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Correio Braziliense

Sintomas de paixão: veja o que acontece com o corpo apaixonado

Não se trata apenas de um sentimento. A pessoa sente no corpo quando está apaixonado. Saiba por quê


postado em 09/06/2019 14:00 / atualizado em 10/06/2019 14:28

(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
 

 

O coração bate mais rápido? Sente aquele embrulho no estômago ou uma explosão de energia quando ele ou ela lhe olha? Mais que mexer com a cabeça, a paixão altera muitas funções do corpo, pois também é um fenômeno fisiológico. Quando surge o interesse por alguém, o cérebro começa a fabricar e liberar hormônios em grande quantidade.

“Neuroquimicamente, o cérebro reage à ação com a mudança de alguns neurotransmissores. Temos, então, o aumento da dopamina, assim como o crescimento dos níveis de endorfina e de oxitocina, o hormônio do amor, que aumenta a sensação de apego, bem-estar e segurança”, explica o neurocientista e psiquiatra Diogo Lara.

O resultado dessas alterações hormonais são aquelas conhecidas por quem já experimentou o sentimento da paixão: aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, corpo mais quente e excesso de suor, falta de apetite, insônia, além da sensação de bem-estar e prazer quando se está com a pessoa amada.

Segundo o neurocientista, é devido a essas alterações no cérebro que algumas pessoas têm mais facilidade ou dificuldade em se apaixonar. “Alguns seres humanos são mais rígidos, racionais, analíticos e acessam menos a área do cérebro que controla as sensações e emoções. Elas tendem a ser menos suscetíveis a paixões.”

A paixão também tem data de validade. De acordo como os estudos mais recentes, pode durar de 12 a 24 meses, no máximo. Quando esse estado apaixonado passa, as relações tendem a entrar no modo amor companheiro, que é caracterizado pelo retorno aos níveis basais dos neuro-hormônios e neurotransmissores que estavam bombardeando o corpo de sensações.

Apesar de atingir todas as idades, a paixão avassaladora é mais comum na adolescência e no começo da fase adulta, e requer cuidados. “A paixão não correspondida nesse período pode ser um problema também, pois isso demanda uma grande mudança bioquímica no organismo e, quando ele se depara com a dura realidade da rejeição, é o famoso ‘meu mundo caiu’. E não é brincadeira. Com frequência, isso pode se tornar uma situação traumática, que vai influenciar em relações futuras.”

 

 
No cérebro

Ocorrem diversas modificações no cérebro devido a liberação de vários hormônios: 

 

Oxitocina e vasopressina: agem localmente no cérebro, sendo neuropeptídeos estão associados ao apego, estreitar vínculo afetivos e preferência)

 

Dopamina: está associada a motivação e prazer, associada a recompensa, o indivíduo tem muito mais energia)

Serotonina: os níveis de serotonina caem, provocando um efeito calmante, diminuindo a sensação de estresse.

Cortisol: sintomas de euforia, ansiedade e insegurança, além de provocar menos fome e tornar o indivíduo hipervigilante

 

Endorfina: provoca a sensação de bem estar

 

Rosto

O sangue circula com mais frequência nos vasos sanguíneos, com isso os lábios ficam mais cheios e rosados e a pele do rosto fica mais corado.

 

Coração

Como o aumento na adrenalina  cortisol, o coração bate mais forte e pode chegar até 150 batimentos por minuto. 


Estômago

Sistema digestório se altera, o indivíduo tendem a sentir menos fome

 

Pele

A temperatura tendem a ficar mais alta, como isso, o corpo produz suor para baixar a temperatura do corpo. O resultado é que os toques na pele ativam uma espécie de sistema de recompensa, que gera prazer.



* Estagiária só supervisão de Sibele Negromonte

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