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Leve seu bicho de estimação para o carnaval; conheça os cuidados

Desde que a festa seja voltada para eles e que o tutor tome alguns cuidados

Tayanne Silva*
postado em 17/02/2020 15:57
 (foto: Fotos: Arquivo Pessoal)
(foto: Fotos: Arquivo Pessoal)
A fantasia de Nina deste ano é cheia de brilhos e tules: animação com segurançaFolia, brincadeira, diversão e fantasias no carnaval não são apenas para humanos. Os animais também podem curtir, mas antes de cair na folia, é preciso ter em mente alguns cuidados. ;Evite música e barulhos muito altos; não dê alimentos humanos ; existem na internet receitas legais apropriadas para os animais ;; tenha cuidado com serpentinas, confetes e espumas, pois eles podem tentar ingeri-las;, alerta a médica veterinária Lorena Bastos. E se o pet ficar desconfortável ao vestir fantasias, evite-as.

O médico veterinário João Paulo Barbosa detalha que os pets escutam em diferentes frequências, logo, o som alto, muito grave ou agudo o incomoda e torna a situação desconfortável. Além disso, não são recomendados locais com iluminação intensa nem com multidões. ;É necessário inserir o bicho aos poucos no evento e observar o comportamento dele;, ensina.

Ele alerta ainda sobre a importância de identificar o companheiro de quatro patas com o nome e o telefone do tutor para o caso de ele se perder durante a festa. ;Leve também água fresca, uma vasilha com alimentos e sacos para coletas dos dejetos, além de coleiras seguras e resistentes.;

Há eventos carnavalescos voltados para pets e adaptados para a diversão deles. Mas, caso o tutor e o melhor amigo curtam a festa, porém não queiram sair de casa, uma alternativa é fazer uma festinha no próprio lar. ;Gatos não costumam gostar muito de eventos ; mesmo em casa ;, mas muitos cães adoram comemorações e brincadeiras. Se o cachorro é sociável, ele deve amar ter um carnaval;, diz Lorena.

Socialização e cuidado

Dall Gurgel, 40, não abre mão de levar Jade Lavigne, 3, para curtir a folia. Para a tutora, o maior benefício é a socialização da yorkshire. ;É fundamental o contato dela com outros amiguinhos de quatro patas;, afirma. Moradora de Águas Claras, ela acredita que também há algumas desvantagens nesses passeios. ;Muitos locais se utilizam do marketing ao se dizerem pet friendly, mas acabam organizando o evento apenas pensando nos humanos.;

Segundo a técnica de enfermagem, quando a festa ocorre em espaços pequenos, que lotam e, principalmente, usam som muito alto, ela prefere não ficar. Ela fica muito atenta aos humanos e aos cães maiores para que não machuquem Jade, já que ela é muito pequenina.

A servidora pública Sueli Assis, 38 anos, também não leva Nina, 2, para o carnaval de humanos, mas, como tutora e amiga não abrem mão da folia, elas preferem um local com menos agitação. ;Eu brinco com a Nina nesses eventos de pets, onde, geralmente, o som é mais baixo. Ela sempre fica com a coleira e a guia dentro da bolsa ou no carrinho;, detalha.

A yorkshire se comporta muito bem ao sair de casa. ;Ela está muito acostumada a passear. Se o som estiver alto ou o lugar não for seguro, vamos embora. O bem-estar dela vem sempre em primeiro lugar;, diz Sueli. Nina usa fantasias de carnaval, como de borboleta, joaninha e princesas. A de 2020 será uma nova com muito brilho, paetês e tules.


Atenção às fantasias

Mas nem todos os pets se adaptam às fantasias. Eles podem ser sensíveis a diversos tecidos, ocasionando processos alérgicos ou até dermatites por contato. ;Algumas fantasias têm itens que se descolam, despertando a curiosidade, levando à ingestão e a problemas gastrointestinais;, explica o veterinário João Paulo. ;Ou até algo mais grave, como asfixia ou presença de corpo estranho em algum órgão digestor, podendo evoluir para óbito.;

É preciso atenção também com tecidos sintéticos e até com os naturais, como a lã e o couro, pois eles podem causar problemas dermatológicos. Com o tecido e o tamanho ideais, porém, o animal pode se sentir confortável e arrasar na festa. Nada de roupas muito justas e pesadas, para que não o sufoque.

O veterinário alerta ainda para as tinturas, pois a maioria entra no mercado brasileiro de maneira informal. Tintas com componentes cancerígenos, como chumbo, prata e amônia, precisam ser evitadas. ;Os principais riscos são dermatites ou queimaduras. Caso não sejam manipuladas por pessoas qualificadas, podem ocasionar problemas oculares e/ou auriculares;, observa.

Folia em casa


Se você é daqueles que não abrem mão de uma folia, mas não quer sair de casa com o pet, pode fazer uma festinha para ele no próprio lar. Para o médico veterinário João Paulo Barbosa, primeiro é necessário um espaço confortável para as atividades e para a quantidade de pets prevista. É preciso também oferecer vários pontos de hidratação e sacos para coletas de fezes

Uma ideia é desenvolver várias atividades, como desfile com som ambiente e gincanas. Compre também petiscos e alimentos que não ocasionam problemas de saúde para serem distribuídos com os foliões. E o mais importante: todos os animais presentes devem estar vacinados e com medicamentos para controle de ectoparasitos (pulgas e carrapatos) e vermífugos em dia, pois quanto maior a quantidade de animais, maior o risco de transmissão de doenças entre eles.

Programe-se


Felicittà Folia Shopping ; CarnaPet
Concurso e desfile para pets
Data: 23 de fevereiro, 16h às 20h
Local: final da Avenida Castanheiras, esquina com a Rua 36 Norte, em Águas Claras
É preciso se inscrever no site felicittashopping.com.br para participar. Não se esqueça de conferir o regulamento. O evento é gratuito

Fique atento

O som alto pode deixar o animal estressado e ansioso.
Lembre-se: blocos e festas de carnaval têm aglomerações e isso é motivo de alerta. Com uma movimentação diferente, o bicho corre o risco de ser pisoteado.
Resíduos descartados pelo chão, como latas, vidro, plástico e restos de alimentos, representam propensão a acidentes.

Fonte: médica veterinária Carolina Filippos, da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais de São Paulo (CRMV-SP).

Não se esqueça

Hidratação: dê água fresca
Proteção solar: bichos com pelagem mais clara podem sofrer queimaduras mais facilmente, principalmente, no sol intenso. Aplique protetor solar específico para animais.
Cuidado com as patinhas: preste atenção na temperatura do asfalto! Se estiver muito quente, pode queimar os coxins do bicho.

Fonte: Vetnil, empresa de produtos veterinários.
Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte

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