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Correio Braziliense

Possível reabertura de academias requer cuidados extras contra contaminação

O cuidado para evitar a infecção pelo coronavírus exigiu o fechamento das academias, que agora se preparam para a reabertura. Frequentadores devem ficar atentos à segurança


postado em 18/06/2020 09:00 / atualizado em 16/06/2020 20:28

Lara Martos aproveita escadas para se exercitar(foto: Arquivo Pessoal )
Lara Martos aproveita escadas para se exercitar (foto: Arquivo Pessoal )
As academias estão se preparando para a reabertura. De acordo com a presidente e fundadora do Sindicato das Academias do Distrito Federal (Sindac), Thaís Yeleni Ferreira, o acordo com o governo era de que as academias reabrissem após os parques. Portanto, a expectativa é que, até o fim do mês, o serviço volte. Pesquisa do Sindac constatou que apenas 23% dos clientes frequentes de academias se recusam a voltar por medo de infecção por coronavírus. 

Para os que vão voltar, as academias estão tomando providências e criando planos para que o retorno às atividades normais seja seguro. O Sindac elaborou uma cartilha com orientações baseadas em informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Entre as recomendações está a disponibilização de álcool 70% e de kits para limpeza de equipamentos para clientes e colaboradores. Além disso, os estabelecimentos devem ficar fechados de duas a três vezes ao dia por, pelo menos, 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes. A regra principal continua: o uso de máscara.

A advogada Lara Martos, 33, já esteve mais ansiosa para voltar ao box de crossfit onde malha. Faz as aulas oferecidas ao vivo pelas redes sociais e pegou pesos emprestados do estabelecimento. No início da pandemia, estava morando em uma casa. Aproveitou o espaço para alugar uma esteira. Mas mudou-se para um apartamento, menor, e aproveitou as escadas do prédio para se exercitar.

Ela lamenta que o gasto calórico não seja o mesmo, muito menos a vontade para fazer atividade física. "Não dá a mesma disposição", admite. Mas acostumou-se. Com a reabertura dos parques, voltou a correr, atividade da qual gosta desde os seis anos. Para isso, precisou de uma máscara especial, pois as comuns, de algodão, eram muito desconfortáveis. Correr a deixou menos ansiosa para voltar ao crossfit. E garante: "Quando abrir, eu estarei lá".

A reabertura das academias está condicionada à diminuição da quantidade de pessoas nos estabelecimentos, ao espaçamento maior entre esteiras, bicicletas e elípticos. Na academia Runway, os clientes deverão marcar o horário para irem ao local. Além disso, o protocolo de segurança inclui a esterilização com luz ultravioleta. "Também estamos fazendo a sanitização, que não é uma desinfecção normal, é um processo que mata 100% de qualquer vírus", afirma o CEO Márcio Padilha.

O proprietário da academia Evolve Gymbox, Henrique Pereira, explica que tem sido um período desafiador para o ramo e afirma que, no momento, faz as adequações mais óbvias exigidas, mas que tenta ir além para garantir a não contaminação. "O ar-condicionado central troca todo o volume de ar do ambiente 10 vezes por hora. Colocamos outro sistema que troca 17 vezes", cita. Além disso, a entrada por biometria será substituída por reconhecimento facial.

Mesmo assim, algumas pessoas preferem se precaver. Nathália Saffi, 30 anos, servidora pública, não está encontrando nem mesmo a própria família. Então, não pretende voltar à academia tão cedo. "A não ser que os casos comecem a diminuir, mas não parece que vai acontecer. Não estou otimista", lamenta. Ela tem receio, principalmente, por ser asmática. 
Nathalia dá um jeito de malhar com o que tem casa (foto: Arquivo pessoal)
Nathalia dá um jeito de malhar com o que tem casa (foto: Arquivo pessoal)

Outro fator que a desestimula a voltar à academia tão cedo é duvidar do uso correto das máscaras. "A gente vê as pessoas usando errado na rua, imagina para fazer exercício", critica.  Mas, independentemente das academias fechadas ou abertas, Nathália não fica parada. Malha todos os dias em casa mesmo. 

"Nós nos mudamos, não tem muito tempo, e não tínhamos arrumado a varanda. Então, esta virou nossa academia", conta. Eles não imaginaram que o isolamento duraria tanto tempo. Compraram galões de água para fazerem as vezes dos pesos. "Depois, vimos que ia demorar e compramos anilha, barra, elástico e outras coisas", cita. Quando sentir segurança, volta.

Previna-se

  • Leve sua garrafa;
  • Leve sua toalha;
  • Use a máscara todo o tempo e só toque nos elásticos dela;
  • Não vá à academia se sentir sintomas da covid-19;
  • Não vá se tiver comorbidades definidas para os grupos de risco;
  • Em caso de natação, use chinelos;
  • Evite levar as mãos ao rosto.



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