Jornal Correio Braziliense

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Questionado no Fluminense, Parreira pode cair. Horcades nega

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A situação do Fluminense continua muito complicada. Depois de uma semana que começou com a goleada de 4 a 1 sofrida para o Santos, em pleno Maracanã, e passou por um protesto nas Laranjeiras que terminou com disparos de tiros e agressão a jogadores, a sexta-feira foi marcada por especulações envolvendo a possível saída do técnico Carlos Alberto Parreira do Tricolor. Uma derrota diante do Náutico, no próximo domingo, às 16 horas (de Brasília), nos Aflitos, em Recife (PE), pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, pode gerar a queda do treinador. Parreira sempre contou com muito prestígio nas Laranjeiras. Foi o comandante do título brasileiro de 1984, o único da história do clube, e, em 1999, já tetracampeão do mundo pela Seleção Brasileira, aceitou o desafio de dirigir o Tricolor na Série C do Campeonato Brasileiro. Liderou o time a mais uma conquista, curiosamente fechada com um triunfo sobre o Náutico, adversário de domingo. No início deste ano chegou a ser cogitado para assumir o comando técnico do Flamengo. Declinou do convite e meses depois acertou com o Fluminense, dizendo que o prazer pesou na escolha, o que aumentou a identificação com a torcida, que por enquanto vem poupando o treinador. Porém a insatisfação com Parreira estaria partindo de alguns membros da diretoria. O presidente Roberto Horcades, amigo pessoal do treinador, vem se negando a sequer analisar a hipótese, mas essa semana estaria sendo pressionado pelo empresário Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do Tricolor. Celso, inclusive, estaria fazendo campanha pela volta de Renato Gaúcho, que comandou o Tricolor na conquista da Copa do Brasil de 2007 e no vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008. O empresário nega qualquer tipo de pressão a Parreira, mas vem lembrando em suas entrevistas que no futebol os técnicos vivem de resultados. Parreira, por sua vez, parece tranquilo em relação ao assunto e garante estar focado apenas nos problemas dentro de campo. O treinador assegurou que confia na atual diretoria. "Confio na diretoria do Fluminense, que sempre vai procurar fazer o que for o melhor para o clube. Sinceramente não estou preocupado com isso. As minhas atenções neste momento estão todas voltadas para a partida contra o Náutico, pois precisamos muito de um resultado positivo", afirmou Parreira. A confiança de Parreira se deve às declarações de Horcades, que assegurou que não existe a menor possibilidade de o treinador ser demitido em caso de derrota no domingo. "O Fluminense tem 107 anos de vida e quem comanda o clube sou eu. Eu posso te afirmar que não existe nenhuma possibilidade de o professor Parreira ser demitido por causa de um resultado negativo. Ele só sai se, por motivos pessoais, pedir demissão. Preferências todo mundo pode ter as suas, assim como assumir seus cavalos de batalha. Mas quem manda no Fluminense é o presidente", afirmou o dirigente, em entrevista à Rádio Brasil. Horcades, inclusive, pediu um fim a especulações, que envolvem ainda a possível demissão de Alexandre Faria, coordenador do departamento de futebol. "Peço que as pessoas sejam tricolores de verdade. As pessoas para trabalhar comigo têm que ser sérias e confio nos profissionais que aqui estão", concluiu.