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Novo presidente da CBB não confirma técnico da seleção feminina

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postado em 04/05/2009 15:05
Novo presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Carlos Nunes venceu a eleição contra Gerasime "Grego" Bozikis na manhã desta segunda-feira (4/5). O dirigente confirmou a permanência do técnico espanhol Moncho Monsalve no comando da seleção masculina, mas não fez o mesmo em relação a Paulo Bassul na equipe feminina. "O Moncho tem contrato com a CBB e por enquanto não queremos mexer em nada que está em andamento. Vamos esperar que ele retorne ao Brasil para conversar melhor. Se ele quiser, vai continuar. Seria temerário fazer uma troca de comando nesse momento", explicou Nunes, que foi assessor de Grego desde o começo de sua gestão na entidade. Ao comentar a situação de Paulo Bassul na seleção feminina, o novo mandatário demonstrou certa resistência. "Queremos fazer uma avaliação com o departamento técnico e com o próprio presidente Grego. Ouvi falar que tem algumas restrições em relação ao trabalho dele, mas a princípio queremos manter tudo", disse. Carlos Nunes toma posse de maneira oficial às 9h desta terça-feira. De acordo com ele, a entidade tem R$ 1 milhão em caixa e conta com um orçamento de R$ 44 milhões para o próximo ciclo olímpico. O novo presidente diz que sua primeira providencia será convocar uma assembléia para alterar o estatuto. "Essas mudanças nos permitirão fazer as alterações que planejamos", declarou. Carlos Nunes presidiu a Federação Gaúcha de Basquete (FGB) desde 1994, mas é contra mais de uma reeleição na CBB. "Oito anos de mandato é o máximo, é suficiente", afirmou o dirigente. Grego retirou sua candidatura antes mesmo da apuração dos votos. No entanto, Nunes venceria de qualquer forma, já que recebeu os votos de 16 dos 27 presidentes de federações estaduais e viu 11 abstenções. A iniciativa do antigo presidente não irritou o novo mandatário. "Foi um gesto altruísta, ele mostrou que realmente pensa no basquete e não em si mesmo. Foi um ato positivo, ajudou muito e mostrou que o objetivo é agregar todos os 'basqueteiros'", afirmou. Por outro lado, ele descartou a possibilidade de oferecer um cargo ao ex-presidente.

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