Publicidade

Correio Braziliense

De olho na dieta deles: guloseimas dos pets merecem atenção redobrada

Como fazem parte da família, os pets têm à disposição guloseimas feitas sob medida para eles. Mas não dá para exagerar


postado em 08/09/2019 04:21 / atualizado em 09/09/2019 14:56

(foto: Instagram/Reprodução)
(foto: Instagram/Reprodução)
Quem é tutor de pet sabe bem o que é ser observado enquanto come. Pelo menos uma vez na vida foi difícil resistir àquela carinha doce e aos olhinhos pidões implorando por um pedaço do seu lanche. Mas fazer a alegria do animal de estimação exige muito cuidado. Doces, alimentos gordurosos e até algumas frutas podem ser prejudiciais ao funcionamento correto do organismo deles.

O Distrito Federal está cada vez mais amigo dos animais. Acredita-se que mais de 42% das residências brasilienses sejam o lar de bichinhos de estimação. Com tanta procura, bares e restaurantes também estão prestando atenção aos visitantes de quatro patas. E os locais petfriendly passaram a oferecer algo a mais: opções de lanches direcionados a gatos e cachorros.

Cervejas, sorvetes, bifinhos, barrinhas e bowls de fruta são alguns exemplos de beliscos oferecidos para eles. Mas é essencial certificar a composição dos agrados antes de oferecê-los ao pet. Médica veterinária especializada em nutrição animal, Bárbara Benitez orienta: “Primeiro, o tutor deve verificar se o produto é realmente recomendado para eles, checar se na composição há algum ingrediente que ele já tenha conhecimento de que o bicho é alérgico e oferecer de forma regrada, para saber se o animal vai ter alguma reação”.

A hamburgueria Vila Tarêgo é um dos locais em que os tutores de pets levam os melhores amigos para soprarem as velinhas. E os aniversariantes do dia são mimados com um sorvete de presente. Feito pela marca Vai Bem, a sobremesa é oferecida no sabor manga e mel, sem açúcares nem conservantes — especialmente para cães e gatos. Lá, eles podem até beber uma cerveja própria: a Cãolorado, da marca Colorado.

Na sorveteria Ilgiorno Gelato, o agrado é cortesia da casa. O tutor que passar lá para provar alguns dos sabores artesanais da marca também ganha um sorvete para o pet — feito à base de água, nos sabores de melancia e morango.

Para a veterinária especialista em nutrição Andressa Reis, ponderar a necessidade dos agrados é fundamental. A especialista lista sorvetes de frutas à base de água e iogurtes como escolhas seguras. “Eu não costumo recomendar, porque é humanizar demais o animal. Porém, se for a escolha do tutor, é importante conhecer a composição do petisco e se certificar de que ele não passe de 10% das calorias que ele precisa diariamente”, indica.

Atenção à nutrição


A ideia de que saco vazio não para em pé também serve para eles. Ter uma dieta balanceada é fundamental, independentemente do estágio fisiológico do bicho de estimação, porque cada idade tem um requerimento nutricional mínimo exigido em quantidade de proteínas, carboidratos e fibras. A veterinária Bárbara Benitez explica que os filhotes, por exemplo, devem receber uma ração com maior quantidade proteica e de vitaminas exigidas pela fase. “Também é essencial acompanhar o peso do cachorro para determinar a quantidade da ração.”

Por isso, é tão importante estar atento ao tipo de alimentação oferecido a eles. Alguns sinais, como falta de energia, aspecto visual da pele, pelos quebradiços e emagrecimento, são alertas de que pode ter algo errado com a comida oferecida para o pet.

Além do conteúdo, a rotina de alimentação deve ser acompanhada. No caso dos cães, quando têm comida à disposição, eles tendem a comer mais, o que pode deixá-los com excesso de peso. “A obesidade em cachorros é algo grave, que pode acarretar diversas doenças. Então, mantê-lo sempre no peso ideal é muito importante”, defende a especialista.

Para que os cachorros entrem na linha, é importante que eles tenham uma rotina regrada. A quantidade recomendada de alimento diária deve ser dividida em porções e oferecidas em horários específicos. Se o cão não comer no período determinado, a comida deve ser retirada. Já no caso dos gatos, a comida pode ser dividida em diversos recipientes ao longo da casa, e ele pode escolher quando quer comer, porque os felinos costumam “beliscar” ao longo do dia.

Ração x alimentação natural

Estar atento ao valor nutricional da comida oferecida aos pets não é sinônimo de ficar refém da ração. A alimentação natural, quando feita com o auxílio de um médico veterinário ou zootecnista especializado em nutrição, é uma opção saudável e balanceada. O acompanhamento profissional é essencial, porque essa alternativa é muito diferente de simplesmente oferecer ao animal como dieta o que sobrou do almoço da casa.

“Uma alimentação natural bem-feita precisa levar em conta o estilo de vida, a idade, a raça e as condições financeiras do tutor. Com essa avaliação, uma dieta é elaborada de acordo com as quantidades de cada grupo alimentar que o pet precisa”, esclarece a veterinária especialista em nutrição animal, Andressa Reis.

Oferecer a quantidade adequada e cozinhar para o animal exigem tempo que nem todos os tutores têm. Nesse caso, o melhor é apelar para a tradicional ração, que já vem pronta para servir. Ao chegar na sessão de pets do supermercado e se deparar com tamanha variedade de opções, a veterinária Andressa dá algumas dicas para avaliar a qualidade do produto oferecido.

A orientação é aprender a escolher a ração pelo rótulo. Nele, três informações são relevantes para determinar se a ração é apropriada: os níveis de garantia — a quantidade de nutrientes de cada grupo presente, como o valor de proteínas, carboidratos e vitaminas —; a composição, que é a matéria-prima utilizada para compor a ração — as de origem animal são mais bem-vistas, como farinha de carne e de peixe —; e a existência de nutracêuticos, que são substâncias colocadas para adicionar benefícios, tais como antioxidantes, protetores articulares e imunomoduladores intestinais.
 
O cãozinho Elvis, de Júlia Losada, saboreando o bowl de frutas naturais servido especialmente para ele (foto: Arquivo Pessoal)
O cãozinho Elvis, de Júlia Losada, saboreando o bowl de frutas naturais servido especialmente para ele (foto: Arquivo Pessoal)
 

Mudança na dieta

O golden retriever Elvis, de 7 anos, está passando por um período de transição entre a ração e a alimentação natural. Há três meses, a tutora dele, Júlia Losada, 21, recebeu orientações e optou por comprar a comida natural pronta de uma marca brasiliense que oferece esse serviço.

A comida é feita especialmente para o peso e as condições físicas do cãozinho. A ideia da estudante é que, posteriormente, ela mesma aprenda a cozinhar para ele. “Elvis adora comida e, depois que começamos a transição para o natural, ele gosta ainda mais. Sempre raspa o prato”, diverte-se Júlia.

O companheirismo entre a tutora e o pet é tanto que ela prefere frequentar lugares em que o animal também é bem recebido. “Eu gosto de levá-lo comigo para todos os cantos. Melhor ainda quando ele também ganha alguma coisa”, alegra-se. No iviva! bowls, tanto a dona quanto o pet aproveitam um delicioso bowl de frutas.

*Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte


A lista de proibidos


Existem poucas sensações tão boas no mundo para os tutores de animais quanto deixar o bichinho feliz. Mas alguns alimentos específicos compõem a lista dos que não devem ser oferecidos ao animal, em situação alguma.
  • Cebola
  • Alho
  • Chocolate
  • Oleaginosas
  • Abacate
  • Uva (por conta da semente)
  • Uvas-passas
  • Carambola

Locais com guloseimas para pets
  • Vila Tarêgo
  • Ilgiorno Gelato
  • iviva! bowls
  • The Black Beef


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade