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Barco de Torben vence a segunda perna da disputa

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postado em 30/11/2008 12:20
Cochin (Índia) - Comandado pelo brasileiro Torben Grael, o Ericsson 4 venceu a segunda perna da Volvo Ocean Race, importante regata de volta ao mundo. A embarcação já havia vencido a primeira etapa da disputa, que só termina no mês de julho do ano que vem. O Ericsson 4 cruzou a linha de chegada do trajeto entre Cidade do Cabo (África do Sul) e Cochin (Índia) às 20h52 (horário de Brasília), completando a jornada de 4.450 milhas náuticas após 14 dias, 11 horas, 32 minutos e 30 segundos. A segunda posição ficou com o Telefônica Azul, que travou uma intensa batalha nas horas finais da regata contra os vencedores. Graças ao êxito, o time de Torben amplia a sua vantagem na liderança, somando agora 26 pontos. ;Estamos muito felizes. Foi uma perna muito difícil, em que enfrentamos condições muito diferentes ao longo da jornada;, comentou Torben, dono de cinco medalhas olímpicas. Ele, entretanto, nega o início de uma hegemonia. ;Estamos apenas no começo da regata e temos etapas muito difíceis pela frente, vamos encarar muitos desafios. Muita coisa pode acontecer, então foi excelente termos acumulado esses pontos importantes agora para podermos ser mais conservadores daqui para a frente;, analisou. A segunda perna da Volvo Ocean Race foi marcada por muita ação - segundo o navegador do Ericsson 4, Jules Salter, foi uma etapa que começou como um leão e terminou como um cordeiro. Durante a primeira semana, a tripulação enfrentou condições extremas no mar, com fortes ventos danificando velas e ondas dificultando a vida a bordo. ;Logo na saída tivemos ventos muito fortes e bastante frio, vários barcos sofreram com quebras e problemas com as velas. Em seguida tivemos a passagem pelo portão de pontuação, que nos obrigou a fazer uma escolha difícil. Por ser uma linha, e não um portão tradicional, ao decidirmos apostar e tentar cruzar em primeiro corremos o risco de ficar numa posição que poderia não ser exatamente a melhor para continuar a etapa. Fizemos uma boa escolha e conquistamos pontos importantes, mas depois várias transições de ventos diferentes permitiram que a flotilha se reagrupasse. E para finalizar tivemos essa chegada aqui, com ventos muito fracos. Foi uma etapa bastante desafiadora;, resumiu Grael. Apesar das condições adversas, o Ericsson 4, desenhado por Juan Kouyoumdjian, não sofreu grandes danos. ;A cada perna nós ganhamos ainda mais confiança no barco. Sabemos que temos uma ferramenta excelente nas mãos e tudo o que precisamos fazer é velejar bem', afirma o também brasileiro João Signorini, regulador de vela e timoneiro do Ericsson 4. ;Foi muito importante conquistar esses pontos numa perna tão diferente como essa. Alguns dos barcos que conseguiram bons resultados na primeira etapa estão tendo dificuldades agora, então é bom estarmos mostrando essa regularidade. Mas as próximas pernas vão ser bastante complicadas e a disputa vai ser muito equilibrada, não podemos nos iludir;, avisa o compatriota de Torben.

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