uma ótima opção para crianças também, que, normalmente, não gostam de comer vegetais”, acredita. Os macarrões coloridos, famosos especialmente no público infantil, também são uma boa escolha quando feitos com vegetais desidratados.

O macarrão de pupunha, feito da espécie de palmito, está caindo no gosto dos amantes da dieta saudável e menos calórica, por conta do alto valor nutricional. Ele é rico em cálcio, fósforo e proteínas. “É um alimento gostoso, com pouquíssimas calorias, que tem a mesma textura da massa tradicional”, explica a nutróloga Valéria.


Macarrão de arroz

De origem chinesa, o macarrão de arroz é rico em benefícios à saúde. Valéria Goulart explica que esse tipo de massa não tem gorduras saturadas e conta com menor índice glicêmico que o macarrão de trigo. Além disso, não tem glúten e é ideal para quem quer manter o peso ou emagrecer, garante a especialista.

As combinações também podem ser múltiplas. A massa de arroz funciona muito bem com saladas, legumes e queijos magros, como ricota e cottage. O chef de cozinha Dudu Sperandio recomenda algumas opções de misturas. “Elas ficam bem com gengibre, castanhas e amêndoas, por exemplo”.

Também de origem oriental, o macarrão de konjac — raiz forte rica em ferro, potássio, fósforo, minerais, vitaminas e selênio, além de sua composição principal, o glucomanano (fibra que não é absorvida e dá sensação de saciedade) — está ganhando cada vez mais adeptos.

Estima-se que 200g de macarrão de konjac têm apenas 18 calorias. Além disso, ele melhora o funcionamento do intestino, por conta da quantidade significativa de fibras, diminui o colesterol ruim e a glicemia, além de permitir uma maior absorção dos nutrientes.

Origem incerta

Não se sabe ao certo qual a origem do macarrão, mas a existência de uma pasta cozida à base de cereais remete à Antiguidade — estima-se que 2.500 anos antes de Cristo. Porém, a versão mais aceita é de que o prato, como é conhecido hoje, foi levado pelos árabes à Sicília, no século 9. A partir de então, os italianos foram os principais difusores da massa, a partir do século 13, criando variados tipos e formatos.
 
 
* Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte 

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