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Correio Braziliense

Sem feiras de adoção, abrigos de pets pedem socorro

Sem a possibilidade de organizar bazares e feiras de adoção, voluntários precisam de rações, remédios e produtos de limpeza para os animais


postado em 29/04/2020 08:00 / atualizado em 28/04/2020 15:08

(foto: Resgates Noroeste/Divulgação)
(foto: Resgates Noroeste/Divulgação)


O cancelamento dos eventos públicos, causado pelo novo coronavírus, prejudicou os projetos que cuidam de animais abandonados no Distrito Federal. Sem a possibilidade de organizar feiras de adoção e, em alguns casos, sem fonte de renda, os voluntários que acolhem os bichos precisam, mais do que nunca, de ajuda. Coordenadores dos projetos ressaltam que aqueles que derem um lar para os animais neste período, para amenizar a solidão do isolamento social, não devem abandonar o pet quando passar a pandemia. Veja algumas instituições que você pode ajudar com doações de rações, produtos de limpeza, dinheiro ou adotando um animal.

Abrigo da Ceiça


Criado pela aposentada Conceição de Maria Parente, a Ceiça, o abrigo cuida atualmente de 200 cães, 60 gatos e dois cavalos. Todos os animais foram resgatados das ruas. Como tem mais de 60 anos e, portanto, está no grupo de risco do novo coronavírus, a responsável conta com ajuda de quem possa levar as doações à cidade de Águas Lindas (GO). “Desde o início da pandemia, as doações diminuíram muito. As pessoas que ajudam, no geral, dependem do comércio e, como está fechado, fica difícil doarem”, explica Ceiça.

Como contribuir?
Telefone (61) 99191-3533; Facebook: abrigodaceicaoficial/ e
Instagram: @abrigo_da_ceica

Atevi Proteção Animal


A organização sem fins lucrativos Atevi cuida, atualmente, de 1.500 animais. A presidente da organização e professora da rede pública de ensino, Ana Teresa Casasanta França, afirma que tem costurado e vendido máscaras de proteção, além de dar aulas on-line, para conseguir comprar ração. “Só no meu apartamento, estou com 16 animais. O bazar que eu tinha para complementar a renda está fechado. Daí, o que eu faço?”, questiona.           

Como contribuir?
Telefone: (61) 98101-5733
Instagram: @atevi.df
Site: https://atevidf.wixsite.com/protecao-animal-pt

Projeto Acalanto


Formado por um grupo de voluntários que acolhe os pets em casa enquanto procuram um possível lar que os adote, o projeto tem cerca de 700 bichinhos sob os seus cuidados. A idealizadora e coordenadora do Acalanto, Lucimar Aparecida Pereira, explica que, com o cancelamento das feiras de adoções, os pets agora estão parados nas casas dos voluntários, o que impede que eles ajudem mais animais. “Nosso trabalho é rotativo. Agora que o animais não estão sendo adotados, precisamos da ajuda da população para comprar rações, medicamentos, produtos de higiene. Estamos gritando por socorro. Alguns voluntários já estão sem ração, então estamos dividindo uns com os outros. Precisamos de cestas básicas para os protetores que estão sem trabalho e, além de se sustentarem, precisam cuidar dos bichinhos”, diz.

Como ajudar?
Sites: https://apoia.se/projetoacalanto ou www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-o-projeto-acalanto-df
Instagram: @projetoacalantodf

Olívia Ajuda


O projeto Olívia Ajuda presta assistência a quem abriga os animais. Para isso, fabrica e vende produtos diversos e reverte o lucro a voluntários que ajudam os bichinhos. “Neste momento, as nossas vendas estão paradas, porque elas acontecem principalmente em feiras de adoção. Começamos, então, a fazer campanha para pedir ajuda. Estamos recebendo as doações e levando aos protetores”, explica Yzabella Vieira, uma das sócias do projeto.

Como ajudar?
É possível comprar os produtos do projeto no site http://oliviaajuda.com.br/
Instagram: @oliviaajuda

Projeto Adoção São Francisco


O projeto tem 120 animais sob tutela em chácaras ou nas casas das organizadoras. Os que precisam de tratamento ficam em hospitais. O custo de manutenção é alto. ”Ainda não estamos sentindo diferença nas doações, talvez porque estamos com três ou quatro casos bem fortes. As pessoas se sensibilizam, mas o cenário não é fácil”, diz Daniela Nardeli, diretora do projeto, que tem poucos doadores fixos. Para a diretora, a situação tende a se agravar. “As pessoas também estão tendo uma grande perda econômica."

Como ajudar?
Instagram: @adocaosaofrancisco
Ponto fixo de coleta na CLS 114, Bloco C, Loja 31, de segunda a sexta, das 8h às 18h  

Resgate Noroeste


A Resgate Noroeste não tem estrutura própria para deixar os cães resgatados, que ficam em hotéis para animais, depois de passarem por clínicas veterinárias, onde são tratados e castrados. No momento, 15 cães estão sob tutela, e 20 recebem suporte. A receita obtida com bazares, rifas e doações caiu drasticamente. “Há praticamente um mês, as doações pararam. Temos algumas parcerias, mas, com o comércio fechado, todos estão com muita dificuldade”, relata a advogada e coordenadora do projeto, Stephanie Cunha.

Como contribuir?
Os que puderem ajudar podem procurar as redes sociais ou participar da vaquinha no endereço: www.vakinha.com.br/vaquinha/nos-ajudem-a-ajudar-o-heitor

Toca Segura


A Toca Segura retira das ruas animais em condições de maus-tratos, castra, cuida e os deixa totalmente saudáveis. Depois, coloca para adoção. Antes, realizava uma feira de adoção. Ao todo, são quatro pessoas para cuidar de mais de 150 animais. “Fisicamente, o nosso trabalho está bem complicado; economicamente, estamos completamente endividados”, lamenta Danielle Mansur, responsável pelas redes sociais do projeto.


Como ajudar?
Site: https://apoia.se/tocasegura
Instagram: @ tocasegura

ProAnima


A ONG Associação Protetora dos Animais do DF (ProAnima) trabalha com uma rede de voluntários que oferecem um lar temporário para os animais. A ProAnima conta com a venda de canecas, camisetas e adesivos para levantar fundos. A ONG está promovendo campanhas para receber cestas básicas, além de produtos para os animais. “Toda a ração que ganhamos repassamos para os voluntários — alguns cuidam na rua mesmo. Formamos uma corrente”, relata a diretora Mara Moscoso.

Como ajudar?
Site: www.proanima.org.br/
Instagram: @proanimadf

 

 

 

*Estagiários sob supervisão de Sibele Negromonte 

 

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