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Correio Braziliense FITNESS & NUTRIçãO

Pastas: complemento proteico para alimentação saudável

Pastas feitas à base de nuts e outras oleaginosas se tornam queridinhas dos malhadores. Para especialistas, elas ajudam no controle do colesterol e na reconstrução muscular


postado em 18/08/2019 09:00 / atualizado em 16/08/2019 15:19


(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
 
Popular nos Estados Unidos, a chamada manteiga de amendoim caiu no gosto de atletas e pessoas que desejam seguir uma alimentação saudável sem pecar no sabor. A versão brasileira do produto leva ingredientes da nossa terra, como a castanha de caju pura e sem açúcar, e vai superbem com pães. Muita gente tem dado um tempo da manteiga tradicional e apostado em pastinhas nutritivas e práticas.

Existem várias opções disponíveis no mercado ou para serem preparadas em casa: amêndoa, amendoim, avelã, castanha, gergelim — que forma a tahine, uma pasta salgada. Para ganhar no gosto, esses componentes podem ser misturados com outros produtos — de preferência, os mais naturais possíveis. Vale usar banana, cacau e mel.

Para especialistas, a lista de benefícios do alimento é longa. Para a nutricionista Camila Pedrosa, incluí-las na dieta ajuda na circulação sanguínea e melhora a absorção de cálcio, magnésio, fósforo e potássio. A iguaria também tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. “É ótimo para pessoas com complicações nas articulações do corpo, como artrite ou artrose”, recomenda.

Segundo a nutricionista Thaise Costa, as pastas viraram suplemento queridinho dos atletas. A gordura “do bem” da pasta de castanha de caju, por exemplo, ajuda na saciedade. A de amendoim, por conter resveratrol, auxilia na recuperação dos músculos depois do esforço causado pela prática de exercícios físicos.

Outra vantagem de consumir o produto é a grande concentração de proteínas. “Ao contrário da energia do carboidrato, que é absorvida e consumida rapidamente, essas pastas são vantajosas porque mantêm essa energia no corpo por mais tempo”, compara Camila.

Mas armazenar as pastinhas requer um cuidado extra. O alimento pode apresentar uma toxina natural, a aflatoxina, que é provocada por fungos presentes no amendoim e em outras nuts. Por esse motivo, não é legal deixá-las em lugares muito quentes e úmidos. É em ambientes assim que os fungos se desenvolvem.


Praticidade

As pastas têm sido aliadas de Isabella França, 25 anos, na missão de perder peso. “Meu nutricionista sugeriu que eu a incluísse no dia a dia, porque se encaixava no meu objetivo”, conta. O plano alimentar de Isabella tem menos carboidrato e mais proteína. “O consumo, para mim, sacia, segura a fome e a vontade de comer doce.”

Em meio à rotina corrida, ela não abre mão das pastas. Leva o alimento como lanche para o trabalho e acaba ganhando em saúde. A versão preferida de Isabella é a que tem, além de amendoim, banana e mel. Ela acompanha com pãezinhos integrais torrados ou com abacate.

Imagine um carrinho de mercado abastecido com biscoitos recheados industrializados e refrigerante. Alessandra Ducca, 47, que é agricultura, passou a juventude comprando alimentos que boicotavam uma boa alimentação. Mas, com o tempo, também se acostumou a fazer escolhas mais inteligentes sem perder a praticidade.

Hoje, virou tradição. As pastas tornaram-se hábito na rotina saudável da família. Acompanham até no cafezinho. E faz 10 anos que ela compra do mesmo fabricante. “Foi um achado. O produto que consumo é totalmente artesanal. Da plantação de amendoim, direto para a fábrica e, depois, para a loja”, conta.

“Consumo, porque sei que faz bem. O intestino funciona melhor, dá mais energia e não passo vontade de comer doces que não fazem tão bem”, sustenta. Ela garante que misturar uma colher de sopa rasa da pastinha, que não leva açúcar, com um pouco de mel é uma delícia. “Não precisa nem de pão nem de torrada.”
 

Leia o rótulo!

Apesar dos benefícios, não é indicado exagerar no consumo das pastas. “Não deixa de ser um alimento rico em gordura, por mais que seja considerada uma gordura boa, que é a do tipo insaturada”, alerta a nutricionista Camila Pedrosa. E não se engane: algumas versões, ou dependendo da quantidade consumida, tornam-se ricas em calorias. E nada de pastas açucaradas ou cheias de chocolate. Vale reforçar que o recomendado é escolher a forma mais pura do produto. Por isso, certifique-se de que o ingrediente principal, na fórmula, seja a oleaginosa.


Sanduíche natural e vegano com pasta de mix de castanhas

(Receita do chef Marcello Lopes, do Blend Boucherie)

Pasta de mix de castanhas
Ingredientes
  • 50g de amendoim
  • 50g de castanha
  • 50g de gergelim
  • Azeite extravirgem
  • Manjericão, tomilho e salsinha a gosto
  • Sal e pimenta a gosto

Modo de preparar
Bata o amendoim, a castanha, o gergelim, o azeite, as ervas o sal e a pimenta no liquidificador até obter homogeneização. Para finalizar, passe a pasta em um pão e complemente com o hambúrguer de soja, o mix de folhas e o crispy de cebola.
 

*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte 

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