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Correio Braziliense CASA

Foco nos sentidos

Ramo da arquitetura defende que a decoração de um ambiente deve ir além do estético


postado em 25/08/2019 08:00 / atualizado em 23/08/2019 17:20

Há uma frase que diz: “O lar é onde o seu coração está”. E muito mais do que o lugar para o qual se retorna depois de um dia cheio no trabalho, a casa é sinônimo de aconchego, porto seguro e lugar de paz. O local é perfeito para reunir à família, receber amigos e criar memórias.

Entre as especializações do ramo da arquitetura, há um segmento que busca promover ambientes acolhedores que levem em consideração os sentimentos e as percepções humanas: a arquitetura sensorial. Em um projeto focado dessa maneira, cada cantinho consegue carregar um toque único e especial, trazendo mais aconchego para o lar.

“A arquitetura sensorial diz respeito a algo que é sentido e, em alguns casos, palpável. Ela pode ser definida como a maneira de usar todos os sentidos para obter um espaço que o arquiteto tenha projetado para ser algo além do estético”, define a arquiteta Denise Barretto. 

A sinestésica, capaz de despertar sensações, é responsável pela junção de diferentes sentidos, como audição, visão, paladar, olfato e visão. “É possível dizer que a arquitetura sensorial envolve a criação de espaços ou produtos que possam ser experimentados por pessoas. É a arte de criar emoções”, resume a arquiteta Heloísa Dallari, professora da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). 

Com a vida atarefada e as jornadas de trabalho cada vez mais longas, foi amplificada a necessidade de tornar os espaços mais acolhedores. De acordo com Denise Barretto, essa tendência tem crescido não somente em projetos de casas e apartamentos, mas também em ambientes corporativos. “Por muito tempo, a arquitetura andou se preocupando com edifícios, condomínios residenciais em grande escala, escolas e afins. Mas, em determinado momento, sentiu a necessidade de um ponto focal, de direcionar a construção de espaços voltados para o indivíduo”, observa a arquiteta.

O segredo está na atenção dada aos detalhes. Uma luminária, uma manta felpuda no sofá ou até mesmo uma vela aromática podem transformar um ambiente. “Antes mesmo de tocarmos em algo, já temos um palpite de como esse objeto é — se é quente, frio, aveludado, áspero. E, desde a temperatura até a iluminação, a maneira como está projetado contribui para a percepção das pessoas”, afirma Heloísa Dallari.

A Revista separou algumas inspirações para adicionar o charme que estava faltando para o seu projeto, seja em casa, seja no escritório. 
 
 
A iluminação faz toda a diferença na hora de pensar uma atmosfera mais receptiva. A arquiteta Denise Barretto indica as luzes amareladas para criar um ambiente agradável.(foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
A iluminação faz toda a diferença na hora de pensar uma atmosfera mais receptiva. A arquiteta Denise Barretto indica as luzes amareladas para criar um ambiente agradável. (foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
 
Acrescentar elementos com madeira na decoração remete a um aspecto natural e relembra a conexão do homem com os elementos da natureza. Uma dica para quem deseja somar objetos no projeto sem pesar muito no bolso é apostar em porta-retratos, banquetas, quadros para a mesa do escritório ou prateleiras feitas da matéria-prima.(foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
Acrescentar elementos com madeira na decoração remete a um aspecto natural e relembra a conexão do homem com os elementos da natureza. Uma dica para quem deseja somar objetos no projeto sem pesar muito no bolso é apostar em porta-retratos, banquetas, quadros para a mesa do escritório ou prateleiras feitas da matéria-prima. (foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
 
Mantas, almofadas fofinhas e tapetes são elementos essenciais para tornar o ambiente mais agradável. A arquiteta Denise Barretto pontua que esse jogo de texturas pode ser feito em qualquer cômodo para obter uma atmosfera mais reconfortante.(foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
Mantas, almofadas fofinhas e tapetes são elementos essenciais para tornar o ambiente mais agradável. A arquiteta Denise Barretto pontua que esse jogo de texturas pode ser feito em qualquer cômodo para obter uma atmosfera mais reconfortante. (foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
 
 
As cores quentes trazem sensação de acolhimento e excitação. Elas giram em torno do vermelho, amarelo e alaranjado. Já os tons mais frios oferecem frescor e calma e são as que se assemelham ao azul, ao verde e ao violeta. Tudo vai depender da sensação que se deseja passar.(foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
As cores quentes trazem sensação de acolhimento e excitação. Elas giram em torno do vermelho, amarelo e alaranjado. Já os tons mais frios oferecem frescor e calma e são as que se assemelham ao azul, ao verde e ao violeta. Tudo vai depender da sensação que se deseja passar. (foto: Rômulo Fialdini/Divulgação)
 
 
 
*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte 

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