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Correio Braziliense MODA

O Estilo das motociclistas brasilienses

Elas provam que é possível aliar conforto e segurança com uma grande dose de charme e elegância para pegar a estrada


postado em 28/07/2019 07:00 / atualizado em 25/07/2019 13:40

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Com muita personalidade, as mulheres provam que existe, sim, espaço para o sexo feminino no universo do motociclismo. Elas pegam a estrada e pilotam muito, sem abrir mão da vaidade, da beleza e da feminilidade. Unem o estilo e a determinação à segurança e ao conforto sobre as duas rodas.

Marcando presença no Capital Moto Week 2019, maior festival de motociclismo da América Latina, que se encerrou ontem em Brasília, as participantes de diversos grupos de motociclistas acrescentam ao evento uma mensagem de irmandade, empoderamento e representatividade no motociclismo feminino. Tudo isso somado a um ingrediente especial: estilo ímpar.

Os looks total black são a marca registrada, mas sem deixar de lado um pouquinho da preferência de cada uma delas. Na produção dessas mulheres, é possível encontrar peças em couro, animal print, acessórios supercriativos, paetês, muito brilho e salto alto como companheiros inseparáveis — até mesmo para pilotar.

“A gente não pilota, a gente desfila”, declara, orgulhosa, a escritora Alice Castro, 52 anos. Elas, porém, não deixam a segurança de lado nem por um segundo. As luvas e os capacetes, itens indispensáveis para pilotar, se tornam acessórios chave também para a produção.

A Revista conheceu o estilo de sete motociclistas — e fashionistas. Elas são a prova de que é possível pegar a estrada sem abrir mão da feminilidade.


Segurança fashion


Antes de pegar a estrada, é importante se certificar de que todos os equipamentos de segurança estão em dia. Diferentemente de dirigir na cidade, percorrer distâncias maiores exige outro tipo de proteção. 
 
Nos pés, é fundamental escolher uma bota que firme bem o tornozelo. Com salto ou sem salto, o importante é que ela esteja bem segura. As mãos precisam das luvas que contam com proteção térmica.
 
Outra recomendação é estar sempre atento a produtos que facilitem a manutenção da temperatura corporal. A chamada segunda pele, por exemplo, consegue cumprir a função de forma bastante satisfatória.
 
As calças recomendadas são as que têm proteção extra nas regiões do joelho e do quadril. Para o tronco, os coletes de manga comprida, chamados robocop, são a melhor escolha, por terem proteção no cotovelo, nos ombros, no peito e na coluna.
 
Durante o inverno, jaquetas de couro ou metais mais tecnológicos, com fibras de proteção, funcionam muito bem para proteger o corpo. E, no pescoço, é importante usar um lenço ou uma pescoceira, da mesma tecnologia da roupa de baixo.
 
O capacete para a estrada deve incluir a proteção do queixo e da mandíbula. E, para os olhos, existem três tipos de óculos que podem ser usados, de acordo com a situação — os amarelos são preferíveis para viagens noturnas ou chuvosas; a lente escura serve para proteger a visão do sol; e, caso necessário, os óculos de grau.
 
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A gestora de eventos Ana Flávia Coelho conta que o seu estilo é mais discreto. “Eu gosto de combinar a roupa com a cor da moto e do capacete, prezando pela unidade visual”, explica. Na cabeça, o detalhe do equipamento de segurança é um rabinho de animal, para dar o charme. Além da proteção do pescoço, um truque é adicionar lenços diferentes para compor o look.

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

No look total black, Fabrícia Belo adiciona o charme do coturno prateado — que já deixou de ser tendência e faz parte da lista de itens obrigatórios das mais fashionistas. “Meu estilo é mais despojado e casual”, descreve a advogada.

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A escritora Alice Castro não tira o salto alto dos pés para nada e não é diferente quando o assunto é pilotar. “O meu estilo é bota de cano alto e salto de bico fino.” Sobre a produção preferida, ela conta que varia muito. “Depende de como estou me sentindo no dia, não existe regra. O que se preserva é que eu não gosto de nada muito chamativo — sou mais dos tons neutros”, conta.
 
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
 
“Eu sou uma pessoa muito versátil, e no motociclismo não é diferente”, define-se a empreendedora Fabi Cardoso. Na estrada, ela gosta mais de bota especial para pilotar; porém, na cidade, a criatividade toma conta. Ela escolheu para a produção do dia um macacão que tem caído no gosto das motociclistas — ele é inspirado nas roupas dos bastidores da Fórmula 1.

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Para a administradora Edilene Gravia, o destaque da produção são os acessórios. “Eu gosto de criar um visual mais básico, com pulseiras, colares e brincos diferentes.” Sem deixar de lado, claro, o símbolo dos motociclistas que representa igualdade: a caveira. Nos pés, ela conta que prefere botinhas sem salto.

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Leila Barros não abre mão de brilhar nem sobre duas rodas. O uso de brilho durante o dia é tendência, e nada melhor que um bom paetê para levantar a produção mais neutra. “Além disso, eu estou sempre de salto e maquiagem”, detalha a arquiteta.
 
 
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Os equipamentos de segurança da professora Luciana Roscoe são todos estilizados. Ela tem opções de capacetes rosa pink, de estampas de píton e oncinha. As luvas e o lenço no pescoço também têm que combinar com a produção. E nos pés, o inseparável salto.


*Estagiárias sob supervisão de Sibele Negromonte 

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