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Correio Braziliense

Confira dicas para ter uma sua casa ecologicamente correta

Algumas medidas simples podem tornar o projeto arquitetônico mais amigável ao meio ambiente


postado em 11/08/2019 04:09 / atualizado em 19/08/2019 15:45

No projeto de Sebastião Lopes, da Arqsol Arquitetura e Tecnologia, a escolha de piso e paredes de cores claras, aliada ao uso de vitrais, traz iluminação natural para o ambiente, dispensando o uso de lâmpadas durante o dia (foto: Jomar Bragança/Divulgação)
No projeto de Sebastião Lopes, da Arqsol Arquitetura e Tecnologia, a escolha de piso e paredes de cores claras, aliada ao uso de vitrais, traz iluminação natural para o ambiente, dispensando o uso de lâmpadas durante o dia (foto: Jomar Bragança/Divulgação)
Com a crescente preocupação com as questões ambientais, surge a pergunta: a sua casa é ecologicamente correta? Um projeto sustentável ainda é muito difícil de ser colocado em prática, isso porque a sustentabilidade não está apenas nos objetos, mas significa mudar hábitos e atitudes. É possível, porém, adotar boas práticas na construção do lar.

Medidas como coletar e reservar a água da chuva, privilegiar iluminação natural nos ambientes, instalar ecotelhado com isolamento térmico, aquecer a água por energia solar, usar lâmpadas de LED e construir pé direito alto e paredes externas duplas são estratégias que podem ser usadas para que a casa seja bioclimática.

“Quando é adotado um sistema de ventilação cruzada, aliado a um pé direito alto e a cores claras, o cômodo muito dificilmente precisará de ar-condicionado ou de luzes acesas durante o dia”, explica o arquiteto Sebastião de Oliveira Lopes, especialista em questões climáticas.

Num mundo em que o uso racional dos recursos naturais e o consumo consciente se tornam cada vez mais importantes, a arquitetura bioclimática ganha destaque nas construções. Mais do que nunca é importante que os projetos tenham como base a integração ao meio ambiente. Reduzir a poluição gerada pela obra e aproveitar da melhor maneira possível as condições climáticas e geográficas do local são as tendências do momento.

Uma obra com esse perfil deve levar em consideração o aproveitamento de recursos naturais e uma criteriosa escolha de materiais desenvolvidos pela indústria para diminuir o impacto ambiental. “Na prática, isso quer dizer que devemos construir com mais responsabilidade em relação ao meio ambiente e ao lixo produzido, evitando desperdícios e aproveitando ao máximo os recursos sustentáveis”, explica a arquiteta Elaine Faustino.
 
Este espaço gourmet, da Habitat Projetos Inteligentes, mistura matérias primas atuais como o nanoglass, com outras reaproveitadas de antigas construções, exemplo dos tijolos, que pertenciam à antiga estação de trem de Rio Claro, interior de SP(foto: Crédito: Marco Tie/Divulgação)
Este espaço gourmet, da Habitat Projetos Inteligentes, mistura matérias primas atuais como o nanoglass, com outras reaproveitadas de antigas construções, exemplo dos tijolos, que pertenciam à antiga estação de trem de Rio Claro, interior de SP (foto: Crédito: Marco Tie/Divulgação)
 

O meio ambiente agradece 

 
Tijolo ecológico

Um exemplo é o tijolo ecológico. Ao contrário dos tradicionais, que são queimados em fornos e geram gases poluentes, eles são compactados e moldados em uma prensa hidráulica, dando vida a um material de grande resistência, isolamento acústico e térmico. “Além do processo sustentável de cura, existem opções que incorporam resíduos orgânicos em sua composição, como o bagaço de cana”, conta a arquiteta.

Podem ser utilizados ainda pisos, rodapés, revestimentos e divisórias feitos a partir de bioplástico. Assim como revestimentos ecológicos à base de argila e fibras vegetais, que ainda adicionam um estilo interessante à decoração. Além disso, a aplicação de uma camada espessa de fibra colabora para a melhora do conforto térmico interno.

Apesar do custo elevado desses materiais, a arquiteta Elaine Faustino garante que é um investimento com retorno a longo prazo — reduzindo os custos com energia, água e transporte. Por esse e outros motivos, a disponibilidade de materiais sustentáveis na arquitetura vem aumentando.
 
 Tintas especiais
O mercado disponibiliza inúmeros produtos à base de água, que são as tintas e os vernizes biodegradáveis produzidos com materiais orgânicos, naturais e não tóxicos ao meio ambiente. “O mercado dispõe também de solventes e diluidores naturais, itens importantes para uma obra ou reforma”, acrescenta a arquiteta Elaine Faustino.

Vidros eletrocrômicos
São vidros inteligentes que permitem reduzir gastos com ar-condicionado, além de garantir conforto visual, controlando a passagem de luz nos ambientes. A arquiteta indica que podem ser aplicados tanto em áreas internas quanto nas fachadas das casas.

Energia solar
O uso de painéis no telhado permite o aproveitamento da energia do sol para gerar iluminação natural, e o calor pode ser usado para aquecer a água do banho, da piscina e de demais ambientes.

Madeira de demolição
Materiais reutilizados, como a madeira recuperada ou a de demolição, ou até mesmo de antigos imóveis são opções mais sustentáveis, pois são reciclados de construções antigas e trazem um charme para a decoração.

Bambus
O bambu é uma madeira leve, sustentável e que tem alta resistência à tração, características que o tornam ideal para elementos estruturais ou acabamentos e móveis internos. “É um recurso renovável pelo seu rápido crescimento”, reforça Elaine.

Leds
As lâmpadas de LED consomem bem menos energia, têm vida longa, não emitem raios ultravioletas nem infravermelhos — fatores que reduzem bastante o impacto ao meio ambiente e a conta no fim do mês.

Telhado verde e ecotelhado branco
O uso de vegetação no telhado reduz o impacto da luz solar direta, que, por sua vez, diminui o consumo de energia elétrica com ventiladores e ar-condicionado. O ecotelhado branco é um revestimento térmico produzido a partir de nanoesferas ocas de cerâmica, que são misturadas a resinas e aditivos. A arquiteta Elaine Faustino explica que ele tem a capacidade de refletir a radiação solar, reduzindo a temperatura do ambiente interno.

 

*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte





 

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