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Correio Braziliense

Agrônoma cria espaço misto de café, brinquedoteca e casa de festas

Ambiente resgata o prazer de comer bem e de forma simples e saudável


postado em 06/10/2019 14:58 / atualizado em 06/10/2019 15:01

Nascida em Caratinga, cidade de Ziraldo, como faz questão de ressaltar, no interior de Minas Gerais, Gisele nunca imaginou que um dia trabalharia com gastronomia(foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Nascida em Caratinga, cidade de Ziraldo, como faz questão de ressaltar, no interior de Minas Gerais, Gisele nunca imaginou que um dia trabalharia com gastronomia (foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Amarelinha era a brincadeira preferida de Gisele Domiciano quando criança. Para ela, não havia nada mais fascinante do que, com apenas um giz ou um carvão, criar algo tão divertido. Não à toa, escolheu esse nome para batizar o “segundo filho” — um espaço na Asa Norte, misto de café e brinquedoteca, que nasceu diante de necessidades surgidas com a chegada da primeira filha, Isabela.

Nascida em Caratinga — cidade de Ziraldo, como faz questão de ressaltar —, no interior de Minas Gerais, Gisele nunca imaginou que um dia trabalharia com gastronomia. Aos 17 anos, mudou-se para Viçosa para estudar agronomia. Fez mestrado, doutorado, pós-doutorado e se especializou em fitopatologia — doença nas plantas. De certa forma, avalia, teve um contato mais direto com a comida ali, enquanto estudava a base da cadeia alimentar.

Em 2012, Gisele se casou com o namorado da época de faculdade e se mudou para Brasília, onde o marido, também agrônomo, assumiu um emprego na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Um ano depois, engravidou e, quando Isabela nasceu, em 2014, percebeu na pele a dificuldade que é criar um filho sem família por perto. “Senti muita falta de ter uma rede de apoio.”

Quando foi mãe, Gisele também passou a se preocupar mais com o que ia à mesa. Fazia questão de ela mesma preparar as refeições da filha. “Tudo muito simples e saudável”, resume. Como boa agrônoma, também estava sempre atenta à origem dos alimentos. Outro fato que incomodava a mineira era a quantidade de fritura e doces servidos nas festinhas de aniversário infantis.

Quando concluiu pós-doutorado na Universidade de Brasília (UnB), passou a matutar como poderia reverter todos aqueles incômodos. O Amarelinha começava, assim, a ser sonhado. “A minha ideia era criar um espaço que funcionasse como rede de apoio para outras mães.” Ao mesmo tempo, o lugar ofereceria um ambiente lúdico para as crianças e serviria apenas comida saudável. “Aqui, uma mãe pode tomar um café tranquilamente, enquanto os filhos brincam na brinquedoteca no subsolo, ou até pode deixá-los com nossos monitores e sair para resolver algum problema”, detalha a tal “rede de apoio”.

Comida saudável


Gisele contratou uma empresa de arquitetura para projetar um espaço que lembrasse o terraço da casa da avó. O chão imita cimento queimado, a louça é esmaltada e as plantas naturais formam uma espécie de jardim. Na brinquedoteca, nada de televisão ou jogos eletrônicos. E, do lado de fora, o grande xodó de Gisele: uma horta que é usada para temperar as saladas preparadas na casa. “Fiquei muito chocada quando a minha filha disse que nunca tinha visto um pé de orégano”, lembra. Durante as férias, inclusive, a agrônoma promove oficinas na hortinha para que as crianças tenham contato com a terra.

Nos fins de semana, o Amarelinha também se transforma em uma casa de festas, promovendo aniversários para até 30 crianças. No cardápio, nada de frituras ou refrigerantes. Os dindins são preparados com frutas frescas, e os salgados assados. Também são oferecidos empratados, como estrogonofe com arroz e escondidinho de frango.

“A nossa preocupação é de que as crianças realmente se alimentem. Tanto que, na hora do almoço ou do jantar, paramos as brincadeiras para que elas comam.” Mas é claro que, como toda festa de criança, os docinhos estão liberados — todos caseiros.

A preocupação com o cardápio, aliás, é uma constante na casa. Além de contar com fornecedores que têm uma pegada natural, a mineira contratou uma pessoa para ficar à frente da cozinha. Ao lado de Gisele, Joseane de Oliveira pensa — e executa — as comidinhas saudáveis, tanto para os pequenos quanto para os adultos.

No menu infantil, servido inclusive por aqueles que optam por deixar os filhos no day care da brinquedoteca, há macarrão com molho à bolonhesa e de tomate — preparado na casa. Para os adultos, a grande pedida são as saladas frescas, elaboradas por Joseane, servidas com as quiches fornecidas por um parceiro. Mas quem quer apenas uma comidinha caseira clássica, há opções como tapiocas, cuscuz, ovos e outras gostosuras. Para se deliciar como se estivesse na casa da avó!



Tapioca com queijo canastra


Ingredientes
  • 100g de massa de tapioca
  • 50g de queijo canastra ralado
  • 2 rodelas de tomate
  • Manjericão a gosto

Modo de fazer
  • Coloque a massa de tapioca em uma frigideira sem óleo ou sal, já que o queijo é muito salgado. Vire uma vez para que a massa fique junta.
  • Acrescente o queijo e deixe um pouco no fogo. Em seguida, vire para que o queijo toste dos dois lados. Quando tiver formado uma crostinha, acrescente o tomate e o manjericão e feche a massa.

Serviço
Amarelinha Café
SCRN 712/713, Bloco E, Asa Norte
Telefone: 3879-9553
Abre de segunda a sexta, das 9h às 20h, e sábado, das 8h às 13h.
 
 

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