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Correio Braziliense

Leve seu bicho de estimação para o carnaval; conheça os cuidados

Desde que a festa seja voltada para eles e que o tutor tome alguns cuidados


postado em 17/02/2020 15:57 / atualizado em 17/02/2020 16:48

A fantasia de Nina deste ano é cheia de brilhos e tules: animação com segurança (foto: Fotos: Arquivo Pessoal)
A fantasia de Nina deste ano é cheia de brilhos e tules: animação com segurança (foto: Fotos: Arquivo Pessoal)
Folia, brincadeira, diversão e fantasias no carnaval não são apenas para humanos. Os animais também podem curtir, mas antes de cair na folia, é preciso ter em mente alguns cuidados. “Evite música e barulhos muito altos; não dê alimentos humanos — existem na internet receitas legais apropriadas para os animais —; tenha cuidado com serpentinas, confetes e espumas, pois eles podem tentar ingeri-las”, alerta a médica veterinária Lorena Bastos. E se o pet ficar desconfortável ao vestir fantasias, evite-as.

O médico veterinário João Paulo Barbosa detalha que os pets escutam em diferentes frequências, logo, o som alto, muito grave ou agudo o incomoda e torna a situação desconfortável. Além disso, não são recomendados locais com iluminação intensa nem com multidões. “É necessário inserir o bicho aos poucos no evento e observar o comportamento dele”, ensina.

Ele alerta ainda sobre a importância de identificar o companheiro de quatro patas com o nome e o telefone do tutor para o caso de ele se perder durante a festa. “Leve também água fresca, uma vasilha com alimentos e sacos para coletas dos dejetos, além de coleiras seguras e resistentes.”

Há eventos carnavalescos voltados para pets e adaptados para a diversão deles. Mas, caso o tutor e o melhor amigo curtam a festa, porém não queiram sair de casa, uma alternativa é fazer uma festinha no próprio lar. “Gatos não costumam gostar muito de eventos — mesmo em casa —, mas muitos cães adoram comemorações e brincadeiras. Se o cachorro é sociável, ele deve amar ter um carnaval”, diz Lorena.

Socialização e cuidado

Dall Gurgel, 40, não abre mão de levar Jade Lavigne, 3, para curtir a folia. Para a tutora, o maior benefício é a socialização da yorkshire. “É fundamental o contato dela com outros amiguinhos de quatro patas”, afirma. Moradora de Águas Claras, ela acredita que também há algumas desvantagens nesses passeios. “Muitos locais se utilizam do marketing ao se dizerem pet friendly, mas acabam organizando o evento apenas pensando nos humanos.”

Segundo a técnica de enfermagem, quando a festa ocorre em espaços pequenos, que lotam e, principalmente, usam som muito alto, ela prefere não ficar. Ela fica muito atenta aos humanos e aos cães maiores para que não machuquem Jade, já que ela é muito pequenina.

A servidora pública Sueli Assis, 38 anos, também não leva Nina, 2, para o carnaval de humanos, mas, como tutora e amiga não abrem mão da folia, elas preferem um local com menos agitação. “Eu brinco com a Nina nesses eventos de pets, onde, geralmente, o som é mais baixo. Ela sempre fica com a coleira e a guia dentro da bolsa ou no carrinho”, detalha.

A yorkshire se comporta muito bem ao sair de casa. “Ela está muito acostumada a passear. Se o som estiver alto ou o lugar não for seguro, vamos embora. O bem-estar dela vem sempre em primeiro lugar”, diz Sueli. Nina usa fantasias de carnaval, como de borboleta, joaninha e princesas. A de 2020 será uma nova com muito brilho, paetês e tules.


Atenção às fantasias

Mas nem todos os pets se adaptam às fantasias. Eles podem ser sensíveis a diversos tecidos, ocasionando processos alérgicos ou até dermatites por contato. “Algumas fantasias têm itens que se descolam, despertando a curiosidade, levando à ingestão e a problemas gastrointestinais”, explica o veterinário João Paulo. “Ou até algo mais grave, como asfixia ou presença de corpo estranho em algum órgão digestor, podendo evoluir para óbito.”

É preciso atenção também com tecidos sintéticos e até com os naturais, como a lã e o couro, pois eles podem causar problemas dermatológicos. Com o tecido e o tamanho ideais, porém, o animal pode se sentir confortável e arrasar na festa.  Nada de roupas muito justas e pesadas, para que não o sufoque.

O veterinário alerta ainda para as tinturas, pois a maioria entra no mercado brasileiro de maneira informal. Tintas com componentes cancerígenos, como chumbo, prata e amônia, precisam ser evitadas. “Os principais riscos são dermatites ou queimaduras. Caso não sejam manipuladas por pessoas qualificadas, podem ocasionar problemas oculares e/ou auriculares”, observa.

Folia em casa


Se você é daqueles que não abrem mão de uma folia, mas não quer sair de casa com o pet, pode fazer uma festinha para ele no próprio lar. Para o médico veterinário João Paulo Barbosa, primeiro é necessário um espaço confortável para as atividades e para a quantidade de pets prevista. É preciso também oferecer vários pontos de hidratação e sacos para coletas de fezes

Uma ideia é desenvolver várias atividades, como desfile com som ambiente e gincanas. Compre também petiscos e alimentos que não ocasionam problemas de saúde para serem distribuídos com os foliões. E o mais importante: todos os animais presentes devem estar vacinados e com medicamentos para controle de ectoparasitos (pulgas e carrapatos) e vermífugos em dia, pois quanto maior a quantidade de animais, maior o risco de transmissão de doenças entre eles.

Programe-se


Felicittà Folia Shopping — CarnaPet
Concurso e desfile para pets
Data: 23 de fevereiro, 16h às 20h
Local: final da Avenida Castanheiras, esquina com a Rua 36 Norte, em Águas Claras
É preciso se inscrever no site felicittashopping.com.br para participar. Não se esqueça de conferir o regulamento. O evento é gratuito

Fique atento

O som alto pode deixar o animal estressado e ansioso.
Lembre-se: blocos e festas de carnaval têm aglomerações e isso é motivo de alerta. Com uma movimentação diferente, o bicho corre o risco de ser pisoteado.
Resíduos descartados pelo chão, como latas, vidro, plástico e restos de alimentos, representam propensão a acidentes.

Fonte: médica veterinária Carolina Filippos, da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais de São Paulo (CRMV-SP).

Não se esqueça

Hidratação: dê água fresca
Proteção solar: bichos com pelagem mais clara podem sofrer queimaduras mais facilmente, principalmente, no sol intenso. Aplique protetor solar específico para animais.
Cuidado com as patinhas: preste atenção na temperatura do asfalto! Se estiver muito quente, pode queimar os coxins do bicho.

Fonte: Vetnil, empresa de produtos veterinários.
 
 Estagiária sob supervisão de Sibele Negromonte
 

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